quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ed mothafucking wood!!!







Finalmente, caraio!!! É esse fim de semana!!!! ^^


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Black Mountain - Wucan



Sério, que música linda.

Top 5 - Descendo o machado.

Hey guys. Sorry pela ausencia de posts, mas como alguns dos senhores sabem, eu tive uma recente mudança de status quo e agora moro sozinho again. Entre perdas e ganhos, devo dizer que estou me adaptando bem e consumindo filmes, séries e hqs como se não houvesse o amanhã. Gradativamente, vou acabar escrevendo sobre tudo isso, mas eu queria no momento fazer algo um pouco diferente aqui.

Seguinte, andei relendo alguns posts antigos e notei que eu sempre elogio coisas e falo bem das coisas que vejo/leio e tals. Mas isso me incomodou um pouco.
Uns anos atrás, eu costumava comprar uma revista chamada "Sci-Fi News". Pra quem não conhece, era uma publicação mensal que discutia coisas desse universo de ficção cientifica e fantasia em todas as suas mais variadas formas. Não era uma graaaaaaannnde revista, mas considerando que estamos falando de Brasil, eles faziam o melhor possível. Mas tinha uma colunista, cujo nome não vou lembrar (e mesmo que lembrasse, não citaria pq seria deselegante) cujos textos me incomodavam profundamente pelo tom excessivamente fanboy. A coisa atingiu um limite quando ela disse, certa feita, ser incapaz de criticar os filmes de uma determinada franquia de ficção cientifica pq quando ela embarcava nesse universo ela queria aproveitar tudo e ignorar os defeitos, como, segundo a visão dela, um verdadeiro fã deveria fazer.
Nesse momento, eu percebi exatamente o tipo de .......crítico? nao, eu não sou crítico. Escritor? DEFINITIVAMENTE, eu não sou escritor. ..... fã. É ISSO, fã. Eu percebi exatamente o tipo de fã que eu NÃO queria ser. Desculpem os mais xiítas, mas senso crítico é bom e ninguém morre por usar o seu.  Eu vou elogiar quando aquilo que eu estiver consumindo for digno de elogios e vou saltar do barco quando não. Se isso me fizer menos nerd, well...... so be it. A vida é curta demais pra vc gastar tempo com algo que te frustra. 
Isso posto, e só pra mostrar que eu NÃO sou um desses fanboys deslumbrados que fecham os olhos pros defeitos daquilo que vêem, decidi escrever um texto com minhas maiores frustrações da cultura pop do ano passado. O lance aqui é malhar mesmo e sinta-se livre para discordar, ok? 
So here.....we....... go: 


5 - THE NEW 52.




Triste, né? Eu me esforcei, eu juro. A idéia de um reboot já me causava náuseas, mas vá lá, vc tem que entender que é assim mesmo, é bom que as coisas se renovem e tals. Mas mano...... não, né? O resultado final foi bem aquém do esperado. Salvo o Superman do Grant Morrison, o Homem Animal e o Monstro do Pantano, nada ali empolga. O que é mais legal é apenas bonzinho. E o que não é nem se dá ao trabalho de ser miseravelmente ruim, sendo apenas.... medíocre. Mesmo material que o pessoal elogia avidamente, tipo o Batman de Scott Snyder, não me empolgou. Li, achei legal e tals, mas.... meh. 

É isso. 
E como se não bastasse, esse revamp da área de quadrinhos da Dc ainda acabou iniciando o processo que, aparentemente, vai acabar com a Vertigo. O que não é tão ruim assim pq ainda temos a Image, a Dark Horse e outras editoras mais voltadas pra trabalhos mais autorais, livres das amarras e necessidades de mercado típicas da Dc. Mas sei lá, eu cresci lendo quadrinhos de super-heróis, e diabos, o universo Marvel, salvo aberrações como o que andam fazendo com o Homem-Aranha, anda tão awesome que não consigo não lamentar o rumo que a editora dona da LJA anda tomando. 


4 - DEXTER



Flopei foda de Dexter. Larguei mão. Abandonei o barco. 

E via desde o começo. 

