Ah sim...
Descobri que a lan house charmosinha (e baratinha) que tem aqui perto de casa tem o LORD OF THE RINGS: BATTLE FOR MIDDLE EARTH instalado...
Então, se eu nunca mais for visto de novo, já sabem pq....
domingo, 7 de setembro de 2008
Ah sim, na expectativa pra Hellboy 2.
Quis o destino que eu não fosse de novo ao cinema até a estréia do filme do diabão vermelho. Nem o "encarnação do demonio" eu fui ver, e eu queria MUITO ter ido.
Bom, mas Hellboy 2 não passa batido. Eu adorei o primeiro filme e afinal, diabos, é raro ver filmes em que os "freaks" (Grupo ao qual este humilde blogueiro anão se insere) matarem o cara mau E ficarem com a garota no final.
Anyway, comento aqui depois o que eu achei...
Quis o destino que eu não fosse de novo ao cinema até a estréia do filme do diabão vermelho. Nem o "encarnação do demonio" eu fui ver, e eu queria MUITO ter ido.
Bom, mas Hellboy 2 não passa batido. Eu adorei o primeiro filme e afinal, diabos, é raro ver filmes em que os "freaks" (Grupo ao qual este humilde blogueiro anão se insere) matarem o cara mau E ficarem com a garota no final.
Anyway, comento aqui depois o que eu achei...
FATOS:
- Este blog ainda vive. Mas só posto nele quando tiver algo pra dizer
- Eu estou completamente insano. COMPLETAMENTE. Sabe quando vc é inserido numa situação da qual não tem muito controle? pois é.
Ah sim, e o indiscutivel fato do dia: EU NÃO APRENDO! simples assim....
Do que eu to falando? ah, whatever.
- Eu estou completamente insano. COMPLETAMENTE. Sabe quando vc é inserido numa situação da qual não tem muito controle? pois é.
Ah sim, e o indiscutivel fato do dia: EU NÃO APRENDO! simples assim....
Do que eu to falando? ah, whatever.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
oooooh, I can't resist
Vc sabe que vc é velho quando as músicas que te faziam pirar e que tocavam em programas como "as mais pedidas" e "as novidades da radio whatever" começam a só tocar em programas com o nome "flashback da radio whatever"
Pois é... o tempo não para.....
aaaah, dane-se
"Crazy For You
Oh I don´t believe
Crazy For You
Oh I can´t hold on
Crazy For You
Oh I don´t believe
Crazy For You
Oh I can´t resist..."
Pois é... o tempo não para.....
aaaah, dane-se
"Crazy For You
Oh I don´t believe
Crazy For You
Oh I can´t hold on
Crazy For You
Oh I don´t believe
Crazy For You
Oh I can´t resist..."
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
CARACAS!!!
Viram isso?? CARALHO. Desde o começo dos anos 90 eu espero ver o Wolverine USANDO essas porras dessas garras. Sério, já notaram que nos desenhos o mutante canadense NUNCA acerta ninguém? Qual a graça de vc ter 2 pares de garras feitas de um metal indestrutível (literalmente nas mãos de alguém com um senso de moral BEM flexível, portanto, sem muitos pudores de usa-las) se vc não retalha ninguém, porra?
Sangue cara. SANGUE!!! Em um desenho da Marvel (novamente, lembrem dos desenhos dos X-Men e do Homem-Aranha. Vcs lembram de uma gota de sangue?? um hematoma?? um mísero arranhão?)
Isso tem potencial.
Ah sim, e como se não bastasse, vejam isso (com direito a cena de Lady Sif enfiando a espada na garganta do gigante verde).
O monstrão verde tocando o terror em Asgard (agora a Marvel aprendeu. Quer violência? Joga o Hulk putaço em cima de algum herói).
Promete, né?
Sério agora.....
Fizeram até flash mob disso aqui em sp (que eu obviamente perdi. Damn it!)
Quem já pagou o mico de sair em público andando que nem um idiota depois de vez isso, levanta a mão!
o/ huhauahauhauahua
Excellent
Quem já pagou o mico de sair em público andando que nem um idiota depois de vez isso, levanta a mão!
o/ huhauahauhauahua
Excellent
Silêncio: artistas em processo de criação.
Então..... o nome deste blog.
Ele ia se chamar "Teoria do Caos". Era um nome muito legal, inteligente, nerd até a medula, e com um certo toque de duplo sentido que soa cool.
No entanto, descobri que já tinha um blog com esse mesmo nome e pra nao gerar confusoes, decidi mudar o nome.
.... mas.... pra qual??
Bem, acredito que a transcrição do diálogo a seguir, entre eu e meu irmãozinho, vai ser esclarecedora o bastante.
Eu: Então, tem uma boa sugestão de nome pra blog?
Ele: Hã....nenhuma idéia.
Eu: Eu tinha pensado em Baruk Khazâd (o martelo dos anões em linguagem Khuzdul - lingua dos anões da Terra Média) mas...me soa meio nerd demais.
Ele: sim, sim...
Eu: Eu poderia ressuscitar o Nerd Nation (*nota do autor: meu blog mais longevo). Tinha uma sigla bem legal, até.... mas hoje em dia soa tão...bobo.
Ele: Sim, meio nerd demais...
Eu: Tinha pensado também em "a biblioteca de lucien", por causa de sandman, mas parece meio pomposo...
Eu: hey...lembra aquele nome de banda que eu inventei e que a gente ficava zoando?
Ele: hã...groselha on the rocks?
Eu:...
Ele:....
Eu: mas eu odeeeeeeeeeeeio groselha.
Ele: ia ficar da hora..
Eu: talvez...
Ele: e GOTR é uma sigla legal
Eu: ah...é mesmo... mas BK também.
Ele: NÃO, é o nome de (aqui entra um comentário sobre um desafeto nosso, então, pra evitar processos, isso fica na edição)
Eu: DEUS DO CÉU, ok, ok. A idéia do "on the rocks" é legal... mas não dá pra mudar a bebida? tipo, Nescau on the rocks? (ok, eu sei que não se coloca gelo em nescau, mas aí soa ironico)
Ele: Bem, existe aquele gelo plástico que que vc enche de água e... ah, ok
Eu: Toddy on the rocks. TOTR?
Ele: Eu odeio Toddy
Eu: Vc é louco. Nescau é muito ralo.
