Groselha on the Rocks
"Soul of a GT. Body of a 9 to 5"
quinta-feira, 21 de maio de 2026
O Vampiro Lestat
E já que falei de Kaiju...
Mano... os otakus de kaiju lendo isso aqui...
Ceis já jogaram Giga Bash?
Tem pra xbox e ps4.
Maluco, eu não vou falar mal aqui do tipo de joguinho de kaijus que nós, pessoal 40+ da primeira geração de nintendinho e master system teve, pq, justiça seja feita, tinha um jogo bem legal do Godzilla feito pro console de 8 bits da Nintendo. Eu lembro que eu passava tardes inteiras tentando zerar o negócio.
De lá pra cá, admito nunca ter animado com jogos que saíam por aqui, geralmente baseado em filmes do monstrão que tavam pra ser lançados. Mas aí, em tempos recentes, quando eu ainda tava assinando a Ps Plus, lançaram esse pra galera baixar e eu aproveitei o ensejo.
O jogo, vanilla, do jeitinho que vem, zeradinho de tudo, sem nenhum dlc, já é divertido pra caramba. com monstros e heróis que foram claramente inspirados nos personagens clássicos desse nicho. Temos um mapa aberto e dois monstros e tudo no cenário pode ser usado como arma. Os cenários são reativos, então, dependendo do lugar, além do kaiju querendo te enfiar a porrada, tu também tem que se preocupar com avalanches, tsunamis, erupções vulcanicas e os carambas. Tem modo historia, tem os especiais de cada personagem, cada um mais charmoso que o outro.
Mas aí, vieram os DLCs. Maluco, os DLCs.
Os DLCs vieram de parcerias da empresa responsável por Gigabash a Passion Republic Games, com os donos dos direitos dos grandes personagens do universo kaiju (Tsuburaya, Kadokawa, etc...) e o resultado é que o game virou o sonho de todo fã, o super smash bros de monstros gigantes.
Tu é fã do guardião da estrela Ultra de M-78? Toma
Tu é baby face e prefere a guardiã do universo? Tá aqui pra ti.
Mas é claro, cereja no topo do bolo... tu é fã do rei? Quer baixar o sarrafo pra cima de todo mundo como o ORIGINAL one, como o campeão de pesos pesados da Ilha Monstro? Então saiam do caminho pq o brabo chegou.
Cada pacote de DLCs vem com uma leva de gente legal junto.
Eu particularmente, gosto muito do elemento mais camp da versão antigona do personagem, mas não tem jeito, eu sou filho dos anos 80, quando tudo era sério e dark, claro que eu adoro as versões heisei dos personagens e fiquei muito feliz em ver o Godzilla e a Gamera são exatamente as versões heisei (dos anos 90) deles.
O pacote de DLCs do Ultraman vem com o próprio, o Ultraman original (baseado no original mas com elementos da versão do filme Shin Ultraman), Tiga, Camearra e, claro, um dos Baltans (ho-ho-ho-ho-ho). Um pack mais recente traz também um personagem que não conheço chamado Emi.
O pack da Tartarugona gente boa vem com a própria Gamera (como eu disse acima, a versão noventista da clássica trilogia heisei) e Guiron (aquele monstro meio tubarão com uma peixeira acoplada no crânio).
E, por fim, o DLC do Big G traz o próprio Godzilla, além de Gigan (aquele ciber kaiju psicótico), MechaGodzilla (o mecha evil Zilla) e, em uma escolha que adorei, Destoroyah (o final boss da era heisei, adversário do clássico Godzilla vs Destoroyah de 1995).
Pra quem estranhou a escolha, um segundo pack com personagens do Godzilla foi lançado, trazendo mais dois adversários da franquia: Hedorah, o "smog monster" e, claro, o arqui inimigo do rei dos monstros, o dragão de 3 cabeças saído direto do inferno, King Ghidorah.
Eu curto jogos de luta tradicionais, Street Fighter style, mas vou dizer que eu prefiro o modelo que Giga Bash adota, de mapa aberto. Confere uma dinâmica bem única e um senso de grandiosidade, de poder ver os prédios desabando conforme tu e seu adversário baixam o sarrafo um contra o outro.