Eu estive lá quando o Ice Truck Killer começou a atormentar o Dexter. Eu estive lá quando a Lyla matou o Doakes. Eu vi o Miguel trair a confiança do Dexter e usar a proximidade com ele para alimentar seus demônios internos. E óbvio, eu estive lá quando Trinity Killer voltou de seu período de isolamento. E a partir daí foi ladeira abaixo, né? A quinta temporada foi meh. A síntese suprema do meh. As possíveis e fascinantes consequências da morte de Rita resultaram em nada. O romancezinho com a Lumi era algo entediante. E nada.
Aí veio a sexta temporada. Eu adoro serial killers com motivos religiosos, então, fui com um certo animo. E caralho, ia ter o Adama no seriado. Que foda. E...........nada. Pior, começaram com aquela palhaçada de romance entre a Debra e o Dex que ia contra tudo que tinhamos visto até ali (e não largaram esse osso na temporada seguinte. Qual o maldito problema desses escritores?). E foi tão triste ver pra onde tudo rumou pq, sério, a temporada tem dois dos melhores episódios da série inteira (a saber, aquele da morte do Brother Sam e o seguinte, com o "retorno" do Ice truck killer). Aí começou a sétima temporada. 
E eu indo ver, meio arrastado, mas vá lá, uma última chance, por tudo até ali. Primeiro bom sinal: sem serial killers esse ano. Yay. Sério, Miami tem a maior concentração de assassinos seriais da história mundial, né? Não sei como a população da cidade já não foi totalmente extinta por todos os psicopatas que fixam residência por lá.  A verdade é que essa premissa, do assassino de assassinos, obrigatoriamente tem uma vida extremamente curta, a não ser que o cenário das histórias do Dexter fosse itinerante (o que seria algo fascinante mas proibitivo em termos de orçamento para um seriado de tv). E como não é o caso, eles acabam forçando a suspensão de descrença do público até o limite, tentando nos fazer crer que todo ano, pelo menos uns 5 ou 6 assassinos do tipo vão estar agindo mais ou menos ao mesmo tempo. Então, vi a mudança com bons olhos. Ao contrário de um vilão clichê, um assassino de aluguel.
E o personagem do Isaak era tão legal. Um dos meus antagonistas da série favoritos, só perdendo pro lendário Trinity Killer.
E aí matam ele. E o substituem por outro assassino serial. Não, né? Já foi, já foi. Não volto pra próxima temporada. Talvez (se for mesmo a temporada final) pro último episódio, como fiz com House. E deus do céu, espero que os roteiristas dessa série tenham culhão pra não terminar tudo com final feliz.
O que eu duvido, anyway. 


3 - HOMELAND.



Então. tá na frente de Dexter na listinha por uma razão simples: a primeira temporada foi bem legal. Ao contrário da série do anti-herói de Miami que já vem se arrastando faz um tempo, a temporada de estréia da série sobre um agente duplo da Al-qaeda infiltrado nos E.U.A. foi muito boa, tirando um certo detalhezinho. que foi ampliado na segunda temporada e que foi o que me fez pular do barco.

Mano, sério, eu odeio a família do Brody. 

muito. 

Todo episódio aquele draminha, aquele romancezinho completamente whatever da mulher dele com o amigo militar. Mano, WHO MOTHAFUCKING CARES????? FUCKING TERRORISTAS ESTÃO QUERENDO EXPLODIR MEMBROS DO GOVERNO AMERICANO!!! WHO CARES se a porra da mulher do Brody vai ou não dar pro carinha lá?
E Deus do céu, a filha do Brody. Sério, a família do ex-soldado só não é o pior núcleo familiar de qualquer seriado que já vi pq tem "The Good Wife". 

"Ah, Urso, mas vc não gosta do Peter e do filho da Alicia? Aliás, o filho nem aparece tanto".

Não, vejam bem, eu adoro o Peter e nem ligo muito pro filho dela. É aquela....... menina. Ela sozinha, vejam bem, SOZINHA é o pior núcleo familiar de qualquer programa já feito. Sério, usem o artifício utilizado por seriados como "Barrados no baile" e mandem a menina pra um intercâmbio em Botswanna, pra uma bolsa de artes na Turquia, pra um estágio no Polo Norte, pra uma viagem pra Disneylandia com o Polegar Vermelho, mas CARALHO.

É o mesmo que rola com o personagem do Chang em Community. Com a desculpa que, quando bem usado, ele é engraçado pra cacete. ela não. É o maior desperdício de espaço desde, sei lá, o macaco azul dos super-gêmeos. Ou o Scooby-Loo. Tem a complexidade e o carisma de uma Magikarpa.
Com todo respeito às magikarpas.