Ele: Qual sua próxima sugestão? Mágico on the rocks?
Eu: huahauahuahauahua
Ele: huahauahuahua
Eu: Nesquick on the rocks?
Eu: hauahuahauahauhauahua
Ele: huahauahuahua
Ele: Palate on the rocks
Eu: huahauahuahaua
Eu: Chocolate Economico on the rocks
Ele: huahauahauhaua
Eu: CARALHO, cara: XOCOPINHO ON THE ROCKS

Ele: HUAHAUHAUAHAUHAUAHAUAHUAHAUAHUA
Eu: HUAHAUHAUAHAUAHUAHAUHAUA
Ele: HUAHAUAHUAHAUA
Eu: huahauhauahua
Eu: pqp, até engasguei aqui.
Eu: Ok, sem idéias nenhuma
Ele: Insisto que GOTR é uma sigla legal.
Eu: GOTR?
Ele: é.
Eu: ......
Eu: Groselha on the rocks então?
Ele: Groselha on the rocks.
Eu: Groselha on the rocks, então!
.......Groselha on the rocks então.
yeeeeeey
Ele ia se chamar "Teoria do Caos". Era um nome muito legal, inteligente, nerd até a medula, e com um certo toque de duplo sentido que soa cool.
No entanto, descobri que já tinha um blog com esse mesmo nome e pra nao gerar confusoes, decidi mudar o nome.
.... mas.... pra qual??
Bem, acredito que a transcrição do diálogo a seguir, entre eu e meu irmãozinho, vai ser esclarecedora o bastante.
Eu: Então, tem uma boa sugestão de nome pra blog?
Ele: Hã....nenhuma idéia.
Eu: Eu tinha pensado em Baruk Khazâd (o martelo dos anões em linguagem Khuzdul - lingua dos anões da Terra Média) mas...me soa meio nerd demais.
Ele: sim, sim...
Eu: Eu poderia ressuscitar o Nerd Nation (*nota do autor: meu blog mais longevo). Tinha uma sigla bem legal, até.... mas hoje em dia soa tão...bobo.
Ele: Sim, meio nerd demais...
Eu: Tinha pensado também em "a biblioteca de lucien", por causa de sandman, mas parece meio pomposo...
Eu: hey...lembra aquele nome de banda que eu inventei e que a gente ficava zoando?
Ele: hã...groselha on the rocks?
Eu:...
Ele:....
Eu: mas eu odeeeeeeeeeeeio groselha.
Ele: ia ficar da hora..
Eu: talvez...
Ele: e GOTR é uma sigla legal
Eu: ah...é mesmo... mas BK também.
Ele: NÃO, é o nome de (aqui entra um comentário sobre um desafeto nosso, então, pra evitar processos, isso fica na edição)
Eu: DEUS DO CÉU, ok, ok. A idéia do "on the rocks" é legal... mas não dá pra mudar a bebida? tipo, Nescau on the rocks? (ok, eu sei que não se coloca gelo em nescau, mas aí soa ironico)
Ele: Bem, existe aquele gelo plástico que que vc enche de água e... ah, ok
Eu: Toddy on the rocks. TOTR?
Ele: Eu odeio Toddy
Eu: Vc é louco. Nescau é muito ralo.
Ele: Qual sua próxima sugestão? Mágico on the rocks?
Eu: huahauahuahauahua
Ele: huahauahuahua
Eu: Nesquick on the rocks?
Eu: hauahuahauahauhauahua
Ele: huahauahuahua
Ele: Palate on the rocks
Eu: huahauahuahaua
Eu: Chocolate Economico on the rocks
Ele: huahauahauhaua
Eu: CARALHO, cara: XOCOPINHO ON THE ROCKS

Ele: HUAHAUHAUAHAUHAUAHAUAHUAHAUAHUA
Eu: HUAHAUHAUAHAUAHUAHAUHAUA
Ele: HUAHAUAHUAHAUA
Eu: huahauhauahua
Eu: pqp, até engasguei aqui.
Eu: Ok, sem idéias nenhuma
Ele: Insisto que GOTR é uma sigla legal.
Eu: GOTR?
Ele: é.
Eu: ......
Eu: Groselha on the rocks então?
Ele: Groselha on the rocks.
Eu: Groselha on the rocks, então!
.......Groselha on the rocks então.
yeeeeeey
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Eu sei que todo mundo já deve ter visto isso, mas dane-se, eu acabei de ter meu primeiro contato, e só queria fazer um comentário:
PQP!!!!!!!!!!!!
DR. MANHATTAN!!! RORSCHACH!!! CORUJA NOTURNA!! O COMEDIANTE!!!
PQP
Pelo jeito, finalmente, as obras de Alan Moore vão ganhar versões decentes nas telonas (lembrando que V de Vingança teve uma adaptação muito legal, quebrando aquele estigma de que todas as obras adaptadas de quadrinhos do Mago de Northamptom resultavam em filmes ruins - Do Inferno, Liga Extraordinária, etc.)
O dificil agora é esperar até 2009, mas já que não temos escolha...
PQP!!!!!!!!!!!!
DR. MANHATTAN!!! RORSCHACH!!! CORUJA NOTURNA!! O COMEDIANTE!!!
PQP
Pelo jeito, finalmente, as obras de Alan Moore vão ganhar versões decentes nas telonas (lembrando que V de Vingança teve uma adaptação muito legal, quebrando aquele estigma de que todas as obras adaptadas de quadrinhos do Mago de Northamptom resultavam em filmes ruins - Do Inferno, Liga Extraordinária, etc.)
O dificil agora é esperar até 2009, mas já que não temos escolha...
Aliás, atualizando o post sobre mangás, comprei hoje cedo, vindo pra USP, o primeiro nº do mangá de "Nana" da Ai Yazawa.

Antes de tudo, permita-me salientar: que capa linda.
Isso posto, já dei uma lida antes de vir trabalhar, e o conteúdo tb é bem legal (ou seja, mais 10 reais meus que vão ficar lá na banca do portão um, todo mês... damn it)


Não é animal quando vc vê uma série ou um filme ou um livro, etc, e percebe que foi feito por alguém que não só conhece a fundo a mitologia na qual trabalha mas tem um profundo amor pela coisa?
