sexta-feira, 9 de junho de 2023


 

Abraçando o caos...

Esqueci de avisar: comecei lá no Instagram (e youtube) uma série de posts com vídeos curtinhos.


Parte pra exercitar minhas habilidades no premiere e photoshop e parte pra criar algo legal e que passe um pouco do "espírito" do Groselha on the Rocks. Essa coisa meio fanzinão punk, igualmente confortável e desafiadora. Tipo, você sabe o que vai encontrar, mas nunca O QUE vai encontrar, manja?

Batizei essa pequena série de "abraçando o caos". Porque é sobre isso. Ele, o caos, é inevitável. I mean, existe um motivo pelo qual vc não acha muitas formas geometricamente perfeitas na natureza, saca?

Ordem é algo difícil de se obter. Pior ainda de manter. Caos, no entanto, orbita ao nosso redor. E okay, eu sei que alguns afirmam a respeito de não existir caos, apenas ordem em um ritmo e padrão de complexidade tão insanamente intricado que a gente é incapaz de ver o quebra cabeça em toda sua completude. 

Mas no final, da nossa perspectiva insignificante, caos é caos. E na incapacidade de compreende-lo, só nos resta abraça-lo e aprender a conviver com ele. Porque, afinal, que escolha temos?

Me sigam lá no Instagram e no Youtube

Abraçando o caos: espere o inesperado. E vice-versa. 



and now for something completely different...

 



Rest in Power, Sheik.
And FUCK Hogan, that fucking Jabroni!!!





quarta-feira, 7 de junho de 2023

Ring the Bell #09: Team Leyenda Americana vs Team Terror Purpura (Triplemania 29, 2021)


 
Desculpem a ausência ontem, crianças, mas foi por motivos alheios à vontade do tio Hak. 
Pra compensar, trouxe hoje uma pérola do wrestling mexicano que une duas das melhores coisas do mundo: gibis e lucha libre.
Graças a uma parceria entre a Marvel e a AAA, tivemos, no principal evento da promotion, o Triplemania, esse ultimate choque do bem vs o mal: o time da Leyenda Americana, Aracno e Estrella Cosmica vs a aliança sinistra de Picadura Letal (a quinta série em todos nós manda lembrança), El Venenoide, e El Terror Púrpura. 
Notem o cinturão que Than...digo, que el Terror Púrpura carrega com ele.
Chef's kiss, dudes... Puro creme da awesomeness!!!!!



terça-feira, 6 de junho de 2023

segunda-feira, 5 de junho de 2023


 

Ring the Bell #08: Kenoh vs Kaito Kiyomiya (NOAH, 2022)


 FELIZ ANO NOVO, ÍMPIOS.

Sim, porque pro fã de pro-wrestling, o ano só começa depois do Domínion, o segundo maior evento da NJPW, onde é anunciado o roster do maior torneio de luta livre do mundo, o G1 Climax. O G1 é um evento tipo "pontos corridos", onde dois grupos de lutadores se enfrentam por mais ou menos 2 meses. Os 2 líderes de cada bloco vão para a final e o vencedor desse combate é consagrado como o vencedor do torneio, além de também receber a chance de uma title match futura no principal evento da promotion, o Wrestle Kingdom.

Depois de uns anos meio mornos, por causa da COVID, finalmente temos um G1 com um grupo de lutadores diversificado, cheio de galera do dojo americano e alguns nomes inesperados. Os dois que botaram um sorriso no meu rosto quando vi o anúncio: o mad king Eddie Kingston e o atual GHC Heavyweight champion da NOAH, Kaito Kiyomiya.

Confesso que, salvo a luta que teve no começo do ano contra Okada, não conhecia nada de Kiyomiya, então, fui atrás e, lei do menor esforço, comecei com o Youtube. E, de fato, a página da NOAH lá traz várias lutas grandes, incluindo disputas pelos títulos, na íntegra, pra ver.

E foi assim que eu caí nessa, onde  Kiyomiya vai atrás do segundo maior cinturão da NOAH, o GHC National championship, contra seu então detentor, Kenoh.