Na verdade, retiro o que disse. Magikarpas são legais pq viram Gyarados. E de qualquer maneira, Magikarpas conseguem extrair alguma simpatia pelo aspecto looser. A filha da Alicia não.

E a família do Brody tb não. Eu sei, EU SEI que eles como personagens tem a função de mostrar o custo pessoal do periodo do ex-soldado como prisioneiro, fora o quanto sua proximidade com a causa de Abu Nazir lhe custa em termos pessoais, mas c'mon guys.....
Todo episódio os personagens falam do risco iminente de retaliação dos terroristas contra familiares e amigos do Brody. Sério: BRING IT ON!!!!!

EXPLODAM ELES. eu até acendo o pavio da bomba e rezo depois virado pra Meca se quiserem. 

Familia do Brody indo pro inferno. GO TEAM NAZIR!!!! \o/



2 - DETONA RALPH




A sorte de Detona Ralph é ter saído no mesmo ano que Hotel Transylvania, que não é apenas a pior animação de 2012, mas seguramente um dos piores filmes que já vi na vida. Pq do contrário, teria sido facil o pior longa animado que vi ano passado. E esse doeu de não gostar pq eu estava esperando mó ansioso e, diabos, eu adoro uma história protagonizada por um underdog, um outsider, anyway, alguém procurando rumo.
Mas mano, sério, e eu sei que nego vai querer minha cabeça por isso, mas o filme chapa, vejam bem, CHAPA no chão feito uma bigorna no exato instante em que a Vanellope aparece. E simplesmente não levanta mais.
Nada funciona, né? As piadas são nhé pra cacete, as citações até são legais, mas estavam quase todas no trailer, então...... A Vanellope é fofinha, mas só. Em termos de profundidade, e sim, eu sei que a comparação é cruel, mas qualquer coadjuvante de Toy Story devora a menina viva. 
Incrível, inclusive, como, a partir da primeira incursão do protagonista no reino dos doces, ele passa a ser a coisa menos importante do filme.

E o Felix Jr. ....

zzzzzzzzzz


Mano....o Felix.

É bem isso, Benjamin.


Assim, meu crítico de cinema favorito, o Pablo Villaça (do site Cinema em cena) tem uma expressão que sempre me soou meio confusa, que é "buraco negro de carisma". Nunca entendi muito bem se alguém assim é carismatico, por atrair o carisma presente de tal forma que é o unico foco dessa qualidade presente em qualquer cena, ou se ele é apenas um gigantesco vácuo.

Depois de ver o Felix, eu consigo entender perfeitamente que se trata da segunda opção. Uma boa história se constrói com bom roteiro e bons personagens. E bons coadjuvantes. E eu fico, sinceramente, ofendido com o fato de imaginar que alguém foi pago pra criar um personagem como o Felix, que é, vejam só, um buraco negro de carisma. Nada. Não tem nada ali. Só vácuo. 
Que nem o Turbo. 
E os demais personagens da terra dos doces. 
E os moradores do prédio do Ralph. 
Não dá pra dizer que isso também se aplica ao filme como um todo pq ele tem, sim, seus momentos e tals, mas caralho, isso é muito pouco pra um filme que prometia tanto.
Pois é, ficou só na promessa. 

1 - AVATAR: A LENDA DE KORRA



*respira fundo

Ok, eu sei que essa é uma batalha perdida, considerando o fandom que a primeira temporada da nova investida dos mesmos criadores de "A lenda de Aang" conseguiu arregimentar. Tumblr e comentários em sites em geral mostram que eu sou minoria absoluta aqui.
Mas whatever. Sério, flopada do ano FÁCIL aqui. Foi, sem sombra de dúvida, a coisa que mais me decepcionou ano passado. E eu explico pq. 

A Lenda de Aang é um dos meus desenhos favoritos EVER. O roteiro é foda, os personagens são fodas e tem alguns dos momentos mais memoráveis de qualquer desenho já feito. Sério, a dança dos dragões e o encontro com a tartaruga leão são coisas as quais eu vou me lembrar pelo resto da vida, dada a beleza poética, meio "Miyazakiana",  de tais cenas. O episódio de "Tales from Ba-Sing-Se"? sério, Arte. Simples assim. Uma obra-prima da animação em que todos os elementos funcionam perfeitamente. Caralho, até o MAKING OF dessa porra me fez chorar, mostrando o cuidado com que essa série foi feita.

