sexta-feira, 29 de setembro de 2017

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Truth bombs by Blue Marvel

Eu disse, eu disse, EU DISSE, caralho, que na Marvel pós-Hickman, a mente criativa a se prestar atenção no roster de talentos da editora era a do britânico Al Ewing. Entre séries muito boas estreladas por Loki e alguns times de vingadores, chegamos à Ultimates². Percebam: Não é Ultimate 2 e sim Ultimates ². Pode não parecer, mas faz toda a diferença no final, confiem no tio Urso. 
A série, curta DEMAIS, acabou na décima edição da segunda série (que recebeu o número 100 pq  you know, Marvel Comics). Eu poderia dizer que o que me pegou foi a arte absolutamente linda dos dois desenhistas principais que passaram pelo gibi ou as idéias larger than multiverses (Vingadores cósmicos? América sendo foda? T'challa sendo foda, as always?)
Mas vou dizer que pra mim, principalmente no nosso momento histórico, o discurso do Dr. Elias Brashear, o "Blue Marvel" sobre as falácias do fascismo soaram muito, MUITO fundo...


Goddamn, son....

.........Que cena linda... Ultimates² tinha algumas das idéias mais...... extraordinárias, mais...."multiversais" de escala ultra cósmica (basicamente redefinindo toda a cosmogonia da casa das idéias atual), que já vi desde, sei lá, Secret Wars e Multiversity. Profundo, lindamente desenhado (Travel Foreman, Filipe Andrade, Kenneth Rocafort), espero que seja o primeiro de vários novos clássicos concebidos sob a tutela do sr. Ewing....


.................e ainda tinha Galactus, the lifebringer, conceito que, eu espero, dure pela eternidade,  metendo o pé na porta pra enfiar a porrada em vagabundo. Literalmente!!!!!


Pra quem quiser conferir outros trabalhos do autor, procurem pelos já citados U.S.Avengers, o titulo atual do Rocket Racoon, a série mais recente do Loki e outros materiais que ainda não li mas preciso, como a passagem dele pelo gibi do Juiz Dredd.
O que eu li de cabo a rabo e posso, portanto, falar com propriedade, é a fase dele durante o primeiro ano do gibi do 11th Doctor, publicado pela Titan Comics e, hell fucking yeah, não poderia recomendar mais. E nem é o fato de um David Bowie pré fama virar companion do Timelord que faz esse gibi tão especial. Ou pelo menos, não apenas. :-)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Bullet club ao resgate!!!!!


Um dos momentos mais espetaculares do pro wrestling mundial foi, nos anos 90, quando no meio das Monday Night Wars (o período em que o Raw da WWE e o Monday Nitro da WCW disputavam a audiência em pé de igualdade), a DX (Hunter, HBK, X Pac, Road Dogg e Mr. Ass.... jesus fucking...) foi até o prédio da WCW e ameaçou invadir o quartel geral da concorrente, chamando os superstars da companhia na chincha. Bom, em menores proporções (e com menos aparatos militares e mais estilo), o Bullet Club, a melhor coisa a acontecer com o pro wrestling nos ultimos 20 anos (okay, disputando o título com os Broken Hardyz) decidiu replicar a idéia, mas com propósitos mais nobres: o objetivo não é desafiar as estrelas no rol da companhia de Vince McMahon, mas resgatar os colegas ex integrantes da facção que hoje integram o roster da World Wrestling Entertainment. Compreensível: AJ já foi campeão dos pesos pesados mas atualmente ostenta um título menor, já que o principal da corporação é, no momento, propriedade de Jinder Mahal........deus nos proteja.
Enquanto isso, Finn Balor (ou Prince Devitt) parece isolado no midcard do Raw, numa feud com Bray Wyatt, outra mega estrela subutilizada pelo programa. E falando em gente sendo mal usada....oh boy..... Gallows e Anderson.... Jesus amado. 
"Old Day"? Piadas de testículos? Jobberagem atrás de Jobberagem?? 
Então, munidos das melhores e mais nobres intenções, os Young Bucks, Hangman Page, Cody Rhodes e Marty Scurll foram tentar trazer os ex-coleguinhas de volta...
Abaxo, o vídeo com as aventuras da facção, em mais um episódio do web show de Nick e Matt Jackson, "Being the Elite": 


Too sweet, man...

segunda-feira, 25 de setembro de 2017



RTJ invade Australia!!!!!

Que arte linda a feita especialmente para promover a passada do maior duo de rap do planeta pela terra dos coalas, kiwis e ornitorrincos!!!


As anteriores tb já eram lindonas, referenciando filmes de kaiju e atomic horror....
Ficamos no aguardo por uma imagem referenciando uma possível passagem do grupo pela parte de baixo das Américas... (hey, estamos há dois dias de anúncio de line-up do Lolla Br. Nem citam o RTJ como um dos possíveis headliners, mas.....esperança, you know guys....)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Run the Jewels are here to save the world

PQP.....