Outro dia tava vendo uns episódios de Samurai Jack que eu baixei, e curtindo pra caramba. A animação de Genndy Tartakovski (criador também das meninas super-poderosas e do Laboratório de Dexter) conta a história de um samurai que, enquanto combatia um demônio (Apu), é teleportado uns 3 mil anos no futuro.
Agora, num mundo futurista cheio de robôs e criaturas cibernéticas, Jack, além de ter que cuidar de si, e perseguir Apu, precisa descobrir um modo de voltar pra casa.
Apresentações feitas, o que me chamou a atenção (e motivou este post) foi a seguinte cena em um dos últimos ep. que vi: Nele, Jack, ainda perambulando pelo mundo do futuro, acaba, acidentalmente chegando ao local onde viveu em sua infância. Obviamente, os 3000 anos foram cruéis e o local está em ruínas. Melancólico, Jack se recorda da sua infância, como brincava no local e tals, e aí vem a cena que fez minha cabeça explodir.
Nela, vemos Jack, criança, no Japão feudal, brincando perto de uma ponte, quando ouve algo que chama sua atenção. A cena é um samurai que passa perto dele, rumo à tal ponte, empurrando um carrinho de madeira, com um garotinho dentro. Na ponte, quatro samurais de porte ameaçador o esperam com espadas em punho.
O samurai então, para o carrinho, coloca seu filho em segurança (perto de Jack) e vai enfrentar os adversários. Com rápidos movimentos, ele derrota seus inimigos, então, pega seu filho, o coloca no carrinho de novo, e segue seu caminho.
Jack, impressionado com o que viu, pega um galho e começa a brincar de samurai.
Caras, quando eu vi isso, e soando repetitivo, minha cabeça explodiu de tal forma que tive que descola-la do teto.
Pra quem não sacou, o samurai e seu filho, são ninguém mais, ninguém menos que a dupla Itto Ogami (o pai) e Daigoro (o filho) protagonistas da série “Lobo Solitário” de Kazuo Koike e Goseki Kojima, tido por muitos como (atentem para o negrito, itálico e demais efeitos) “O MELHOR” mangá de todos os tempos.
Outro dia tava vendo uns episódios de Samurai Jack que eu baixei, e curtindo pra caramba. A animação de Genndy Tartakovski (criador também das meninas super-poderosas e do Laboratório de Dexter) conta a história de um samurai que, enquanto combatia um demônio (Apu), é teleportado uns 3 mil anos no futuro.
Agora, num mundo futurista cheio de robôs e criaturas cibernéticas, Jack, além de ter que cuidar de si, e perseguir Apu, precisa descobrir um modo de voltar pra casa.
Apresentações feitas, o que me chamou a atenção (e motivou este post) foi a seguinte cena em um dos últimos ep. que vi: Nele, Jack, ainda perambulando pelo mundo do futuro, acaba, acidentalmente chegando ao local onde viveu em sua infância. Obviamente, os 3000 anos foram cruéis e o local está em ruínas. Melancólico, Jack se recorda da sua infância, como brincava no local e tals, e aí vem a cena que fez minha cabeça explodir.
Nela, vemos Jack, criança, no Japão feudal, brincando perto de uma ponte, quando ouve algo que chama sua atenção. A cena é um samurai que passa perto dele, rumo à tal ponte, empurrando um carrinho de madeira, com um garotinho dentro. Na ponte, quatro samurais de porte ameaçador o esperam com espadas em punho.
O samurai então, para o carrinho, coloca seu filho em segurança (perto de Jack) e vai enfrentar os adversários. Com rápidos movimentos, ele derrota seus inimigos, então, pega seu filho, o coloca no carrinho de novo, e segue seu caminho.
Jack, impressionado com o que viu, pega um galho e começa a brincar de samurai.
Caras, quando eu vi isso, e soando repetitivo, minha cabeça explodiu de tal forma que tive que descola-la do teto.
Pra quem não sacou, o samurai e seu filho, são ninguém mais, ninguém menos que a dupla Itto Ogami (o pai) e Daigoro (o filho) protagonistas da série “Lobo Solitário” de Kazuo Koike e Goseki Kojima, tido por muitos como (atentem para o negrito, itálico e demais efeitos) “O MELHOR” mangá de todos os tempos.

Achei bem bacana a homenagem feita por Tartakovsky e pelos demais envolvidos, uma verdadeira declaração de amor não apenas ao personagem dos mangás, mas á toda cultura samurai.
Deixo aqui o vídeo com a cena pra vcs conferirem
Deixo aqui o vídeo com a cena pra vcs conferirem
Nada a ver com nada, mas...
Cara....show da minha banda favorita em Outubro... NINE INCH NAILS NO BRASIL.
......terça feira sai meu salário e aí..... Vão ser os 90 reais mais bem gastos da minha vida.
Via Funchal, aí vou eu...
*mas só pra que não digam que não reclamei de nada, saber que em Porto Alegre, onde vai rolar a outra apresentação da banda, a entrada custa 50 reais (a meia), é de ferrar.... anyway..
......terça feira sai meu salário e aí..... Vão ser os 90 reais mais bem gastos da minha vida.
Via Funchal, aí vou eu...
*mas só pra que não digam que não reclamei de nada, saber que em Porto Alegre, onde vai rolar a outra apresentação da banda, a entrada custa 50 reais (a meia), é de ferrar.... anyway..
Sweet dreams are made of this....
Ok, coisas que vcs precisam saber a respeito deste humilde urso-anão que vcs amam e admiram tanto
Hak-fact nº1: Eu sempre compro um gibi ou um livro quando fico triste. SEMPRE!!! Absolutamente S-E-M-P-R-E. A lógica é bastante simples: quadrinhos e bons livros me deixam feliz, logo, um dia que termina com mais uma nova obra na minha coleção não pode ser um dia de todo ruim. Simples assim. Quando terminei com minha ultima namorada, comprei um gibi do Neil Gaiman, não lembro exatamente qual.
Quando, uns anos atrás, tirei 9,5 e não 10 por causa de um erro besta, numa prova do curso de computação, saí fulo e comprei a “Enciclopédia dos Vampiros” (um compendio em forma de verbetes enorme, de mais de 1000 páginas, que é a obra definitiva sobre as criaturas da noite)
E viram acima, eu dizendo que fui reprovado numa matéria?