Toca o sino e dude... é umas cotovelada estalada, uns socão vistoso e uns chutaço que, tipo, cobrança de pênalti no peito do amiguinho.

Sério, é de uma ignorância que enche os olhos. Confesso que o final foi brutal num nível que fiquei achando, por uns segundos, que o perdedor tinha sido nocauteado de verdade. É bom NESSE nível.

Vou ver mais coisa de Kiyomiya. Se for consistentemente nesse nível, acho que vou acabar virando fã da NOAH.

Por hora, é isso. Aproveitem, guris.


 

sábado, 3 de junho de 2023

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Ring the Bell #07: Terrible Ted vs Gene Dubois


Gosto de pensar que esta seção do blog tem um caráter educacional, funcionando como possível porta de entrada pra galera que gostaria, mas nunca acompanhou wrestling. 
Em sendo este o caso, a entrada de hoje tem uma função didática bastante simples: lembrar a vocês que professional wrestling pode ser, e não raramente de fato é, uma parada muito... muito, .... MUITO estranha.
Mas maravilhosamente estranha, preciso dizer.... 

now... ring the bell...



 

quinta-feira, 1 de junho de 2023


 Esse é um dos meus gifs favoritos da vida.... Só queria deixar isso bem claro. 

Ring the Bell #06: Eddie Kingston vs Chris Hero (AIW, 2014)



Quando foi anunciado, no PPV mais recente da ROH, que Claudio Castagnolli e Eddie Kingston iriam um contra o outro pelo Ring of Honor World Title, todo mundo se animou. E isso porque é público que existe, já há algum tempo, certa "animosidade" entre esses dois, na vida real.
E a verdade é que quando as linhas entre o real e o kayfabe se misturam, é quando as coisas ficam interessantes.
Existe um sem número de outros feuds do wrestling que envolviam wrestlers que não se bicavam muito - ou mesmo se odiavam - e isso acabava tendo resultados instáveis. As vezes, os dois conseguiam esconder o desafeto mútuo em nome da arte e as coisas davam bons resultados (vide a feud na AEW entre Eddie e Punk).
Em outros casos, os combustíveis envolvidos eram voláteis demais e a coisa saia do controle do booker e de todo mundo envolvido.
No caso acima mencionado, Claudio vs o Mad King, rendeu uma luta incrível. 

Mas.... existe um outro. Um nome que é, de fato, um desafeto do Rei Louco ainda maior que Claudio. Existe um caso de dois wrestlers que de fato, REALMENTE não tem qualquer apreço um pelo outro.
Eu não sei exatamente a fonte da celeuma, mas existem poucas feuds reais mais famosas na luta livre do que Eddie Kingston e Chris Hero. 
So... porque não aproveitar isso e botar os dois, que nessa época já não iam com a cara um do outro, no mesmo ringue.
As vezes, dá ruim. No caso da luta que posto aqui, funcionou e o resultado é mágico. :-)



Groselha on the rocks apresenta: sua oficial, perfeita e absolutamente inquestionável lista de melhores aberturas de seriados EVER!!!!!

Tudo começou quado fomos, procurando por vídeos legais, Stella e eu,  em um link de um site grande onde um influenciador fazia sua listinha de aberturas de séries de tv favoritas.

Obviamente, Stella e eu discordamos do rapaz. E aí, tínhamos dois cursos de ação que poderiam ser tomados: em um, o mais racional e o mais comum quando falamos de internet, era deixar um comentário pro dono do canal desejando sinceramente que todos os seus entes queridos morram em um incêndio.


I mean, a internet é feita disso, basicamente...

Mas aí, decidimos por um caminho menos... hã... "adolescentemente confrontacional" e decidimos nós mesmos, fazer nossa listinha.

Separei em uma playlist quase tudo que é série de tv que assistimos os últimos anos. E sim, eu tenho certeza de que haverão omissões criminosas no nosso top 10, mas, é o que deu pra fazer.

So, sem mais delongas, o top 10 oficial do Groselha on the Rocks de melhores aberturas de tv já feitas.