E aí temos Korra. Primeiro acerto: Korra já aparece se mostrando completamente diferente, em termos de personalidade, do Aang. E eu achei isso ótimo, pq se eu quisesse um personagem igual ao Aang, eu ia rever a série original. Pessoas são diferentes mesmo. 

Beleza. E a ambientação também me conquistou. A proximidade do mundo de Korra com o nosso mundo da década de 20 só contribuiu para a imersão. Carros, eletricidade e um contexto de segregação em prol da pureza de uma "raça". Foda né? E aí....

Bom, aí, o seriado começa a fazer umas escolhas de roteiro que só podem, e com um espírito MUITO gentil, ser descritas como covardes. E preguiçosas.
Primeiro, a estrutura dos coadjuvantes é EXATAMENTE a mesma de Aang. Temos o parzinho romântico, temos o alivio comico e aquela que só está lá pra dificultar que a Korra e o menino bonitinho dela fiquem juntos.
Depois, temos a eterna chupação em cima da série anterior. Pense comigo nas coisas que vc gosta de Korra. A filha da Toph? O vilão? Tenzin? A aparição do Aang? O filho do Zuko?

Notou um padrão? Temos 5 elementos que remetem, em maior ou menor proporção, à série anterior. São coisas legais? sim. Mas são méritos de "A lenda de Korra" ou apenas lembretes do quanto "A lenda de Aang" foi uma série legal? Percebem?
A série tinha elementos muito bons que poderiam ter funcionado sem precisar depender tanto do universo anteriormente criado. A cisão entre dobradores e não dobradores, por mais clichê que possa parecer, tinha um puta potencial e, por um momento, pareceu que realmente ia decolar.
Mas nem rolou.

Os personagens. 

Então.........., vcs notaram que eu não estou citando nenhum pelo nome? Pois é.
Pq? PQ EU NÃO LEMBRO. Pq eles são profundos como uma folha de papel A4. Os personagens de Aang nasceram como estereótipos mas ao final da primeira temporada, eles já eram MUITO mais que isso. Esses não. Eles não são seres vivos, mas funções de roteiro. O alívio cômico. O par romântico. Nada além disso. Portanto, ninguém com quem eu consiga criar laços a ponto de temer pelo futuro deles.
E eu vi essa série ano passado.
A lenda de Aang eu não vejo faz uns dois anos, mas eu lembro dos nomes de todo mundo (e sem olhar no wikipedia). Cacete, o MOMOS é mais profundo que quase todo mundo ali, tirando a própria Korra e os personagens já citados que remetem a série original.
E a cereja no topo do bolo: mano, vc tem que ser ESPETACULARMENTE incompetente pra pegar o momento mais esperado da série, que era, sim, admito, o encontro da Korra com o espírito de Aang, e fazer disso uma cena medíocre. E foi. Foi o ponto mais frustrante da série inteira. Pq o Aang ressurge como uma conveniência de roteiro. Foda-se spoiler: "Oi, eu sou o Aang. Vc perdeu seus poderes, Korra? Olha que legal, aqui eles de volta. Tchau... e a propósito, vc notou onde eu estava escondido no episódio?"

"Eu sou o Aang e vc precisa me amar!!!"


NÃO, MANO. NÃO!!!!!!! >____<

Chupa essa manga, Vader. 

Se distanciar do universo original, pelo menos em termos de ambientação, foi EXTREMAMENTE corajoso. O final do vilão, a questão da potencial guerra entre quem tem o dom da dobra e os normais, tudo isso também. Mas tirando isso, tudo foi fácil demais, covarde demais, conveniente demais.
Num mundo perfeito, e em qualquer conversa sobre a série eu afirmo isso, MEU CENÁRIO IDEAL de uma terceira série, seria uns 500 ou 600 anos depois do final de Korra. Apesar de todos os pesares, pelo menos a série terminou redondinha. Então, pq não pular umas 3 ou 4 gerações e fazer um universo novo que NÃO dependa de Aang ou Korra? Pensem comigo, em pouco mais de uma geração, pulamos daquele universo fantástico da série original pra um contexto dando seus primeiros passos tecnológicos.
Imaginam que em pouco menos de um milênio é possível pensarmos um um mundo parecido com o NOSSO universo pós ano 2000, com dobradores nele? Uma mescla de um universo extremamente tecnológico com o aquela coisa meio "Ghibli" da série original? Fascinante, não? Ou algo meio como "Carnivale", um seriado meio obscuro da HBO que mostrava o momento de transição entre o universo da magia pro universo da tecnologia no nosso mundo (que teria seu momento pivotal com o desenvolvimento da bomba atômica). Tipo o universo de Dragon Ball, em que temos ambientes futuristas e retrô tipo "fantasia medieval" convivendo em harmonia. 