Miséria adora companhia, então, vou postar isso aqui só pra compartilhar a tristeza que é ver um negócio desses e não poder botar embaixo do braço e trazer pra casa: Killer Mike e El-P, a.k.a. Run the Jewels, meu grupo de rap favorito, anunciaram o lançamento da estatua acima.

100 unidades, ou seja, coisa de colecionador 4real..  Não olhei o preço pq a vida já é miserável o suficiente.. Mas pqp...

Ah sim, percebam que as mãos zumbis são as mesmas que figuram na capa dos 3 discos lançados pelo duo.
Tem videozinho de lançamento tb...



pqp.....

Vi primeiro aqui

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

quarta-feira, 20 de setembro de 2017


Relicário 20/09/2017 - Limpando o palato....

Jesus, Morty...
Secret Empire, hã? Fucking Marvel. Vendeu aquilo como "oh, vejam, uma história com o Capitão se revelando um vilão", mas sempre com aquele tom de massaveísse. Okay, isso pode ser divertido, afinal das contas. O que de pior pode acontecer??


Jesus........THAT.......was fucking dark..... Evil Steve. Desespero em toda parte. Pobre Rick. Pobre Natasha....

Damn.....


......

... No, I mean....DAMNNNN!!!!

.......

...


No, seriously, I mean......GOD....... FUCKING....... DAMN!!!!!!

GOD



FUCKING


DAMN!!!!!!!!

enfim, na tentativa de dar um descanso para minha já suficientemente perturbada alma, decidi ler alguns gibis mais....hã...... acredito que a palavra que procuro aqui é...."descompromissados". 
You know, aventuras em que o mundo não necessariamente está sob um fio e que toda a tessitura multiversal não está sob risco de desabar sob o incessante peso da entropia.
Vou compartilhar com vcs um tiquinho do que eu selecionei de minha terabytica lista de leituras: 

Wolverine: Madripoor Nights.



A escolha mais certa que eu poderia ter feito. É botar um cd de vaporwave pra tocar e ler essa belezinha no caminho de volta do trabalho. 
Primeiramente: se eu fizer um podcast de quadrinhos algum dia, esse vai ser o nome. Madripoor Nights. Caralho, olha só a sonoridade disso. Ma-dri-poor Nightssssssssss.... 
O conteúdo reune os 16 primeiros números do gibi solo do mutante canadense, além de 10 números da Marvel Presents e um anual de 88. Cara..... é um action movie de 30 anos atrás. Com superpoderes. Logan vai pra Madripoor pra cumprir o ultimo pedido de um amigo e proteger uma potencial nova crime lord local. Tem tudo que um action movie clássico tem: a cena em que o herói é surrado pelo capanga final boss. O inevitável romance. O momento de superação. Uma cena, inclusive, berra anos 80, com Logan sem camisa num barco com uma mina junto enquanto os dois cruzam o oceano e rapaz, aquilo pedia um daqueles saxofones safados típicos desse tipo de longa. Ainda tô no começo e não estamos falando de nada revolucionário, mas é um bom material (mas eu posso estar sendo tendencioso já que é exatamente o que eu precisava agora).
O time criativo é absurdo: Gene Colan e John Buscema na arte. Nos roteiros, Chris Claremont e um dos favoritos da casa, Peter fucking David. Não acho que todo mundo vá curtir revisitar essa fase, mas é boa o suficiente pra que eu recomende por motivos que transcendam a pura nostalgia.

Hotline Miami: Wrong Number 1-5. e Wildlife 1-3.



Pq nada mais relaxante que um pouco de ultra-violência num mundo a beira da extinção nuclear, não? 
Bem simples: Wrong number é canon, sendo a ponte entre o primeiro e o segundo jogo, enquanto Wildlife é, tipo, universo expandido, mostrando outras tramas passadas no universo do game. As duas tramas tem elementos em comum: num mundo alternativo situado nos anos 80 e onde a Guerra Fria chegou Às vias de fato e Los Angeles foi apagada do mapa por uma bomba soviética, um grupo de homens é recrutado por uma entidade misteriosa pra fazer justiça com as próprias mãos e retomar as ruas de Miami, sob controle da mafia russa. 
Bom, Hotline Miami é um dos meus jogos favoritos da vida, como os senhores já devem ter percebido considerando a quantidade de vezes em que falo dele aqui no blog. E o clima é o mesmo. Violência pra caralho, aquele clima de fim de mundo iminente e cores berrantes no caso de Wildlife, já que Wrong Number é em p&b. Ambos com arte do Dayjob Studio. Apesar de estar aqui pelos tonelitros de sangue derramado, os gibis tem uma msg bem legal sob os riscos da justiça de rua e de como tudo leva ao preconceito de classes e a xenofobia, além de ser sempre uma ferramenta instigada pelos "poderes que valem" de forma a penalizar a população mais pobre. Eu vivo falando dessas obras que voltam o olhar pra dentro dos Estados Unidos e de tudo que tem de errado no sonho americano e exageram a divisão interna do país ao nível da distopia (The Handmaid's Tale, The Purge, Farcry 5, American Story Horror: Cult) e sempre esqueço de citar essa perolazinha gameística visionária (pq, afinal, pré-Trump). A Wildlife ainda não li completa, mas no ponto em que estou (tem uma virada na trama, protagonizada por Chris, cuja família inteira, amigos e toda a vida que conhecia foi aniquilada junto com LA), está bem bom. E preciso dizer: a arte digital do Dayjob torna a arte linda e bem naquele tom de neon característico dos games. Incluindo o sangue. 