Na Ps Store, o jogo solo tá saindo por 140 reais e cada dlc tá em média uns 30 conto. Caro? Bom, sempre tem uma mega conveniente promoção na store que pode facilitar tua vida. Ou, por 60 conto, tu assina a ps plus e pode baixar esse e outros jogos de graça.
Não importa como, mas se vcs curtem esse universo de monstrões gigantes, Giga Bash é meio que obrigatório. Vão na fé
Choque de monstro, maluco!!!!
segunda-feira, 27 de abril de 2026
G-0
Gosto bastante da idéia, que inclusive, acho que já foi mais ou menos trabalhada - Godzilla enquanto metáfora da maquina de guerra estadunidense - em uma hq onde vemos, na década de 60, o monstro aparecendo no Vietnã, no meio do pegapracapar entre os ianques e os vietcongues de Ho Chi Minh (só vi esse gibi bem en passant, não sei o quão BEM ela é desenvolvida. Quando eu ler, falo mais a respeito).
Ainda tem tempo pra esse filme sair lá fora (tá agendado pra ser lançado dia 3 de Novembro lá na terra do Naruto) e mais tempo ainda pra chegar aqui (se bem que o sucesso do primeiro filme pode fazer que ele acabe tendo um lançamento decente nos cinemas brasileiros).
Mas dessa vez, DESSA VEZ, eu vou estar lá no dia da estréia.
E eu ODEIO ir pra cinema. Mas é o Godzilla e aqui, neste blog, Big G é religião.
"Continuamos aqui..."
Eu penso muito a respeito de The Leftovers. E do quanto eu preciso rever essa série.
Provavelmente, e eu entendo o choque de uma afirmação hiperbólica dessa natureza, minha série de tv favorita dos ultimos 15 anos. E sim, eu lembro de todos os novos clássicos lançados nesse meio tempo.
Projeto de um Damon Lindelof ainda curtindo a depressão pós Lost e baseado em um livro de Tom Perrota, a série vinha com certa cara de que ia ser uma nova série de mistério, ainda surfando na onda de programas do tipo surgidos tentando navegar no hype do show que lançou Lindelof e Carlton Cuse pro mundo.
Mas é aí que mora o twist e, nunca nos esqueçamos, o demonio mora nos detalhes: a série subverte as expectativas do publico já no primeiro episódio.
Na trama, 2% da população mundial, do mais absoluto nada, simplesmente desaparece. Você está em um momento falando com um ente querido, olha pro lado e quado olha de volta, só as roupas dele no lugar. O mundo perde, do nada, em torno de 140 milhões de pessoas.
E aí? Rapto alienigena? Arrebatamento cristão? Thanos estalando os dedos novamente? Qual é o lance?
Jamais (jamais?) descobrimos e esse é o tal twist que mencionei acima: a série NÃO é um show de mistério, NÃO é sobre O QUE aconteceu com essas pessoas.
Não é sobre quem partiu, mas, como o próprio nome indica, é sobre os que ficaram. Os deixados para trás (nenhma relação com a série de livros evangélicos de mesmo nome).
É sobre nós.
Em suas 3 temporadas - 28 episódios, no total - vamos para cantos muito estranhos enquanto aquelas pessoas tentam, de formas mais esotéricas ou mais "laicas", lidar com o luto da perda. Um monte de gente vai inventar teorias sobre o que de fato ocorreu, cada uma mais mirabolante e fantasiosa que a outra (mas mesmo as mais pé no chao vão, enxergando friamente, partilhar da mesma imprecisão pq, afinal, é apenas outro chute, outra tentativa de racionalizar o inexplicável).
Entre momentos mais intimistas e outros que eu só posso descrever como "Lynchnianos", a série crava seus dedos na mente do público, servindo como um espelho sombrio nos lembrando que, também, cada um de nós vai ter que lidar com perdas. Alguns mais, outros, mais sortudos, menos. Mas ninguém que viva tempo suficiente nesse planeta vai passar incólume.
Detalhe 1, que, aliás, eu não mencionei até agora de propósito: o livro é de 2011.
Detalhe 2: a série foi de 2014 até 2017.