Bom.... voltei pra casa com “os Livros de Destino” (já destrinchado no gigantesco post anterior) e com o sétimo volume dos encadernados de Sandman, que a Conrad vem lançando já há algum tempo. O título em questão é “Vidas Breves” e é foda pra caralho!!!
Nesse arco, Delírio decide encontrar Destruição, o sétimo dos Perpétuos que a alguns séculos atrás desistiu de suas funções e simplesmente desapareceu. Agora, a jovem endless decidiu que quer pq quer encontrar o irmão e Sonho, ainda se recobrando de uma dor de cotovelo braba, decide ir com ela, só pra poder ocupar a cabeça.
Claro que nem tudo acaba sendo tão simples, decisões difíceis precisam ser tomadas e sacrifícios que vão ter um alto custo são feitos antes que os dois finalmente encontrem o irmão fujão.
O arco tem momentos simplesmente sublimes, como a autoflagelação de Desespero quando se lembra do irmão (como Luwig do blog The Pulse, observou, fica claro que a personagem prefere a dor física à saudade que sente do irmão pródigo) e o encontro de Morpheus com seu filho, Orpheus.
Devo dizer que mamãe Pris tinha as edições gringas de Sandman até o final então, eu sei como a saga termina e, tendo isso em mente, é incrível como Gaiman amarra todas as pontas soltas e prepara tudo pra próxima saga (a mais importante de todas) de tal forma, que ao reler a série desde o começo, vc percebe que tudo estava lá, na sua cara, desde a primeira edição, vc simplesmente ainda não era capaz de ver os detalhes.
Não voi falar mais, comento de Sandman como um todo assim que tiver os dois álbuns que me faltam pra completar a saga (“Entes Queridos” e o derradeiro “O Despertar), mas creiam-me, foi uma grana muito bem gasta...
Claro que isso me lembra que minhas edições da Morte, “Estação das Brumas” e “Um jogo de vc” tão emprestadas na casa de mami (e acho que meu irmão pode te-las levado pro RJ, pra usar como referência num trabalho de animação por computador que ta fazendo. Sim, irmãozinho de Hak é talentoso pacas.) a mais de um ano e eu estou AZUL DE SAUDADES das minhas revistas, então, estou quase me unindo à Desespero numa sessão de autoflagelação, só pra desencanar (huahauahauhaua).
Mas, saudades à parte, fica aqui a recomendação, crianças. Baixem, emprestem, roubem, espanquem alguém que tenha e saiam correndo, comprem, mas leiam isso
Depois eu retomo o assunto com mais calma (ou, já que eu citei o blog do Luwig, vcs podem ler um post muito legal que ele fez sobre os 7 irmãos mais estranhos que já existiram. E se quiserem MAIS detalhes ainda, tem o sonhar.net, um site muito legal sobre Sandman.) ...
E pra quem acha os álbuns caros, a Pixel magazine (atual detentora dos direitos das publicações do selo Vertigo aqui no Brasil e que vai adquirir os direitos de Sandman assim que a Conrad lançar – se é que já não lançou – o ultimo álbum da série) já prometeu que vai relançar a série completa (mais os especiais e tals) com preços acessíveis.
Ou seja, agora não tem mais desculpa pra não ter toda a série em casa.
Excellent...
Hak-fact nº1: Eu sempre compro um gibi ou um livro quando fico triste. SEMPRE!!! Absolutamente S-E-M-P-R-E. A lógica é bastante simples: quadrinhos e bons livros me deixam feliz, logo, um dia que termina com mais uma nova obra na minha coleção não pode ser um dia de todo ruim. Simples assim. Quando terminei com minha ultima namorada, comprei um gibi do Neil Gaiman, não lembro exatamente qual.
Quando, uns anos atrás, tirei 9,5 e não 10 por causa de um erro besta, numa prova do curso de computação, saí fulo e comprei a “Enciclopédia dos Vampiros” (um compendio em forma de verbetes enorme, de mais de 1000 páginas, que é a obra definitiva sobre as criaturas da noite)
E viram acima, eu dizendo que fui reprovado numa matéria?
Bom.... voltei pra casa com “os Livros de Destino” (já destrinchado no gigantesco post anterior) e com o sétimo volume dos encadernados de Sandman, que a Conrad vem lançando já há algum tempo. O título em questão é “Vidas Breves” e é foda pra caralho!!!
Nesse arco, Delírio decide encontrar Destruição, o sétimo dos Perpétuos que a alguns séculos atrás desistiu de suas funções e simplesmente desapareceu. Agora, a jovem endless decidiu que quer pq quer encontrar o irmão e Sonho, ainda se recobrando de uma dor de cotovelo braba, decide ir com ela, só pra poder ocupar a cabeça.
Claro que nem tudo acaba sendo tão simples, decisões difíceis precisam ser tomadas e sacrifícios que vão ter um alto custo são feitos antes que os dois finalmente encontrem o irmão fujão.
O arco tem momentos simplesmente sublimes, como a autoflagelação de Desespero quando se lembra do irmão (como Luwig do blog The Pulse, observou, fica claro que a personagem prefere a dor física à saudade que sente do irmão pródigo) e o encontro de Morpheus com seu filho, Orpheus.
Devo dizer que mamãe Pris tinha as edições gringas de Sandman até o final então, eu sei como a saga termina e, tendo isso em mente, é incrível como Gaiman amarra todas as pontas soltas e prepara tudo pra próxima saga (a mais importante de todas) de tal forma, que ao reler a série desde o começo, vc percebe que tudo estava lá, na sua cara, desde a primeira edição, vc simplesmente ainda não era capaz de ver os detalhes.
Não voi falar mais, comento de Sandman como um todo assim que tiver os dois álbuns que me faltam pra completar a saga (“Entes Queridos” e o derradeiro “O Despertar), mas creiam-me, foi uma grana muito bem gasta...
Claro que isso me lembra que minhas edições da Morte, “Estação das Brumas” e “Um jogo de vc” tão emprestadas na casa de mami (e acho que meu irmão pode te-las levado pro RJ, pra usar como referência num trabalho de animação por computador que ta fazendo. Sim, irmãozinho de Hak é talentoso pacas.) a mais de um ano e eu estou AZUL DE SAUDADES das minhas revistas, então, estou quase me unindo à Desespero numa sessão de autoflagelação, só pra desencanar (huahauahauhaua).