Rick and Morty 1-3.



Outro no-brainer aqui. Apenas os episódios semanais não são o suficiente? Então toma.
Publicada pela Oni, o gibi está chegando no número 30 e boy, oh boy.... Tal qual rola com a obrigatória série de Adventure Time, o gibi captura perfeitamente o clima do cartoon, incluindo os diálogos e seu ritmo bizarro e os conceitos de sci fi maiores que a vida. 
Até aqui, já passei por
a) uma tentativa de quebrar a bolsa de valores intergaláctica que deu errado
b) uma fuga de uma penitenciária extraterrestre concebida pelo próprio cientista da família Sanchez.
c) Uma revolta de refugiados usados em trabalho escravo e que é mais responsabilidade de Rick do que ele gostaria de admitir. 

ah sim, e uma invasão alienígena de fundo, culpa do Jerry, como de praxe.
Fucking miserable human scum Jerry....

Enfim, vão na fé, o gibi é bonzão, com roteiros de Zac Gorman e arte de CJ Cannon. E as historiazinhas curtas que fecham o gibi, geralmente protagonizadas por Summer, tb são BEM bacanas. 

Wubba lubba dub dub, Motherfuckers.
Bear is out.
Recognize!!!!

terça-feira, 19 de setembro de 2017



"You stand and you fight!!!!" - Secret Empire




Antes de entrar na discussão de o que Secret Empire é, o que tentou ser, o que queria ter sido, o que PODERIA ter sido e tals, acho que primeiramente temos que desfazer o desserviço prestado por sites tipo Bleeding Cool e Mary sue  e falar sobre o que a mais recente mega saga da Marvel NÃO é. Logo depois do seu anuncio e da equivocadíssima idéia da Marvel de vender a trama a partir do Hail Hydra do Capitão América, muito se falou, superficialmente, sobre a própria idéia de subverter o personagem símbolo dos EUA de tal forma, da validade de uma história dessas, do quanto isso é uma crítica ao tenso momento em que vivemos, do quanto isso é puro shock value e tals. Aí, pros sites de entretenimento simplesmente partirem pra desinformação com headlines mega bombásticas foi um pulo e daí, apenas o de sempre com o fandom fazendo seu já tradicional papel de gado, reproduzindo discurso sem um pingo de pensamento crítico. 
E vejam bem, não estou dizendo que as pessoas estão erradas em desgostar da série, mas o problema vem de que o publico não estava sequer disposto a deixar o autor, Nick Spencer, contar a história que ele havia concebido, o clímax de 2 anos de desenvolvimento e character building em seu run no título dos Sentinelas da Liberdade. Mais de uma vez, vi o absurdo de gente pedindo pra história ser cancelada por causa do tom inflamatório, da proposta ofensiva e bla bla bla e mimimi e site usando a clássica imagem do discurso do Capitão em "Civil War" de forma equivocada e "vivemos numa época em que esse tipo de idéia pode ser perigosa".

O que eu digo disso tudo é, obviamente....bullshit...

Se o argumento de vcs é que uma trama com esse tom não pode ganhar o mundo por causa do período tenso em que vivemos, eu digo que é EXATAMENTE nesses períodos que a gente tem que lançar material assim, meter o dedo na ferida e trazer problemas sociais à discussão sob a luz da arte. Arte pode ser confortadora mas também tem seu papel de desestruturação, de botar um holofote gigante sob um aspecto social do qual todo mundo está desviando o olhar. Diabos, eu sou o cara que defende a validade até de atrocidades tipo "A serbian movie", mesmo que eu jamais vá chegar perto do longa, pq, a menos que seja, sei lá, "NAMBLA, a love story: the movie", nenhuma idéia deveria ser vetada antes de poder ganhar vida. Se ela foi ou não bem executada, se foi realizada com a devida sensibilidade, se tratou o problema com a devida gravidade, aí são outros 500. Por isso, só ignorei a gritaria de esquerda e direita e fui atrás do resultado, até pq os mesmos mimimizando o Capitão da Hydra eram os que batiam palma pra Sam Wilson e seu discurso liberal, e vice versa. Manadas gonna manadiar.
Então, tirando do caminho: Sobre o que Secret Empire NÃO é.
Não é sobre um Capitão América Nazista. Ou pelo menos, não apenas.
Não é puro shock value.
Não é a Marvel abraçando uma trama polêmica apenas pelas vendas. Aliás, pelo contrário, um dos problemas da história vem do quanto a "Casa das idéias" foi burra e covarde, desistindo da história logo depois do rebuliço online começar. 
E mais importante que tudo isso: Secret Empire não é Civil War III