10 - WHAT WE DO IN THE SHADOWS



É exatamente o tipo de mood que usamos pra pautar nossas escolhas na hora de pensar essa listinha: a junção perfeita de uma abertura com imagens que encapsulam o espírito do show que estão introduzindo, com uma música que vai ficar na tua cabeça. 

Ouvimos a música de Norma Tanega enquanto vemos as fotos mostrando os séculos de vida daqueles vampiros não particularmente dotados de auto-consciência, em seus altos e baixos. 

Porque uma das graças dessa série e uma de suas piadas mais recorrentes é exatamente o quão alheios estes vampiros estão a respeito do quão ridícula é a vida deles e toda a pompa a respeito de sua condição imortal.

Todo mundo tem aquele amigo gótico meio patético, fã de Anne Rice e Nightswish, que batia cartão no Madame Satã praticamente, bate no peito por já odiar Evanescence "before it was cool" e ainda usa seu e-mail Lugosi_Draven_of_Lioncourt@gmail.com feito no começo dos 2000s, sabe?

É como se esse show fosse sobre esse seu amigo. Se ele tivesse poderes e fosse um vampiro de fato.

09 - BOARDWALK EMPIRE



Essa é uma das minhas favoritas e admito que eu tentei coloca-la em uma posição mais alta. Ela passa toda a gravitas que resume a série, narrando a vida, ascensão e inevitável queda de um gigante que construiu fama e reputação navegando acima da lei em uma época sinistra (os anos 20 e a era da prohibition, onde a produção, consumo de álcool e sua venda eram crimes) e sobrevivendo a todo tipo de coisa que jogavam contra ele. Nucky na praia, vendo as garrafas no mar a perder de vista, enquanto o tempo vira, anunciando uma tempestade.

Perfeito

08 - WHITE LOTUS



White Lotus é uma série difícil de categorizar ou mesmo descrever e sua abertura segue o mesmo caminho. É uma comédia com tons fortemente dramáticos ou um drama cômico? No final, todos podemos concordar que a idéia é rirmos daquelas pessoas ricas, presas em seu labirinto de privilégios, excessos e breguice. E, DEUS DO CÉU, como eles são bregas... 

07 - SUCCESSION



Todo mundo que tem pretensões de ter filhos deveria assistir isso aqui pra entender o estrago que um pai ruim pode fazer em suas crianças. 

06 - TWILIGHT ZONE



Falar o que? Uma das maiores e melhores séries de todos os tempos? Talvez A MAIS influente? Um marco cultural raramente igualado? E uma abertura que resume bem o pathos do show. Existe uma dimensão de estranheza e, baby, nós vamos chafurdar nela pelos próximos 20-50 minutos, não vamos?

O Hierofante Rod Serling vai nos pegar pela mão e nos mostrar a entrada, mas, uma vez lá dentro, é só a gente por nós mesmos.

05 - SIX FEET UNDER



Eu lembro que, nos extras do box de dvds da season 01 dessa aqui, tem um documentário particularmente denso a respeito do processo de criação da abertura e você pode testemunhar o profundo amor e cuidado que todos os envolvidos tiveram durante ele. Das mãos se separando no começo, passando pelo preparo do corpo para o velório, seu enterro e, ao final, a árvore sozinha no meio do campo, indicando que alguém partiu, mas que a vida segue resiliente. 

04 - THE LEFTOVERS



Okay, aqui as coisas vão soar excessivamente pessoais talvez, mas FUCKING JESUS, pensar em The Leftovers e lembrar que essa série acabou dois anos ANTES da pandemia é....algo... Porque, apesar dos motivos da morte de milhões de pessoas na vida real em virtude da COVID diferir das razões mais esotéricas que levaram ao sumiço de 2% da população da Terra na série, no final, o resultado pra quem fica é o mesmo. The Leftovers nunca foi sobre teorizar o que aconteceu e porque, mais importante, aconteceu. Mas sim sobre o vazio de quem sobrevive a uma grande tragédia. E se no texto anterior, sobre SFU, eu disse que a vida segue resiliente, aqui, somos lembrados que sim, o mundo não para nem parará de girar por causa das pessoas que se foram, mas nós temos, sim, que perdurar apesar do vazio e do vácuo e das cicatrizes deixadas depois que alguém que amamos se vai. 