Mas, saudades à parte, fica aqui a recomendação, crianças. Baixem, emprestem, roubem, espanquem alguém que tenha e saiam correndo, comprem, mas leiam isso
Depois eu retomo o assunto com mais calma (ou, já que eu citei o blog do Luwig, vcs podem ler um post muito legal que ele fez sobre os 7 irmãos mais estranhos que já existiram. E se quiserem MAIS detalhes ainda, tem o sonhar.net, um site muito legal sobre Sandman.) ...
E pra quem acha os álbuns caros, a Pixel magazine (atual detentora dos direitos das publicações do selo Vertigo aqui no Brasil e que vai adquirir os direitos de Sandman assim que a Conrad lançar – se é que já não lançou – o ultimo álbum da série) já prometeu que vai relançar a série completa (mais os especiais e tals) com preços acessíveis.
Ou seja, agora não tem mais desculpa pra não ter toda a série em casa.
Excellent...
Being Victor Von Doom - Parte II (continuação do post abaixo)
Ainda adolescente, mata uma pessoa pela primeira vez (numa cena que vai ser relembrada em diversos momentos da obra), estrangulando um militar que pretendia leva-lo para a execução diante do Barão (lembrando que o clã de Von Doom nunca deixou de ser visto como maldito em sua terra natal. Isso aliás foi o que levou Werner, pai de Victor, à morte, numa cena de arrancar lágrimas.), o que viria a selar seu (sem trocadilhos) destino. Mas depois voltamos à isso. Genial desde muito jovem, Victor usou os conhecimentos de sua mãe, e mais a tecnologia que sua mente brilhante lhe permitiu desenvolver, para tentar resgatar sua alma (dela) das mãos do demônio. Com o tempo, os boatos a respeito do intelecto do garoto chamaram a atenção de diversas autoridades ao redor do planeta, o que rendeu à Von Doom uma bolsa de estudos nos E.U.A. Lá, se aprofundou no campo das ciências e teria sua vida completamente mudada por dois eventos: 1- O encontro com aquele que seria sua nêmesis, o Dr. Reed Richards. (futuramente, Sr. Fantástico, líder do QUARTETO FANTÁSTICO) 2- E, mais importante, o acidente que o deformou. E aqui Brubaker insere o primeiro retcon (Ou seja, revisão de acontecimentos ligados ao passado do personagem) da trama, já que sempre foi dito que o jovem ficou deformado num acidente numa experiência cientifica. No entanto, nessa nova versão, o que causou-lhe o acidente quase fatal foi o fracasso na primeira de muitas tentativas de ir ao inferno resgatar a alma de sua mãe (e seu primeiro contato com Mefisto, sr. do mundo abissal). Na esperança de estar preparado para o confronto com a besta-fera, Von Doom uniu conhecimentos de magia e ciência, mas que se mostraram insuficientes. Como o rapaz JAMAIS iria admitir que cometeu um erro, preferiu distorcer a realidade e imaginar que Richards, que viu momentos antes no seu quarto, olhando de forma curiosa suas anotações, teria sabotado suas anotações, por inveja. (Assim surgiria o ódio dele pelo líder do Quarteto). Depois de alguns eventos, (envolvendo inclusive uma viagem à um monastério no Himalaia), já treinado e mestre nas artes da ciência e da magia, Von Doom, agora usando a armadura e o título pelo qual entraria para a história, volta para sua terra natal e, aliado à população local, consegue derrotar o exército do Barão. A cena aqui é interessantíssima, já que ele elimina o inimigo de longa data da mesma forma que matou o soldado latveriano, na primeira vez em que tirou uma vida. Os dois momentos chave na vida do personagem. Naquele momento, Victor Von Doom morria. Aqui, nasce, de uma vez por todas, Dr. Destino, monarca latveriano. Numa jornada que (se minhas contas não tão erradas), levou menos de 30 anos, Doom conseguiu o primeiro de seus dois grandes objetivos * Chegamos aos dias de hoje. A Latvéria é um dos países mais poderosos do mundo, econômica e militarmente (graças as armas e exércitos de robôs, desenvolvidos pelo seu líder). Voltando ao foco desse texto, se perguntado sobre o que seria a natureza do mal, Destino provavelmente concordaria com Nietzche. Afinal, dificilmente Von Doom veria a si mesmo como vilão. Se ele tornou a Latvéria , nas palavras do Sr. Fantástico, a “Disneylândia do Terror” foi pra fazer frente aos seus inimigos imperialistas (o que faz todo sentido, afinal, seria difícil imaginar que os Estados Unidos e a antiga URSS – bem AO LADO da Latvéria e em plena GUERRA FRIA – iriam ficar quietos vendo um pais minúsculo despontando como potência econômica e armamentista). Se ele sacrificou cada parte de sua humanidade, foi para proteger seu povo, condenar os assassinos de seus pais e salvar a alma da única pessoa que verdadeiramente amou das mãos de Mefisto. Provavelmente, e vejam a ironia aqui, Destino seria incapaz de ver a si mesmo como uma vitima das circunstâncias, alguém com uma sombra sinistra acompanhando seus passos, já que, para o monarca latveriano, ele não é um vilão, apenas desempenha o papel de um jardineiro que precisa eliminar ervas daninhas para manter seu jardim saudável. E esse é um dos charmes da obra, já que ao final da história, tendo visto tudo que vi, não me considero mais apto a julgar os atos de Destino do que antes de lê-la (muito embora ela tenha acrescentado novos níveis de profundidade em um dos personagens mais densos dos quadrinhos). Então, através da jornada de Von Doom, pudemos localizar diversas possíveis fontes pra manifestação do mal que ele viria a se tornar. “Imposição divina”, futuro “gravado em pedra” (pelas ações de sua genitora), certa ganância, um toque de insanidade (inclusive apontado em algum momento da trama. O autor desse comentário tem poucos segundos pra perceber a estupidez de tal ação antes de ser carbonizado vivo), ação de forças metafisicas malignas, algumas escolhas individuais equivocadas (ok que algumas com a melhor das intenções)? Todos os anteriores, mas eu tomaria o cuidado de acrescentar mais um elemento: a impossibilidade de enxergar o mundo através da dicotomia “bem e mal” que norteia a vida da maioria das pessoas comuns.Von Doom não se enxerga como um homem comum, logo, não precisa medir o valor de seus atos a partir de conceitos comuns. Mas ainda assim, vamos perder certas nuances