terça-feira, 26 de janeiro de 2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016





A loucura, de acordo com a concepção comum, é o “agir sem razão”. Cesare Ripa, famoso iconógrafo perugino, assim define a “Pazzia” na Iconologia de 1603, sua mais importante obra: "Não é nada além de louco aquele que, segundo o nosso modo de falar, faz as coisas sem nenhum decoro e fora do uso comum dos homens por privações de discurso sem razão verossímil ou estímulo religioso". No Evangelho, o homem que não crê é considerado louco, e assim, várias figuras de loucos acabam aparecendo nas bíblias dos séculos XV e XVI com o intuito de ilustrarem o Salmo 52 "O tolo diz em seu coração: não existe Deus!".

O capítulo apócrifo do evangelho de Major Tom



"earth below us,
drifting, falling...."

Existe um capítulo perdido das aventuras de Major Tom. Em Space Oddity, vemos sua ascensão ao status de super humano cósmico. Em Ashes to ashes, vemos seu fim, confirmado no clipe de Blackstar
Mas no meio do caminho, temos uma aventura do semideus narrada em "Major Tom", de Peter Schilling
Abaixo deixo minha versão favorita da música, num cover do Apoptygma Berserk.



"Völlig losgelöst
von der Erde
schwebt das Raumschiff
völlig schwerelos."

E não nos esqueçamos: um dos grupos de vilões de My Little Pony: FiM atende pelo nome de "Diamond Dogs"

Before Bowie....


Antes do Pierrot, do Duke, de Ziggy, do Major Tom, e de Bowie, inclusive, houve Davie Jones and the King Bees  (que foto adorável essa acima, não?)


nada a ver com nada, mas...

Se vcs notaram, nessa semana que eu tirei pra celebrar vida e obra de DEUS, teve uma única regra que eu segui à risca: em momento nenhum eu usei o termo "camaleão". Por duas razões simples: 
Primeiramente, pq eu acho isso de uma preguiça tão, mas TÃO absurda, nível Jornal Hoje anunciando toda nova ameaça de turnê dos Stones passando pelo Brasil com o bordão "e as pedras continuam a rolar". É daqueles clichês do jornalismo musical que eu particularmente acho nojentos. 
E segundamente pq indica uma profunda ignorância com relação ao trabalho de Bowie: Camaleões utilizam da sua habilidade de mimetismo pra se esconder, se misturar ao ambiente, se camuflar e passarem despercebido por predadores.
David Bowie nunca quis se esconder. Ele não usa máscaras ou fantasias. Ele cria personas. Máscaras escondem. Personas revelam aspectos escondidos da personalidade. Ziggy era sua vontade de ser um messias rock. Aladdin Sane (ou the Lad Insane) trazia consigo o profundo pavor que Bowie tinha de um dia manifestar a esquizofrenia que já havia acometido alguns membros da sua família. Thin White Duke era o lado sombrio da fama, o dândi com todos os seus excessos. O Pierrot/Scary Monster era o palhaço triste, entretendo por um lado mas melancólico por outro. E também, o coveiro que veio jogar uma pá de cal nos anos 70 e no sonho hippie. No final, Bowie era uma macro-persona, da qual o cantor se despe ao final de "Blackstar" pra morrer como David Robert Jones. Se esse tb era uma persona, fica a cargo da interpretação de cada um..... Um camaleão usa sua habilidade pra se esconder. Bowie mudava pra se destacar, pra atrair todos os olhos pra sua direção. Ao mudar de cor, o camaleão se torna invisível. Ao criar o astro pop de plastico, usando dos termos dele próprio, ele queria que cada pessoa se sentisse invariavelmente atraída por ele, vendo aquilo que quisessem, quase uma tábua de rorschach personificada. 

Monster mash #24: Bowie


Inevitável, né?

This is Monster Mash #24

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Tonight

Serião agora: não acredito que, quando fiz o post de parcerias Bowieanas, esqueci de uma de minhas preferidas...

Brian Kesinger


"This is our last dance. This is ourselves....."



Ok, falemos sobre "Under Pressure". a.k.a., a 2ª música mais bonita do mundo.

Um dos motivos pelos quais eu acho "Phonogram" e sua "série gêmea" "The Wicked + The Divine" criações únicas nos quadrinhos, é o profundo amor que têm por seu tema principal: a música como magia. Literalmente.  Nas séries citadas, ambas criações da dupla Kieron Gillen e Jamie McKelvie, música está literalmente conectada à eventos mágicos. Só muda o enfoque. Enquanto em Phonogram, o foco é na música em si, como ferramenta mágica, em "WicDiv", o foco está nos artistas, deuses criadores e dos fãs, seus fiéis adoradores. Ok, no nosso mundo, não podemos soltar raios ou caminhar entre dimensões por meio da música, mas ela não deixa de ter sua cota de magia. Pensem comigo: num momento, o silencio. No seguinte, uma série de notas, algo puramente conceitual, nos atinge, provocando uma série de reações e memórias. Palavras e sons que magicamente, criam vida e mudam a realidade. Por meio dessas, artistas conseguem encantar um número pequeno de pessoas. E depois um número maior.
Alguns, conseguem encantar milhares, milhões. Ídolos (que é mesma palavra pras estátuas sacras que representam, vcs sabem....deuses). Voltemos, no entanto para o mundo prático: pra transitar entre públicos (que por mais numerosos que sejam, ainda são um nicho, fechado, podendo ser avessos à alteridade), no entanto, mesmo esses deuses precisam de uma "ajudinha".