Detalhe 3: Os Living Reminders. Eles são o mais próximo de antagonistas que a série apresenta (pelo menos a princípio) e também deixei eles de lado por motivos "estratégicos". Os LR ou Guilty Remnants são um grupo de pessoas que formam, após o evento do desaparecimento mundial, um... uma.... "religião"? "seita"? Complicado.
Pq seitas acreditam em algo e eles acreditavam em ....nada. E esse é exatamente o ponto do grupo. Sempre de branco e fumando literalmente o tempo todo, o grupo tinha como eixo ideológico a crença de que era impossível só tocar o barco e fingir que nada havia acontecido depois da tragédia global. E que eles iriam ser esse "lembrete vivo" do ocorrido, impedindo as pessoas de simplesmente, seguirem a vida.
De acordo com eles, não existe a fantasia de "um mundo normal" depois de uma catástrofe dessas proporções e qualquer tentativa de fingir uma normalidade desaba.
Eles eram, novamente, os vilões da série.
Aí olhamos pro mundo de 2025 e eu percebo que preciso rever esse show com o olhar de um homem vivendo em 2025 e em um mundo pós pandemia.
Os living remnants são pessoas que sentem que a fantasia de normalidade que nós coletivamente sustentamos simplesmente quebrou e não tem como consertar de volta.
Eu vou parar esse texto aqui e vocês concluam dele o que quiserem, mas se forem tirar dois pontos, pensem no seguinte:
1 - Assistam The Leftovers. Se gostarem, leiam o livro, é bem pequeno, vai fácil.
1 - Os Guilty Reminders estão totalmente errados? E considerando tudo o que passamos nos piores dias do COVID, dá pra falar mesmo que os GRs são eles ou de fato, nesse nosso plano de realidade aqui, NÓS somos mais parecidos com eles do que gostaríamos?
....
Eu penso muito em "The leftovers".
E em "Rubber". Também conhecido como "o filme do pneu senciente telepata assassino".
Qual a conexão entre ambos os tópicos?
Sei lá, diz você
segunda-feira, 16 de março de 2026
Na correria...
Ah sim, Sebastian mandou lembranças.
E com isso, eu quero dizer que obviamente aquela coruja draconiana jamais permitiria que eu deixasse esse blog aqui às moscas por muito tempo....
Citando Marc Spector no que é obviamente um quadrinho 100% canonico e oficialmente lançado com a devida autorização da empresa lá do Rato de bermudas vermelhas...
Bora fazer um papel....
#hustlersgonnahustle
.... o abismo responde de volta e diz...
....tão quieto...
será que o groselha on the rocks foi de base, finalmente?
infiéis. Groselha on the rocks will never die.
Hora de tirar as teias de aranha daqui...
oh yeah...
we're back...
sábado, 26 de julho de 2025
Take me out...
Já faz um tempo que aconteceu, mas é importante o suficiente por pra ainda merecer menção aqui,
No Glastonbury, ocorrido mês passado, teve apresentação do Franz Ferdinand, banda a qual, confesso, nunca prestei muita atenção, salvo aquela colab que eles fizeram com o Sparks e que rendeu o divertido "FFS",
I mean, não me entendam errado, eu consigo perceber que eles são uma banda de qualidade, é apenas que nunca clicou muito comigo. E tudo bem.
Mas eu não posso deixar passar batido que no seu set no festival, a banda de Alex Kapranos recebeu um convidado inusitado: o intérprete da minha versão favorita do Timelord de Gallifrey.
Peter Capaldi, intérprete do 12th doctor, subiu com os guris e cantou com eles o maior hit do grupo "Take me out".
Novamente, nunca curti muito FF, mas achei elegante o efeito no telão e a forma como a guitarra segurou a intro da música por um tempo, já que ela lembra, por sua vez, as primeiras notas do tema de abertura de Doctor Who.
Pensando em ressuscitar o "falando groselha" praqueles momentos em que você só quer literalmente isso: brisar sobre as paradas e falar sozinho, sem se preocupar em escrever, editar e re-editar coisa.
Acho que já postei uma das edições (acho que são só duas) aqui, mas, pro caso de tu não ter idéia do que diabos eu tô falando....
sábado, 21 de junho de 2025
Monster Mash #66: "A vizinha se atormenta"
Pleu, caraio.