Ou mesmo algo completamente diferente disso, mas que seja tão original e fascinante quanto a "lenda de aang". Mas sei lá. 

Eu volto pra uma potencial segunda temporada sim, pq eu tenho esperança de ver algo que me surpreenda positivamente. Mas com os dois pés atrás. E de qualquer maneira, nada pode ser pior que isso: 

*suspiros decepcionados


É isso senhores. Pedradas, cusparadas e possíveis palavrões são esperados, mas tinha que tirar isso do peito. Eu tenho gastrite, sabem, não posso ficar acumulando frustrações. Não devo fazer disso um hábito pq eu acho meio inútil gastar tempo pra falar mal das coisas e tals. Mas qualquer pedrada que algum livro ou filme mereça MUITO, eu coletivizo aqui, nem que seja como forma de catarse. ^^

Excellent!!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

2012 - 2013: Allons-y

Então....... quem diabos faz post de resolução de ano novo  em fevereiro, né? 
Empurrei com a barriga esse post pq eu tava sentindo que..... sei lá.... como diria o maior homem que já existiu, ch-ch-ch-changes estavam vindo, e seria melhor eu esperar a poeira assentar antes de tudo. 
A menos que algum parente morra (ou mesmo eu, mas nesse caso acho pouco provavel que isso vá ter qualquer significância pra mim a longo prazo) acho que não sobrou muito mais coisa pra acontecer nesse começo de ano (espero) e já posso fazer minhas previsões.
Bom.... 2012. O ano passado foi meio tenso. Difícil pra quase todo mundo que eu conheço (eu incluso) mas até aí, qual ano nao é, né? Tive meus momentos, anyway. Me formei em biblioteconomia. Comprei meu notebook e aproveitei o ps2 comprado no começo do ano anterior. Ao final do ano, comprei meu ps3 e ja zerei alguns jogos. Ou seja, ano passado foi o ano em que eu efetivamente voltei a ser um gamer. Ajudei Wander a derrotar os colossus, espanquei deuses gregos até a morte junto com Kratos, invoquei meus personas pra derrotar antigos deuses japoneses, derrotei o Coringa não uma, mas duas vezes, matei pessoas junto com Tony Montana, comecei (pq ainda não zerei) a entender os segredos do universo junto com Kos-mos e vi uma deusa-loba japonesa fazer a luz brilhar em meio às trevas.  
Li pra caceeeeeete. Finalmente li Saramago e devo dizer duas coisas: primeiramente, vcs são todos uns mimizentos, lá pela décima página já estava acostumado ao estilo do cara. E segundamente: Deus é um escroto. (Já podem deduzir qual livro foi).
Minha biblioteca pessoal foi engordada com 3 mega clássicos de Grant Morrison: o Absolute Superman, Flex Mentallo e meu Invisible Omnibus. Sério, eu quase choro toda vez que eu olho praquele mega livrão na minha estante de tão feliz. 
Continuo em minha jornada em Westeros, faltando dois livros pra ler pra finalmente me juntar à horda de pessoas gritando pra George Martin "write like the wind".
Tive uma das jornadas quadrinhísticas mais marcantes da minha vida lendo "Solanin" lá na casa dos meus pais, em Avaré. 