da sua personalidade que seriam interessantes de se observar. Por exemplo, desconsiderando paradigmas religiosos e semelhantes, pensando de forma meramente empírica, consideramos maus os indivíduos que obtém prazer a partir do sofrimento de outros, quer seja de forma direta ou indireta. Nesse caso, o caminho que trilhamos até aqui, dentro da psique de um “super-vilão” torna-se um tanto nebuloso, já que Von Doom, apesar do conforto típico de um monarca, não obteve prazer ou ganhos pessoais. Sua mãe está livre, seu povo o adora (e não apenas por medo, mas de forma sincera), mas ainda assim (apesar da satisfação das vitórias), ele não é um homem feliz, e não apenas pela incapacidade em vencer o Quarteto Fantástico, mas também por ter ido longe demais em busca da conquista de seus objetivos. O jovem se tornou um homem preso numa armadura, incapaz de ser tocado, perpetuamente isolado do mundo em que se insere, num ciclo perpétuo de obsessões e autodestruição (a obsessão por vingança contra os assassinos dos pais, a obsessão em derrotar o demônio, a obsessão em vencer Reed Richards, cada uma delas levando uma parte de sua humanidade). Claro que, são mais de 40 anos de histórias do personagem, logo, conforme os autores mudam, diferentes perspectivas do personagem são mostradas (algumas completamente dispensáveis, aliás), com ele se revelando mais e menos cruel, ou maquiavélico, etc. Mas ainda é possível pinçar bons momentos em que o personagem é retratado com justiça e coerência, e, a partir dos elementos adicionados aí, construir uma linha cronológica** e sob essa visão, entender como funciona sua mente, suas motivações e desejos. Então, isto posto, a que conclusões definitivas podemos chegar? Von Doom tem planos e quer realiza-los, independente das motivações por trás de seus atos e ainda que obtendo uma pilha de cadáveres como resultado. Ele vai promover o bem ao seu povo, goste ele ou não. Vai tornar seu país uma potência, ainda que o custo disso seja a liberdade individual de cada Latveriano vivo e o ódio do resto do mundo. Ele não quer dominar o mundo (é bem verdade que já teve tais pretensões), apenas cuidar de seu país e ser deixado em paz. E claro, ele quer a cabeça dos membros do quarteto fantástico numa bandeja (afinal, ele é um personagem de histórias em quadrinhos de super-heróis, então, alguma motivação vilanesca ele precisa ter). Volto, então, à grande questão que permeou todo este texto. Vemos que o autor confere algumas respostas, mas o resultado final é que ainda parece estar faltando uma peça chave pra resolver o quebra-cabeças. Esta questão sob quais as motivações que transformam um homem num monstro, pelo menos sob a perspectiva do personagem foco desta história (e deste texto) é inteligentemente deixada em aberto. Não apenas pq o autor da história quer permitir que cada leitor faça seu próprio julgamento dos atos de Von Doom, como também, implicitamente, ele sugere que entender o mal e como funciona a cabeça daqueles que trilham seus caminhos sombrios, talvez seja o primeiro passo para se perder dentro dele. Parafraseando Nietzche novamente, “quando vc olha para o abismo, ele te olha de volta” (aí remetendo um pouco à viagem que fazemos dentro da cabeça de Rorschach, em Watchmen.) Ou talvez o erro aqui seja procurar uma resposta lógica, me baseando em conceitos racionais e ignorar, ironicamente, um elemento que, para quem, como eu, crê nele, jamais pode ser ignorado: refiro-me ao peso da mão caprichosa do acaso. Ou se preferirem, do Destino.
*O segundo, vale ressaltar, ele também conseguiria algum tempo depois. Destino, aliado ao Dr. Estranho, consegue descer ao Inferno e salvar a alma da mãe, que ascende ao Paraíso. A empreitada, no entanto, acaba lhe custando caro, já que sua mãe se choca ao ver o que o seu filho se tornara na esperança de salva-la e acaba rejeitando-o. Apesar da história dar a entender que tudo, inclusive a rejeição por parte da mãe, fazia parte do plano do Monarca Latveriano para conseguir que ela ascendesse aos céus, é interessante, novamente fazendo uma analogia aos protagonistas de O Poderoso Chefão e Star Wars, notar que, para conseguir seus objetivos, o tirano teve que abrir mão da coisa mais valiosa para si. Mas isto é uma outra história que fica pra ser comentada no futuro.
**Só por curiosidade, a minha linha cronológica do personagem incluiria, entre outros títulos que me fogem á memória, the FANTASTIC FOUR Nº. 5 (com a primeira aparição de Destino), boa parte das aparições do vilão nas séries regulares do quarteto (sob os roteiros de John Byrne e posteriormente, Walter Simonson), o especial “Vícios e Virtudes”, citado acima, onde Destino finalmente derrota Mefisto, o crossover “X-men Vs. Quarteto Fantástico”, publicado em Épicos marvel nº1 (de 1991, pela Editora Abril), que eu acho fantástico por mostrar o personagem quase conseguindo levar Reed Richards à ruína sem dar UM ÚNICO SOCO, apenas por meio de estratagemas genais e manipulações dignas de um enxadrista. Além destes, tb incluo a mini-série “4”, de Grant Morrison e Jae Lee e o excelente arco “Sob sua pele”, de J. Michael Straczynski, na série mensal do Quarteto, onde vemos que se Von Doom pode ser mostrado como um aristocrata até digno de alguma simpatia em alguns momentos, ele também, em outros, é um MONSTRO capaz de atos diabólicos.
*O segundo, vale ressaltar, ele também conseguiria algum tempo depois. Destino, aliado ao Dr. Estranho, consegue descer ao Inferno e salvar a alma da mãe, que ascende ao Paraíso. A empreitada, no entanto, acaba lhe custando caro, já que sua mãe se choca ao ver o que o seu filho se tornara na esperança de salva-la e acaba rejeitando-o. Apesar da história dar a entender que tudo, inclusive a rejeição por parte da mãe, fazia parte do plano do Monarca Latveriano para conseguir que ela ascendesse aos céus, é interessante, novamente fazendo uma analogia aos protagonistas de O Poderoso Chefão e Star Wars, notar que, para conseguir seus objetivos, o tirano teve que abrir mão da coisa mais valiosa para si. Mas isto é uma outra história que fica pra ser comentada no futuro.