Eu sempre acho curioso pensar como, enquanto víamos a série, a gente sempre via os guilty remnants, aquele "grupo/culto/o que diabos era aquilo?" que viviam para lembrar ao mundo da tragédia ocorrida e que não dava para, simplesmente, fingir que nada aconteceu e só "tocar o barco", como vilões.

E vejam bem, eles tinham métodos questionáveis, indiscutivelmente. E aí, veio o COVID. E aí NÓS nos vimos como os guilty remnants da vida real. Os "chatos" lembrando ao mundo que tinha um vírus matando gente e que o problema não iria só desaparecer porque a gente decidiu coletivamente fingir que ele não está mais lá. 

O mundo dá voltas, né? Já dizia o Badauí. 

03 - CARNIVALE



Acho que meu favorito dessa lista. É absolutamente impecável. Uma mistura do profano, do mundano e do sagrado, não coexistindo dialeticamente, mas em confronto, em processo de choque e visando mútua anulação. Um resumo perfeito do começo do século 20, onde as linhas separando homens e deuses, mundano e metafísico, ordinário e extraordinário pareciam nubladas. Carnivale é um dos mundos com maior potencial de todos que eu já vi nesses mais de 40 anos assistindo seriados e é um crime que nunca tenha existido nenhum livro ou quadrinho contando o resto da riquíssima história que Daniel Knauf concebeu pro show. 

Carnivale era um show sobre a humanidade em uma encruzilhada, tendo que decidir os rumos a serem tomados e o preço da decisão tomada recaindo sob os ombros de um profeta. Eu odeio ter que incorrer em clichês baratos, mas nesse caso não dá pra escapar: Carnivale era, de fato, uma experiência. Não apenas intelectual ou emocional, mas espiritual de fato. 

02 - GAME OF THRONES



Tá aqui sob protesto e só pra mostrar minha isenção na confecção dessa lista, porque eu particularmente preferiria incluir as aberturas épicas - melhores que o show em si, vale mencionar - de American Horror Story. E agora que eu parei pra pensar, podia ter incluído a de Twin Peaks aqui também.

E nem é birra pelo fim da série não. Eu DEFINITIVAMENTE não odeio o final de Game of Thrones tanto quanto vocês. 

Mas novamente, não se trata das minhas favoritas, mas das melhores aberturas. E, inquestionavelmente, seja plasticamente e por ser visualmente linda, seja pela música larger than life, seja pelo impacto na cultura e as 5000 referências que surgiram na época de ouro de GOT, não tem como ela não ocupar lugar merecido, pertinho do topo dessa lista.

01 - DEXTER


Aí não tem como né? Eu falei, quando brisando sobre Carnivale, a respeito da junção perfeita entre o épico e o mundano. E essa abertura aqui faz exatamente isso, mas ainda melhor. Testemunhamos o café da manhã do protagonista e a perspectiva dele fazendo as coisas mais ordinárias como se barbear, cortar uma toranja ou fatiar presunto. Mas tem algo TÃO macabro ali, né? Quase no canto do olho, como diziam em Doctor Who. 

Mesmo nos momentos mais normais do seu dia a dia, Dexter não pode ignorar seu "passageiro sombrio". E a música, que é agradável mas, aqui e ali, adota notas e tons mais sombrios. Tudo isso combinado em uma fusão perfeita de imagem e som resultando em algo que DEVERIA parecer normal e confortável e familiar, mas que esconde sombras que escapam a um primeiro olhar, mas que quando vistas, saltam aos olhos e não podem mais ser ignoradas.

Idéia incrível e execução igualmente impecável

É isso, crianças.

Concordam? Discordam? Deixem seus comentários a respeito. 

Qualquer dia desses, fazemos uma segunda lista, agora com as aberturas de séries animadas mais legais que já existiram. Eu acho que, de cabeça, consigo pensar em umas duas dezenas de potenciais candidatas para esse top 10.

E vocês?