Em termos pessoais, foi um ano muito introspectivo. Até demais. Sai muito pouco, vi muito pouca gente pq.....bem, pq eu quis assim, não adianta dourar a pílula. 
2012 começou muito, MUITO complicado mas foi descendo com mais facilidade conforme os meses foram passando. 
E num piscar de olhos, chegou 2013. Tô com a idade de Cristo quando começou a operar os milagres pelos quais ficaria famoso e estou esperando meus poderes se manifestarem. Até agora, nada de água em vinho ou mortos levantando. Mas ainda estamos em fevereiro. 
Gostaria de dizer que a idade trouxe juízo, mas sejamos francos: eu sei tanto o que eu quero fazer da vida agora quanto sabia quando tinha 23. Ou 13. E provavelmente, quando tinha 3. Gosto de imaginar que estou um pouco mais sofisticado (com certeza mais do que minha versão de 3 anos de idade. Já sei usar o banheiro sozinho, vejam vcs) mas de resto, nada.
E aí chegamos no atual momento em que alguns dos dogmas que eu achava que estavam fixos em minha vida caíram e, mais uma vez, sejamos francos, não tenhamos ilusões de que a vida vá ficar mais simples.
Se por um lado esse é um cenário assustador, por outro lado não consigo sentir esse frio na barriga sem alguma excitação. O universo não gosta muito de calma e tudo tende a entropia, então.... Como dito em Sandman, tudo gira em torno da eterna opção de "mudar ou morrer". 
Mais uma vez então: no momento, meu cenário é de tabula rasa. Eu posso fazer absolutamente tudo que eu quiser. Com sérias restrições orçamentárias, é bem verdade, mas......
E o que eu quero? 

- Eu quero frequentar algumas vezes o templo Zu Lai, templo budista lindo (vi em fotos) aqui de SP. Fazer alguns dos cursos ministrados lá, talvez o de lingua chinesa ou algo assim. 
- Quero ir mais ao cinema. Acompanhado ocasionalmente, mas nunca escondi que eu gosto de ir ao cinema sozinho, pq é assim que eu fazia quando jovem e é assim que fazia quando cheguei aqui em SP (capital). 
- Cursos, de todo tipo. Programação, web design (pra poder brincar um pouco no visual do blog), linguas, edição de vídeo.....
- Quero ser um bibliotecário melhor. Pelo menos até poder decidir o que eu quero ser da vida em definitivo e daí...bom, daí não precisar ser um bibliotecário nunca mais. 
- Isso é bem óbvio, mas eu quero consumir cultura pop como se não houvesse o amanhã. Quase em nível profissional.
- Quero...... não sei se eu diria consertar, mas melhorar um pouco minha relação com meus pais. A essa altura não tenho ganas de fazer deles meus melhores amigos, mas ninguém aqui tá ficando mais jovem. Tô ficando calvo, tenho linhas de expressão, fios de barba brancos. Em suma, estou morrendo como....bom, como qualquer pessoa viva. Então, melhor aproveitar, mesmo considerando nossas incompatibilidades, o tempo que a gente tem junto. 
- Quero viajar mais..... mas eu sei que isso demanda dinheiro. E aí vem uma série de fatores agregados, mas, estamos trabalhando nesse departamento.
- Quero voltar a beber. Não de ficar bebado nem nada, mas sei lá.... eu gosto da sensação. Inclusive, esperem uma possível maratona de filmes do Alejandro Jodorowsky, escrita sob efeito de alguma substância alcóolica. (eu admito, eu SEMPRE quis fazer um post bebado).
- E entre outros resoluções que me fugiram da memória, eu quero levar esse blogzinho humilde, mas simpático, a sério. O que significa "a sério" eu não sei, mas enfim, acho que é impossível desvincular essa vontade de fazer coisas, de sair de dentro da minha cabeça e olhar de novo o mundo de forma fascinada com o fato de ter voltado a escrever, lá pelos idos de Novembro do ano passado. E a minha intenção é só parar quando morrer. Citando Charlton Heston, pessoal vai ter que tirar meu notebook "from my cold, dead hands". 
- Ser....feliz? Bom.....



...sempre preferi estar satisfeito e me manter interessante do que ser necessariamente feliz. Então, até aí, novidade nenhuma

A curtíssimo prazo, é isso. O futuro, só pertence à (introduza aqui sua entidade metafísica preferida). Mas é legal olhar um pouco pra dentro e ver que, vá lá, entre as dúvidas e inseguranças de praxe, eu consigo vislumbrar certo....otimismo?? Senso de fascinação com o mundo? Qualquer outro nome piegas pra essa sensação? 
Claro que as coisas vão ficar difíceis (como agora). Ocasionalmente, beirando o insuportável. Mas até aí, quando foi diferente? Como diria o Doctor, "the way I see, every life is a pile of good things and bad things. The good things don't always soften the bad things, but vice-versa, the bad things don't necessarily spoil the good things and make them unimportant".