**Só por curiosidade, a minha linha cronológica do personagem incluiria, entre outros títulos que me fogem á memória, the FANTASTIC FOUR Nº. 5 (com a primeira aparição de Destino), boa parte das aparições do vilão nas séries regulares do quarteto (sob os roteiros de John Byrne e posteriormente, Walter Simonson), o especial “Vícios e Virtudes”, citado acima, onde Destino finalmente derrota Mefisto, o crossover “X-men Vs. Quarteto Fantástico”, publicado em Épicos marvel nº1 (de 1991, pela Editora Abril), que eu acho fantástico por mostrar o personagem quase conseguindo levar Reed Richards à ruína sem dar UM ÚNICO SOCO, apenas por meio de estratagemas genais e manipulações dignas de um enxadrista. Além destes, tb incluo a mini-série “4”, de Grant Morrison e Jae Lee e o excelente arco “Sob sua pele”, de J. Michael Straczynski, na série mensal do Quarteto, onde vemos que se Von Doom pode ser mostrado como um aristocrata até digno de alguma simpatia em alguns momentos, ele também, em outros, é um MONSTRO capaz de atos diabólicos.
Being Victor Von Doom - Parte I

Ok, uma pergunta meramente filosófica: de onde vem o mal?
Qual a gênese dele? Não do conceito abstrato, estou me referindo sim ao mal como escolha individual, pessoal.
Mais precisamente, quais as motivações que levam uma pessoa a seguir o caminho da destruição em vez de um caminho ligado à valores associados ao “bem”?
Nietzche dizia que o bem e o mal eram meramente conceitos criados pelos povos oprimidos da história, de forma a diferenciá-los de seus opressores. Hoje em dia temos a compreensão de que o mal, aquele que se manifesta em um sujeito por meio do egoísmo, violência, etc, está associado a fatores socioeconômicos e, quando muito, psicológicos.
Posso deixar a pergunta um pouco mais difícil?
O que faz com que um humano decida se especializar de tal forma no mal, que ele não será conhecido apenas como um vilão ou um malfeitor, mas um SUPER-vilão?
Muito embora esse texto se refira a um vilão dos quadrinhos, sabemos que já existiram pessoas no nosso mundo que poderiam muito bem se encaixar no conceito. Hitler, Pol Pot, Stalin, Milosevic, etc, etc. O que motiva alguém a se tornar um verdadeiro arquétipo do conceito de maldade?
Como eu disse, esse texto vai se centrar em responder essa questão sob a perspectiva dos quadrinhos. Sim, pq foi-se o tempo em que os vilões queriam apenas “dominar o mundo”. Vivemos tempos complexos onde até os outrora bidimensionais e escapistas personagens dos quadrinhos precisam de motivações plausíveis, de forma a não incorrer no ridículo do vilão que é mal simplesmente pq é mal e ponto.
Pensando assim, vamos ver alguns casos específicos.
Se perguntarmos “O que é o mal?” para vilões como Ra’s Al Ghul ou Galactus, o devorador, provavelmente eles responderiam que “bem e mal são meramente questões de perspectiva”. Ra’s, inimigo do Batman, quer o bem para todos, pretendendo criar uma sociedade utópica. Infelizmente, parte vital desse processo é o extermínio de 80% da humanidade, o que o demônio considera apenas como “redução do rebanho”.
Quanto ao gigante devorador de planetas, ele nunca se considerou mau. Pra quem não sabe, Galactus é um ser cósmico semi-onipotente que data de um mundo pré-big bang.
A explosão que deu origem ao universo o atingiu, transformando seu organismo, conferindo-lhe poder inimaginável, mas a um alto custo: Para se manter vivo, ele teria que se alimentar da energia de corpos cósmicos inteiros (planetas, estrelas, etc.) deixando no lugar um planeta e/ou estrela morto. O semi-deus prefere consumir planetas desabitados, mas em circunstancias em que sua fome se mostra fora de controle, ele vai devorar o primeiro corpo celestial que encontrar, habitado ou não.
Isso faz dele mau? Bem, como ele mesmo já disse certa vez, “se pra sobreviver, vc tivesse que pisar num formigueiro até destruí-lo, vc hesitaria em fazê-lo?”.
Para vilões como o Coringa, por exemplo, a maldade é meramente uma “saída de emergência”, uma resposta a um mundo caótico, aonde a falta de senso de...bem, de qualquer coisa, é a única resposta sã.
Vamos deixar as coisas mais complicadas ainda? Ozzymandias, o “vilão” de Watchmen. Se formos tentar entender conceitos de bem e mal a partir dele, provavelmente vamos perceber a camada de gelo fino na qual caminhamos. Para salvar o mundo, ele dá origem a uma cadeia de eventos que vai levar a morte de 100 mil pessoas. Mas ele consegue alcançar seu propósito. 5 bilhões e 900 mil pessoas salvas ao custo de 100 mil. Pelas perspectivas éticas clássicas, “o bem estar de muitos é mais importante que o bem estar de poucos”, logo, Ozzymandias realizou um ato nobre..... mas..... 100 mil pessoas. O que impressiona aqui? O fato de vidas inocentes terem sido perdidas ou os números? Se fosse uma única pessoa morta, isso seria válido?
Afinal, Adrian Veidt (a identidade “secreta” do “vilão”) é um santo ou um demônio?
“e qual o ponto que vc está tentando provar, tio Hak?”
Bom, little John, esta introdução gigantesca tem como objetivo apenas falar a respeito de “LIVROS DE DESTINO”, encadernado reunindo as 6 edições de “Books of Doom”, mini-série de Ed Brubaker (roteiros) e Pablo Raimondi (desenhos), que propõe uma viagem na cabeça de VICTOR VON DOOM (o Dr. Destino) e entender um pouco mais as razões que o levaram a se tornar o (aham, atenção para o negrito, itálico e demais efeitos): MAIOR VILÃO DO UNIVERSO MARVEL. Em forma, de biografia (narrada para um personagem que só aparece no final da história), conhecidos (e o próprio Von Doom) falam sobre sua vida, e os passos galgados até o trono.