Okay? Okay. Então, o que o mais polêmico arco dos últimos anos da editora é, de fato?

Secret Empire é, sobre Steve Rogers, inquestionavelmente. Mas também é sobre Hank Pym.
E sobre Carol Danvers. E sobre Robert Bruce Banner. E Clint Barton
É sobre uma América dividida, a mais óbvia das leituras.
Mas também é sobre admissão de responsabilidade, de "karma", pra quem crê no conceito.
De fechar as feridas do passado antes de poder quebrar um ciclo vicioso e seguir adiante. De curar o trauma de mais de uma década antes de, em tese, e na melhor das hipóteses, seguir em direção a algo novo. 
É também sobre a elegia de um sonho e da jornada do herói. De um herói em especial.
Resumindo... é sobre Sam Wilson



"One was life. One was death"

Eu já disse isso no texto sobre Secret Wars há alguns meses mas vou reafirmar: a diferença fundamental, quintessencial entre os universos Marvel e DC vem do fato de que, apesar das vezes em que Clark e Bruce saíram na porrada, fundamentalmente, a relação entre as duas bases dessa Terra é de amizade. Luz e Trevas, resultando num tom de cinza dialético. 
Enquanto isso, a Terra do universo 616 tem em seu eixo fundamental uma relação de conflito e tensão. Anthony Stark e Steven Rogers são aliados e, mais importante aqui, amigos. Mas o resultado final da relação entre ambos é o choque. O Capitão, apesar de ser em essência, um militar, é um defensor da vida e valores mais solares. Tony, por sua vez, apesar de civil, é um "Iron monger", alguém que por anos usou sua mente brilhante para conceber novas máquinas de matar, normalmente associado a motivos dionisianos (não é pra menos que seu ponto mais baixo envolve o vicio no alcool). De tempos em tempos, desde os dias de Lee e Kirby, a trajetória de ambos os leva a conflitos das mais diferentes naturezas. Mas, tal qual, em Matrix, onde ocorre o erro intrínseco que gera o fenômeno conhecido como a "falha" a ser resolvida pelo "the one", os embates entre ambos foram gerando fissões e rachaduras na tessitura daquele mundo, cada vez maiores e é sobre a responsabilidade destes, e da comunidade super heróica como um todo, para com estas cisões, que Secret Empire vai se focar. Em fechar a chaga surgida do maior de todos os conflitos entre estes dois protagonistas.
Secret Empire também é sobre Civil War. 


" I've seen a lot of boys go to war, and not all of them have returned. So many have left without a chance for me to say goodby that you'd think it would be impossible to keep track of. I've never forgotten the name of a single one of them. Because I can't. And I consider that a privilege. 
--Steven Rogers (Earth-616)"



Eu poderia dizer que começou na "Guerra das armaduras", quando Steve Rogers inclusive não utilizava mais o uniforme azul, vermelho e branco. Poderia dizer que começou ao final da "Operação Tempestade Galáctica", quando o Capitão e o Homem de Ferro lideravam lados opostos na discussão sobre matar ou não a Suprema Inteligencia Kree antes que esta tivesse a chance de detonar uma bomba capaz de apagar nosso planeta do mapa cósmico. 
Mas nunca existiu choque entre estes dois avatares do universo Marvel tão bombástico e duradouro quanto o ocorrido em Civil War



Na série de 2006 de Mark Millar e Steve McNiven, a divisão da comunidade heróica americana sobre a lei de registro de super heróis obrigatório levou os dois ao mais intenso confronto de toda a história (até então). Pode se dizer que desde então, nos últimos 11 anos desde sua publicação, a Marvel Comics nunca conseguiu "let it go". Combates entre super heróis sempre foram algo normal em HQs, tanto que existe a lei não oficial que diz que se 2 heróis se encontrarem, antes de poderem colaborar um com o outro, eles vão inevitavelmente sair na porrada. Mas, salvo encontros aleatórios como o descrito acima, grandes sagas só giravam em torno do conflito de herói x herói quando havia uma força externa forçando o combate. Guerras Secretas tinha o Beyonder. O Torneio dos campeões tinha o Colecionador. O diferencial de CW foi que a treta surgiu dentro da própria "super-comunidade", gerada e alimentada pelos seus dois principais pilares