Monster Mash novinha. A primeira em quase dois anos. Acho que vocês vão sentir a diferença entre essa e as demais. Acho que ela é uma boa polaroid de como as coisas mudaram desde o mais recente hiato aqui do Groselha e o blog em sua fase atual.
Idles, Molchat Doma, Bruno Mars, Ethel Cain, Gorillaz e Queens of the Stone age, entre outros.
É isso, crianças...
Divirtam-se.
"A coroa não é dada de graça, mas tomada por aqueles que se recusam a se curvar..."
Yo...
terça-feira, 17 de junho de 2025
"somos todos loucos aqui..."
E ontem, depois de longo inverno, finalmente os irmãos Mael voltaram a aparecer em uma edição do clássico programa Later... with Jools Holand. Uma instituição da TV britânica, o programa não recebia o SPARKS desde 2015, quando a dupla foi lá conjuntamente com os meninos do Franz Ferdinand para o disco que fizeram em parceria, o simpático "FFS".
Como ponto de partida pra turnê britânica, Ron e Russel interpretaram duas canções do disco mais recente, o "MAD!" (que eu ainda preciso ouvir com o devido cuidado): "Do thing my own way" e a belíssima "drowned in a sea of tears"
Dude... se você combinar as idades dos dois, tem mais de um século e meio de existência e, juntos, mais de meio século de atividade e ainda assim, a energia e performance ao vivo dos Maels bota muita banda de meninos novinhos no chinelo.
Se ainda não ouviram o disco que os irmãos loucos lançaram esse ano, aproveita o ensejo que o tio Urso facilitou pra vocês.
Só peguem uma bebida, relaxem na cadeira e apertem o play.
De nada.
segunda-feira, 16 de junho de 2025
"Nós que aqui estamos..."
Josh Homme não mentiu.
Ele disse, depois do lançamento do álbum mais recente da banda, o "In times new roman", que o próximo trabalho do grupo envolveria o maior público de sua carreira.
E no ultimo dia 5, ele entregou o que prometeu. Um show acústico diante de mais de um milhão de pessoas.
Todas mortas.
O show, gravado nas lendárias catacumbas de Paris, incorpora cada um daqueles esqueletos, daquelas ossadas, daquelas pessoas em seu descanso final como um personagem a mais, como mais um membro da banda. Não que a morte seja um conceito estranho ao grupo e a seu vocalista.
Homme vinha de uma crise pessoal que, entre outros problemas que não cabe aqui mencionar, envolvia também o luto pela perda do amigo pessoal Mark Lanegan.
E além disso, um diagnóstico de câncer (até onde sei, ele nunca revelou qual o tipo) tornava o nosso fim inevitável um conceito ainda mais palpável, mais difícil de ignorar para o líder do QoTSA.
Para nossa sorte, a morte tem sido uma das fontes mais frutíferas de inspiração para arte em toda a história da humanidade, e Homme decidiu canalizar o horror da situação nessa apresentação, cercado de cadáveres por todos os lados. Em um momento em que seria natural procurar enfiar a cabeça na terra metaforicamente e tentar paliativos escapistas para se distrair, o homem decidiu olhar a morte LITERALMENTE nos olhos e se enfiar junto àqueles que jazem.
O resultado é, e desculpem o eufemismo, uma apresentação transformadora. Soturna, calma (o cenário não permitia instrumentos elétricos ou de percussão e, de qualquer maneira, a ambientação não particularmente encorajava um show de tons arquetipicamente roqueiros), sinistra, contemplativa. Curto, com apenas 6 músicas, mas profundamente marcante.
Nada aqui tem a violência e agressividade típicas do gênero e do Queens, preferindo um caminho mais intimista, ainda que, em sua essência, confrontacional. Diante do fim, Homme e seus parceiros de banda preferem cantar e dançar.
Diante do abismo, o Queens of Stone Age responde não com uma explosão, mas uma serenata. Elegia em homenagem aos mortos assistindo ao show e a todos aqueles que (ainda) não partiram junto a eles.
















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