Portanto, que possamos correr riscos e fugir do tédio, receber as coisas boas e ruins e enfim.....
...... geronimo. ^^




domingo, 3 de fevereiro de 2013

Groselha on the rocks na Campus Party 2013 (ou "o post mais fuleiro da história desse blog")

Em mais uma demonstração de meu comprometimento com esse blog, decidi compartilhar com vcs detalhes de minha fascinante incursão á Campus Party 2013. Sim, senhores, acompanhem comigo, a exclusiva cobertura do evento aqui no blog.

Bem, basicamente, acordei as 8h30 da manhã (atrasado) e fui pra lá. Obviamente me perdi antes de chegar, mas afinal, cheguei. Mais 5 minutos tentando entender se era só entrar e tals. Entrei. Na área gratuita, vários estandes, promovendo os mais variados produtos e serviços, alem de um palco com cadeiras montado ao fundo do local, onde eu tenho certeza que algo muito legal estava acontecendo, mas como tinha algo a ver com MMORPGs, e eu manjo disso tanto quanto eu manjo de, sei lá, esperanto, eu obviamente não gastei mais do que 2 minutos olhando a muvuca.
De lá, eu fui pra um estande com joguinhos vintage. Reencontrei meu nemesis videogamistico, o temível Sonic 2 para Mega drive. Fui até o final da segunda fase. E perdi. Diabos, NUNCA passei da porra da segunda fase.
Aí fui jogar Captain Commando. E devo dizer que a versão que joguei no pc, num emulador de NeoGeo era bem mais legal. Tinha o soco de um megaton. Isso é alguma coisa, vc poder enfiar uma porrada com a potencia de um caminhão desgovernado no queixo do seu oponente.
Andei um pouco mais pelo evento, onde um rapaz me perguntou se eu estava na pilha de mudar o mundo. aparentemente tudo que preciso pra tal é estagiar na IBM. E eu esperando por algo mais grandioso, tipo super poderes ou a cura do cancer. Vejam vcs....
Aí encontrei meu irmão (ah sim, pro inferno com a CP, fui pra lá pra isso), conversamos por algumas horas e vim pra Paulista, ver "The Master".

E essa foi minha emocionante incursão na CPBR2013.

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Ah sim, só pra constar, até fiquei com vontade de ir pra acampar lá ano que vem. Tudo depende, claro, do preço da entrada. E sejamos francos aqui: os caras investem um caminhão de dinheiro no evento mas não tiram nem um centavo pra ar condicionado ou, pelo menos, uns ventiladores no local? Calor da porra.

Ah sim II: a fauna local da CP é bem variada né? Teve um nerd otaku meio hardcore que deve ter passado umas 5, 6 vezes por mim e meu irmão enquanto conversavamos. em todas elas, ele falava sozinho (até aí, eu tb falo, então...) e lendo o mesmo mangá (acho que era beelzebub). Admito ter temido por minha integridade física em um ou dois momentos.

Ah sim III: Cara, uma fila gigantesca para pegar um bonequinho da vivo. Se é assim com brindezinhos simples, imagino o que o pessoal não faria por um Ipad de graça ou algo do gênero. Quando eu for, ano que vem, é melhor não esquecer minha katana.

Ah sim IV: Vi, de longe, o Erik Gustavo passando. O que é ótimo pq eu finalmente vi uma celebridade decente aqui em SP. Meus amigos já deram de topa com a bjork, ou já tiveram uma sessão de cinema com os caras do Ira!. Até então eu só tinha visto dois VJs da Mtv (o que equivale a....bem...nada. Até pq, um era ex-Vj e tenho quase certeza de que, na ocasiao, este fazia um trabalho de office boy para uma empresa de direito. é.....as vezes a queda é complicada.... )

Ah sim V: Sim, este foi o post com o título (e a idéia geral) mais escrota da história desse blog. E saibam que eu não me orgulho disto......
....
...bom, talvez eu me orgulhe um pouco... ^^