"To do what I needed to do to win this quickly-- I knew that meant you and I would probably never speak again. Or be friends again. Or partners again. I told myself I was okay with it because I knew I was right and I--I knew it was saving lives. It was!! It was the right thing to do! And--and--and I was willing to get in bed with people we despise to get this done. And I knew the world favors the underdog and that I would be the bad guy. I knew this and I said it was okay with it. And--and even though I said... Even though I said I was willing to go all the way with it... I wasn't. And--and I know this because the worst has happened. The thing I can't live with has happened. And for all our back and forth--and all the things we've said and done to each other... For all the hard questions I've had to ask, and terrible lies I've had to tell... There's one thing that I'll never be able to tell anyone now. Not my friends or my co-workers or my President... The one thing!! The one thing I should have told you. But now I can't... It wasn't worth it.  -- Tony Stark

AvX, X-Men vs Inhumans, a tenebrosa Civil War II. Mesmo a DC não escapou dessa sombra. com Secret Identity. Os justiceiros dos gibis passavam mais tempo limpando a própria bagunça do que enfrentando os bad guys. 

Agora, isso poderia seguir para sempre. Leitor pra isso vai ter. Mas Nick Spencer decidiu seguir pela rota oposta. Quebrar o ciclo. 

"Maybe we deserve this"

Existem 4 temas principais que percorrem todos os 12 números de Secret Empire (os 10 da mini, mais SE: Prelude e SE: Omega): a fragilidade de certos sonhos e crenças. A falha fundamental da idéia de isenção e de como não existe isso de ficar "em cima do muro". O erro em depositar toda nossa confiança em heróis e potenciais messias. E como já dito, a questão de não ser possível deixar o passado para trás sem que antes, os pecados pretéritos sejam reconhecidos e justiça seja feita. 
Kobik, a garotinha que é a personificação de 8 cubos cósmicos, acreditava na fantasia que lhe foi contada por Johann Schmidt sobre a perfeição da Hydra. O Capitão, ciente da realidade de que teve seu passado alterado, preferiu acreditar na reconstrução em que era uma criação da organização terrorista. A Viúva Negra acreditava que "os velhos meios" e as ferramentas de espionagem que foram toda a base por trás da Guerra Fria, iriam funcionar contra o novo inimigo. Carol Danvers, a Capitã Marvel, acreditava que se isolar do resto do universo, atrás de um campo de força planetário, iria proteger o planeta de inimigos externos. Clint Barton acreditava que seu refugio era relativamente seguro. Maria Hill acreditava que poderia fazer diferença atuando do lado dos "mocinhos". Frank Castle idem. 
Uma a uma, as crenças desses personagens são postas abaixo pela titânica mão da realidade. 
Nenhum momento mostra a desintegração de um sonho com a mesma frieza e crueldade que na mesa de jantar, quando os dois lados do confronto se vêem cativos da criatura Hank Pym, um ciborgue meio "o Homem formiga original", meio Ultron. A entidade usa seus poderes para recriar um dos jantares de quando ele era um dos membros dos Vingadores, cenário em que pretende discutir as razões que levaram ao conflito...ou melhor, aoS conflitoS internos da equipe pelos últimos anos.
E Tony Stark, e não poderia ser outro, põe a crença abaixo, em um diálogo simples: 



Primeiramente, OUCH!!!!



Segundamente, indiscutível que esse momento das hqs, o primeiro "confronto real" entre dois super heróis, é um dos divisores de água da editora. A DC tem seus momentos de realidade, como a fase reunindo Oliver Queen e Hal Jordan nos anos 70, mas a publisher sempre mirou mais alto, retratando seus heróis como criaturas maiores que a vida. Mas sua concorrente tem em um de seus momentos definidores, um instante em que um super herói, um suposto avatar de justiça e retidão, agride uma colega. Sua esposa. O gênio saiu da garrafa. Não há retorno. Redenção, talvez. Mas não retorno. 
Pecados não nos deixam e eles vem sem dó morder os calcanhares dos protagonistas aqui, passo essencial para que eles possam seguir adiante num catártico recomeço. Um a um, os personagens acima vão se ver despidos de suas verdade e tendo que escolher entre a morte ou um recomeço. Bom...todos menos 2. Natasha Romanoff e Tony Stork e isso por um motivo cruel mas simples: o papel deles é esse, o de ser "a morte", de agirem nas sombras, de serem os que terminam banhados em sangue. Citando o "opeative" vivido por Chiwetel Ejiofor em Serenity...