Filho de pais ciganos, Victor descobre ainda jovem que sua mãe foi uma bruxa, ligada á magia negra, e que teria utilizado tal recurso para eliminar os homens do então monarca da Latvéria (o Barão Vladimir, que depois chegou ao trono). O custo, no entanto, foi desastroso, e a feiticeira terminou morta pelos aldeões locais e sua família, perseguida pela população (o que se revelaria apenas o começo de sua tragédia, já que a alma da mãe de Von Doom foi condenada ao inferno.) E é aí que vemos como o autor apresenta o destino e as escolhas feitas antes mesmo de seu nascimento, como os principais responsáveis pelo homem que Destino se tornou. (como o post ficou imenso, voi dividi-lo em dois)
Qual a gênese dele? Não do conceito abstrato, estou me referindo sim ao mal como escolha individual, pessoal.
Mais precisamente, quais as motivações que levam uma pessoa a seguir o caminho da destruição em vez de um caminho ligado à valores associados ao “bem”?
Nietzche dizia que o bem e o mal eram meramente conceitos criados pelos povos oprimidos da história, de forma a diferenciá-los de seus opressores. Hoje em dia temos a compreensão de que o mal, aquele que se manifesta em um sujeito por meio do egoísmo, violência, etc, está associado a fatores socioeconômicos e, quando muito, psicológicos.
Posso deixar a pergunta um pouco mais difícil?
O que faz com que um humano decida se especializar de tal forma no mal, que ele não será conhecido apenas como um vilão ou um malfeitor, mas um SUPER-vilão?
Muito embora esse texto se refira a um vilão dos quadrinhos, sabemos que já existiram pessoas no nosso mundo que poderiam muito bem se encaixar no conceito. Hitler, Pol Pot, Stalin, Milosevic, etc, etc. O que motiva alguém a se tornar um verdadeiro arquétipo do conceito de maldade?
Como eu disse, esse texto vai se centrar em responder essa questão sob a perspectiva dos quadrinhos. Sim, pq foi-se o tempo em que os vilões queriam apenas “dominar o mundo”. Vivemos tempos complexos onde até os outrora bidimensionais e escapistas personagens dos quadrinhos precisam de motivações plausíveis, de forma a não incorrer no ridículo do vilão que é mal simplesmente pq é mal e ponto.
Pensando assim, vamos ver alguns casos específicos.
Se perguntarmos “O que é o mal?” para vilões como Ra’s Al Ghul ou Galactus, o devorador, provavelmente eles responderiam que “bem e mal são meramente questões de perspectiva”. Ra’s, inimigo do Batman, quer o bem para todos, pretendendo criar uma sociedade utópica. Infelizmente, parte vital desse processo é o extermínio de 80% da humanidade, o que o demônio considera apenas como “redução do rebanho”.
Quanto ao gigante devorador de planetas, ele nunca se considerou mau. Pra quem não sabe, Galactus é um ser cósmico semi-onipotente que data de um mundo pré-big bang.
A explosão que deu origem ao universo o atingiu, transformando seu organismo, conferindo-lhe poder inimaginável, mas a um alto custo: Para se manter vivo, ele teria que se alimentar da energia de corpos cósmicos inteiros (planetas, estrelas, etc.) deixando no lugar um planeta e/ou estrela morto. O semi-deus prefere consumir planetas desabitados, mas em circunstancias em que sua fome se mostra fora de controle, ele vai devorar o primeiro corpo celestial que encontrar, habitado ou não.
Isso faz dele mau? Bem, como ele mesmo já disse certa vez, “se pra sobreviver, vc tivesse que pisar num formigueiro até destruí-lo, vc hesitaria em fazê-lo?”.
Para vilões como o Coringa, por exemplo, a maldade é meramente uma “saída de emergência”, uma resposta a um mundo caótico, aonde a falta de senso de...bem, de qualquer coisa, é a única resposta sã.
Vamos deixar as coisas mais complicadas ainda? Ozzymandias, o “vilão” de Watchmen. Se formos tentar entender conceitos de bem e mal a partir dele, provavelmente vamos perceber a camada de gelo fino na qual caminhamos. Para salvar o mundo, ele dá origem a uma cadeia de eventos que vai levar a morte de 100 mil pessoas. Mas ele consegue alcançar seu propósito. 5 bilhões e 900 mil pessoas salvas ao custo de 100 mil. Pelas perspectivas éticas clássicas, “o bem estar de muitos é mais importante que o bem estar de poucos”, logo, Ozzymandias realizou um ato nobre..... mas..... 100 mil pessoas. O que impressiona aqui? O fato de vidas inocentes terem sido perdidas ou os números? Se fosse uma única pessoa morta, isso seria válido?
Afinal, Adrian Veidt (a identidade “secreta” do “vilão”) é um santo ou um demônio?
“e qual o ponto que vc está tentando provar, tio Hak?”
Bom, little John, esta introdução gigantesca tem como objetivo apenas falar a respeito de “LIVROS DE DESTINO”, encadernado reunindo as 6 edições de “Books of Doom”, mini-série de Ed Brubaker (roteiros) e Pablo Raimondi (desenhos), que propõe uma viagem na cabeça de VICTOR VON DOOM (o Dr. Destino) e entender um pouco mais as razões que o levaram a se tornar o (aham, atenção para o negrito, itálico e demais efeitos): MAIOR VILÃO DO UNIVERSO MARVEL. Em forma, de biografia (narrada para um personagem que só aparece no final da história), conhecidos (e o próprio Von Doom) falam sobre sua vida, e os passos galgados até o trono.
Filho de pais ciganos, Victor descobre ainda jovem que sua mãe foi uma bruxa, ligada á magia negra, e que teria utilizado tal recurso para eliminar os homens do então monarca da Latvéria (o Barão Vladimir, que depois chegou ao trono). O custo, no entanto, foi desastroso, e a feiticeira terminou morta pelos aldeões locais e sua família, perseguida pela população (o que se revelaria apenas o começo de sua tragédia, já que a alma da mãe de Von Doom foi condenada ao inferno.) E é aí que vemos como o autor apresenta o destino e as escolhas feitas antes mesmo de seu nascimento, como os principais responsáveis pelo homem que Destino se tornou. (como o post ficou imenso, voi dividi-lo em dois)
Assinar:
Postagens (Atom)