"O Mestre" de Paul Thomas Anderson



Assim, evito ao máximo o que eu vou fazer agora, mas serei auto-indulgente: vi " o mestre" hoje mais cedo e preciso comentar sobre o quanto esse filme é incrível. Paul Thomas Anderson conseguiu mais uma vez criar um forte candidato a clássico moderno (que se junta a Magnólia e Sangue negro, também de sua autoria). 
A historia narra o surgimento de um culto (conhecido como "a causa") sob a direção de Lancaster Dodds (Philip Seymour Hoffman) e da aproximação deste com Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um ex combatente da segunda guerra com um gênio extremamente instável e um alcóolatra aparentemente incurável. Dodds vê nele a antítese dos dogmas mais básicos de sua recém criada religião. Logo no começo do filme, ouvimos a voz de Dodds afirmando que devemos nos distanciar de nossa essência animalesca, utilizando nosso intelecto para podermos evoluir. Freddie, por sua vez, é a lembrança viva de nossa natureza mais básica, dado, como é, a se preocupar apenas com a satisfação de seus instintos mais primais. Quando quer beber, utiliza-se do que encontrar: remédios, combustível de misseis, thinner. Quando quer satisfazer suas necessidades sexuais, simplesmente interpela uma garota que lhe atraia. E quando se sente ameaçado de qualquer maneira, não hesita antes de recorrer á violência.
Para Dodds, Quell é a cobaia perfeita para testar a natureza de sua recém criadas linha filosófica/religiosa. 
No entanto, infelizmente para o "mestre", quando vc olha para o abismo, ele te olha de volta.
Preciso dizer que esse talvez tenha sido o filme em que eu tive mais facilidade de enxergar a mão do diretor no andamento de algumas cenas, e achei a experiencia fascinante. Percebam como, na festa em que os personagens precisam ir em Nova York, logo depois da cena do barco, quando os personagens são introduzidos a dona da mansão (e que está dando a festa para Dodds) o personagem de Joaquim Phoenix não para de se mover, como um animal engaiolado. Não ficaria totalmente surpreso se ele abaixasse as calças e urinasse ali mesmo, de forma a marcar o território, como alguns animais fazem. E vejam como esse elemento é retomado (provando que eu não estou totalmente errado em minhas impressões) na cena da cela, onde, depois de conseguir acalmar Quell, Dodds, ainda calmo diante da fúria descontrolada do discípulo, urina na privada de sua cela. Aquele é SEU território, e o mestre se mostra o macho alfa daquela situação.
Mas claro que as coisas não são tao simples assim e ambos os personagens vão sair transformados da experiencia. 
Tanto se falou desse filme como uma critica à cientologia e tals, mas nada a esse respeito é explicitado. Sim, o filme levanta temas como a da validade da causa de Dodds e o quanto seus métodos, que envolvem lavagem cerebral e menções a pesquisas cientificas que provavelmente não existem, mas nada alem disso. 
A preocupação aqui é estudar esse cabo de guerra intelectual/conceitual entre os dois personagens e as consequências dele para os que são pegos no fogo cruzado, sejam os parentes mais próximos, como sua esposa Peggy (Amy Adams) e seus dois filhos, ou sejam, principalmente, os fiéis que veem em Dodds um messias em potencial. 
Ficam duas perguntas, após o termino do filme: Dodds, afinal, era um charlatão ou não? Na minha humilde opinião, ele podia, sim, se beneficiar de sua posição, e, afinal, varias vezes o filme demonstra a fragilidade de sua crença, aparentemente já com suas fissuras antes mesmo de Quell estabelecer sua influencia sobre ele, mas fiquei com a impressão de que ele REALMENTE acreditava em sua doutrina. 
E a segunda questão: qual o futuro dos personagens? Fiquei com a impressão de que todos ali estão fadados ao fracasso, pela sua própria natureza, pela constante busca por controle. Todos, exceto, talvez, Quell, que, na simplicidade de sua eterna busca por saciar seus instintos animalescos, só precisa continuar fazendo o que sempre fez: pegando o que quer, na hora que quer, para se manter satisfeito. Ao final dessa jornada, Freddie pode ser capaz de perceber, sim, sua essência bestial, mas talvez, não seja capaz de se importar com ela a ponto de fazer qualquer coisa a respeito. Ignorância, afinal, talvez seja REALMENTE uma benção. 
Sério mano, roteiro maravilhoso, elenco animal, direção impecável. Não consigo enfatizar mais o quanto eu gostei desse filme. ^^