The Operative: I'm sorry. If your quarry goes to ground, leave no ground to go to. You should have taken my offer. Or did you think none of this was your fault? 
Capt. Malcolm Reynolds: I don't murder children. 
The Operative: I do. If I have to. 
Capt. Malcolm Reynolds: Why? Do you even know why they sent you? 
The Operative: It's not my place to ask. I believe in something greater than myself. A better world. A world without sin. 
Capt. Malcolm Reynolds: So me and mine gotta lay down and die... so you can live in your better world? 
The Operative: I'm not going to live there. There's no place for me there... any more than there is for you. Malcolm... I'm a monster. What I do is evil. I have no illusions about it, but it must be done.

Tony Stark não pode morrer, até pq JÁ ESTÁ morto, substituído por uma forma de IA com seus padrões mentais, feito para simula-lo à perfeição. Mas Natasha pode. E morre. Há um piscar de olhos no final dando a impressão de que a agente pode estar viva, mas não importa: pra todos os efeitos, a msg é clara - não há lugar para figuras como ela ou Stark no mundo resgatado dos tentáculos da Hydra. 



Não li todos os tie-ins, mas de todos os que li, um era particularmente marcante: Ultimates 2 #7. Na trama, América, a jovem líder do super time, vai pedir pela ajuda de Galactus, não mais o devorador de mundos mas o "lifebringer", para derrubar o escudo planetário que os impedem de voltar à Terra. E o que vemos a seguir é um dos momentos mais crus e honestos da série, com o gigante purpura dourado mandando a real. 





Basicamente um "vcs que são brancos que se entendam" em escala cósmica. Once again. OUCH!!!!!!! Galactus é um dos seres mais próximos do que entendemos como "Deus" da Terra 616 e não tem meias-palavras: Deus nos abandonou. A culpa dessa merda toda é nossa e a gente que se vire. O simbolo vivo da esperança se revelou um sleeper agent. O que sobra? 



Vamos olhar pra alguns dos protagonistas dessa história: Eu considerava Carol Danvers conceitualmente morta como personagem após a catástrofe que foi Civil War II. Pior, uma mentira contada varias vezes até se tornar verdade, a personagem agia e era vista pelos iguais como um simbolo de virtude, a ponto de cobrar decência e ombridade dos colegas. Como uma fantasia que se pretendia verdade ou uma daquelas situações em que todo mundo finge não saber a respeito de uma verdade inconveniente. Mas não haverão mentiras inconvenientes erguidas incólumes até o final desse "acerto de contas" em forma de hq
O primeiro passo da cura de um problema é o reconhecimento dele. 




Não coincidentemente, a Capitã é a primeira a reconhecer que o Capitão Hydra é uma serpente criada e alimentada pelos próprios Vingadores, já na primeira edição da mini. 
Então, numa cena antológica, com um fundo branco e "câmera" no rosto da personagem em primeiro plano, ela decide falar.... 



Toda a merda feita por Brian Michael Bendis em CW II e que começou a ser desfeita por Al Ewing na já citada edição de Ultimates 2 é posta abaixo de vez aqui. A heroína que é a mais poderosa protetora da Terra, "the world mightiest hero" segundo Ewing, é o primeiro agente inoculado da doença corroendo o universo Marvel, purificada. 

A partir daí, cada um dos personagens clássicos com papel de destaque na história vão ter que confessar os próprios pecados antes de poderem voltar a lutar o bom combate.
A justiça literalmente cai dos céus diante de Clint Barton, na forma do mesmo gigante esmeralda que havia tido seu cérebro perfurado por uma flecha do Vingador. Ultron precisa se reconectar com o elemento mais humano da própria mente para fazer a coisa certa
Thor, aliás, Odinson precisa, tal qual Vegeta antes de se tornar sayajin pela primeira vez, ser forte a ponto de admitir a própria fraqueza .
Eu disse que, dentro dos limites do possível, a geração mais jovem de vigilantes é poupada de alguns dos horrores desse novo cenário, mas Miles Morales vai ter que passar por seu inferno pessoal antes de sair mais forte, tendo que escolher entre seguir com o ciclo de violência ou quebra-lo de vez. E, tal qual Dante, ele decide mergulhar no inferno, sabendo que só dessa forma ele vai poder alcançar o paraíso. 



"We needed Captain America"


Okay.......finalmente, agora que o texto vai se concentrar na geração de legado do universo Marvel, podemos finalmente falar sobre o protagonista dessa bagunça toda. Sam fucking Wilson. Nos tempos em que passou no titulo do Capitão América, Spencer burilou a trama de SE de forma a que houvesse uma passagem de tocha oficial (bom, a terceira até aqui mas quem está contando, não?) entre Steve e o ex-Falcão. Antes da mini começar, no entanto, o personagem havia desistido da opção, achando que ele era a pessoa certa na hora errada pro papel. Quando o reencontramos no começo da série, Sam está ajudando a tirar pessoas "de interesse da Hydra" do país clandestinamente. Obviamente, Sam é tragado de volta para a guerra contra a organização fascista. Como Namor, T'challa e Emma Frost aprenderam antes dele - e de forma igualmente traumática - não existe isenção, não existe meio do muro. Não tomar uma posição É uma tomada de posição a favor de um dos lados. Resta ao personagem (com a ajuda de seus amigos mais próximos e alguns choques de realidade), voltar ao papel que lhe é devido (e devo ressaltar, achei extremamente sofisticado narrativamente que todos os personagens que estavam numa posição de imparcialidade em algum momento da história foram tirados de sua zona de conforto - para o bem ou para o mal - na mesma edição, a Capitão América #25). 



Com altos e baixos, Secret Empire foi uma trama EXTREMAMENTE satisfatória pra mim. Cheia de defeitos, dentro e fora da trama, alguns culpa de Spencer, outros não. Mas satisfatória (é bem verdade que a 10ª edição é a mais fraca do gibi, mas tudo ganha corpo depois que o epílogo - Omega - é lançado). Cheia de cenas emblemáticas, diálogos bacanas e momentos antológicos, mas vou me debruçar em um deles, pra mim o que resume todo o espírito do gibi. Ocorre já ao final da trama, quando os heróis, sob a liderança de Sam, o legítimo Capitão América, estão desmantelando o exército inimigo.  Nesse momento, finalmente, o universo Marvel parece reerguido, depois de anos voltado pro próprio umbigo: 



É isso. Heróis batendo em vilões. O mundo seguindo o rumo original. Mocinhos vs. bandidos. Claro que nada é tão simples e certas cicatrizes vão ficar pra sempre. Não é pra menos que logo em seguida, os heróis são quase aniquilados pelo final boss da trama: Steve Rogers

A partir daqui, temos duas Secret Empires. A que foi e a que poderia ter sido, campo puramente especulatório onde só podemos imaginar coisas sem real respaldo. Em todo esse tempo, tava claro, CLARO que o final da trama iria inevitavelmente levar a um embate decisivo entre Steve e seu ex-sidekick, simbolizando a passagem de tocha (numa versão extreme) e marcando o final de uma era e o começo de outra....

.......mas aí veio o fandom. De ambos os lados. E o mundo real tb não ajudou, com os eventos pós eleição do Trump, pós alt-right, pós Charlottesville metendo sal na ferida infeccionada no sonho americano. Eu consigo entender pq a Marvel se sentiria acuada a ponto de influenciar a história proporcionando o retorno da versão clássica do Capitão e garantindo um final feliz.
Juro que consigo

Não torna tudo menos escroto, mas.....

Vcs sabem, esse blog, como disse outro dia, fala de arte. E boa arte, má arte, blz, arte tá aí pra ser julgada, mas o MÍNIMO que eu espero, é comprometimento com a própria mensagem, com a arte sendo solta pro mundo. Spencer, Rod Reis, Daniel Acunã, Andrea Sorrentino e os demais envolvidos estavam 100% comprometidos. A "Casa das Idéias"? Nem tanto. Visivelmente, tivemos intervenção editorial e um final que eu tenho QUASE certeza, não é exatamente o que os autores conceberam.

Mas é isso, a vida deu limões. Façamos a melhor limonada. Spencer traz o Capitão de volta, porrada, porrada, final feliz.. Heróis em posição triunfante. 

eeeeeeee...



Agora, se tivesse acabado aí, eu estaria agora encerrando esse texto num tom agridoce, falando do quanto a história poderia ser boa, mas, apesar de momentos que, isolados, são grandes, tem um desenrolar comprometido por um final covarde.

Mas aí veio Secret Empire: Omega. E tudo ficou mais claro. Ou mais dark, dependendo da escolha dos senhores.

Um ultimo ponto antes de mergulhar no epílogo do arco: Quem é Kobik?



Sim, eu sei, a personificação de um cubo cósmico. Algo próximo de Deus, tipo Galactus, que eu citei lá em cima. Mas assim.....quem. é. Kobik?
A resposta mais óbvia, metaforicamente falando seria.... a própria América, seduzida pela fantasia fascista mas percebendo a roubada que se enfiou, ainda que perigosamente perto do ponto conhecido como "tarde demais".
Uma segunda resposta igualmente aceitável? A própria Marvel, o universo dentro do gibi, perdido entre representar o nosso mundo e seus tons de cinza enquanto precisa retratar o preto e branco (sem demérito nenhum aqui) das histórias de super heróis. 
Uma terceira resposta? A Marvel, agora falando da editora, que se perdeu dentro dessa fantasia de herói vs. herói ao ponto da exaustão. Mega saga atrás de mega saga, guerra civil atrás de guerra civil, a editora se vê dividida entre continuar nessa fórmula, ainda que sob risco de alienar o fandom ou voltar pra uma representação menos calcada em eventos gigantescos. Entre dar o arroz com feijão e agradar o fanboy nojentão que lia gibis há 40 anos e quer que tudo seja igual ao que era quando criança ou a seguir o rumo da evolução natural e botar seus heróis de legado sob os holofotes. 

Independente da sua resposta (e lamento, mas não há uma resposta definitiva aqui), em comum, todas envolvem bifurcações e escolhas, com repercussões boas e ruins, feitas por indivíduos mas que vão ditar o rumo de grupos inteiros nos anos que virão.

Sinistro? Oh, wait for it...




SECRET EMPIRE: OMEGA



Nick Spencer dá o final feliz que uma parcela do publico queria. E tira o doce da boca do fandom logo em seguida, com esse one shot/epílogo. Não tem cena de ação, não tem super poder, não tem porradaria. Mas tem tensão. Pra caralho. Provavelmente a edição mais tensa da série inteira. O clímax que não teve no número 10 da mini. A catarse. Mas se os heróis saíram purificados do gibi, ganhando seu recomeço, pra nós, leitores, isso é negado. Temos nosso final feliz, mas a catarse tem tons sombrios. Tons de não um fim, mas um "to be continued". Como eu disse, uma bifurcação. De um lado, um futuro promissor. Do outro, um abismo de ignorância e obscurantismo. 
Eu disse que haviam 4 temas no gibi e é hora de Steve Rogers olhar pro espelho distorcido e enfrentar seu pior pesadelo.



A fantasia destroçada dele é sua fé no sonho americano. O messias no qual ele depositou sua fé. E se o líder dos Vingadores passa longe de qualquer isenção, por outro lado, sua fé cega na capacidade do povo americano de fazer a decisão certa que inevitavelmente levará ao bem comum é seu pecado passado e aquele ao qual ele vai ter que encarar, olho no olho, literalmente. 
Pq se Charlottesville nos ensinou algo, se os Bolsominions, se Brexit nos ensinou algo, é que o mundo pode ir para o inferno por escolha própria. Pq quer. Pq as pessoas não são inerentemente boas e tolerantes. Pq elas podem querer, sim, ter a figura de um big brother pra lhes dizer o que fazer. 



Schopenhauer Batman dizia que o mundo só faz sentido se vc obriga-lo a fazer. Algumas pessoas precisam de uma figura paterna pra lhes dizer o que fazer. Algumas pessoas precisam de Deus, vomitando ordens do céu e de uma visão de paraíso futuro, ainda que o conceito de céu que os espera seja meramente um lugar onde eles possam ficar dependurados na bolsa escrotal desse mesmo Deus, por toda a eternidade. 



Evil Steve só é "evil" pra uma parcela dos leitores. Um número alarmantemente crescente de pessoas diria que aquele é o Steve ideal. O que sente que Batman e Homem Aranha deveriam matar criminosos pq "vagabundo bom é vagabundo morto". A gente vive num mundo em que pessoas usam camiseta de Bolsonaro 2018, em que "traficantes de Cristo" quebram símbolos religiosos de centros de umbanda em nome da "Palavra de Jesus". Em que qualquer pessoa que não seja o homem branco cristão é rechaçado por ser como é. Eu vejo um presente desses (e pior, um futuro desses) como o Inferno.
Alguns chamam isso de "lar doce lar". 



A Marvel pode falar que o verdadeiro Capitão América é o "bonzinho" e que o evil é só um doppleganger, mas a verdade é que, entre os dois, o verdadeiro Capitão América é....quem nós, como grupo, quisermos que seja. 
Spencer e Sorrentino fecham a trama com chave de ouro, negando a Steve o direito de encerrar a questão com uma frase de efeito esperançosa pq eles - e o super soldado - sabem que o Capitão Hydra está certo: a fantasia de se entregar pro pensamento de manada, pro pensamento colméia é simples, fácil e confortável. Quando as rachaduras no sonho do mundo bonitinho e perfeito começarem a saltar aos olhos e as pessoas perceberem que a guerra não tem fim, que o struggle é real e constante, pra qual lado elas vão se voltar? Elas vão, como o Capitão diz, reagir....ou vão simplesmente erguer o braço e gritar Hail Hydra



Eu falei repetidamente dos 4 temas, mas tem mais um, o mais óbvio de todos: como lidar com um fascista. 
Como dito, não dá pra afirmar quem a massa (historicamente imbecil e acomodada e refratária à mudanças) vai escolher. Mas, no mais próximo de "um tom positivo" que os artistas responsáveis por Secret Empire permitem pro publico - bom....dependendo do teu alinhamento político, claro... - Spencer, Sorrentino e o Capitão América - o que EU escolhi como o real - nos lembram que, como indivíduos, ainda temos poder. Talvez não faça a diferença, mas ainda assim, temos a obrigação de seguir suas palavras e diante de fascistas, fazer a coisa certa: 



Nos levantar. E Lutar.