Crossovers, como são chamados os encontros entre diferentes personagens de quadrinhos numa mesma história, eram relativamente comuns entre artistas da música na década de 80, uma forma de tentar apresentar um determinado artista a um público completamente diferente. Essa moda de composições conjuntas já tinha gerado encontros como o de Lionel Ritchie e Diana Ross, só pra ficar num exemplo de grandes nomes da época.
Ajudava tb que as circunstâncias facilitavam: tanto o Queen quanto Bowie estavam na mesma região, Suiça, gravando seus respectivos trabalhos (o Queen gravava pro Hot Space. Bowie, trabalhava na faixa "Cat People" pro filme de mesmo nome). Bowie foi convidado para gravar participação numa outra faixa, mas o trabalho não foi adiante. MAS..... Brian May, Roger Taylor, John Deacon e Freddie Mercury decidiram apresentar-lhe uma música na qual estavam trabalhando na época e ver se rolava química. A música, até então, se chamava "Fell like".



Reconheceram? A versão acima já trazia elementos da versão que viria a pública, salvo dois fundamentais: a participação de Bowie, obviamente (que também compôs parte das melodias da música) e, PRINCIPALMENTE, o baixo, provavelmente a segunda linha de baixo mais famosa do mundo, só perdendo, provavelmente, pra de "Thriller". Quem criou o baixo da música? Bom, existem versões da história que dizem que foi o próprio Deacon, tem versões que dizem que foi Bowie, e versões que dizem que o criador de Ziggy Stardust cantarolou as notas pra Deacon, que finalizou o negócio. Certeza, apenas, o fato de que o mundo quase perdeu essa maravilha: Segundo Deacon, entre as gravações, o grupo foi sair pra comer uma pizza e quando voltaram, o baixista tinha esquecido completamente de como tinha criado sua parte na música. Por sorte May tinha uma memória razoavelmente boa e salvou o dia, relembrando a composição nota por nota.



Falo da melodia mas o trabalho vocal é parte do que torna essa faixa em algo absolutamente mágico, desde a inserção quase raivosa de Bowie até os improvisos de Mercury (e improvisos mesmo. O cantor manda nos vocalises simplesmente pq, ao contrário do combinado, não havia se dado ao trabalho de compor sua parte das letras :-) )


"Feel like" acabou virando "Under Pressure". O que originalmente seria uma canção romântica, virou uma música sobre..... nostalgia. Em retrospecto, não é surpreendente que essa seja minha segunda canção Bowieana (ok, mezzo) predileta. Vcs sabem qual é minha favorita e ambas versam sobre um mesmo tema: finais. Ashes to ashes, num tom mais trágico. Essa, com o olhar de quem teve dias grandiosos e teme pelo futuro. E não sem razão, afinal, a década seguinte não vai ser particularmente gentil com nenhuma das duas partes envolvidas na criação da canção. O Queen quase se esfacelou nessa época, com atritos entre seus membros e o futuro fracasso retumbante de "Hot Space", álbum de 82. Com o disco seguinte eles voltariam a ter algum sucesso (é o album de "I want to break free"), mas...
Enquanto isso, Bowie encontraria o sucesso financeiro com albuns como "Let's Dance" e "Tonight" mas ao custo de certa integridade (não é pra menos que ele se refere a essa época como seus "dias de Phil Collins"). E, claro, ele tb teve sua cota de fracassos, com o lançamento de "Never let me down". 




But again, "mágicka". "Under Pressure" foi lançada como single e foi um sucesso absurdo. O segundo single do Queen a chegar ao primeiro lugar das paradas britânicas. O seu antecessor? "Bohemian Rhapsody". 

Pois é. (e eles só viriam a repetir o feito uma década depois, com "Innuendo")

Um clipe foi feito com imagens de arquivo e lançado, tb com imenso sucesso. Sim, crianças. Imagens de arquivo. Bowie e Mercury NUNCA cantaram essa música juntos, ao vivo.
Bowie, aliás, só iria passar a incluir "under pressure" no seu setlist de shows depois de canta-la no tributo ao Freddie Mercury, logo após a morte do cantor, onde interpretou a música junto com Annie Lennox.


Como eu disse, "magicka". Aconteceu uma vez, nunca mais se repetiu. Melodias que quase se perderam, letras improvisadas e gravadas às cegas (Mercury e Bowie não gravavam juntos e um não sabia o que o outro havia composto. Essa aleatoriedade vem da tradição de cut up lyrics, marcante na obra Bowieana, com frases aleatórias reunidas de forma a conferir alguma unidade a elas) Uma janela criada pela reunião de algumas lendas da música pro passado, lamentando pelo final dos "golden years", o final de um ciclo e o início de outro. No final das contas, tb uma elegia ao final de uma época. Se em Ashes to ashes, essa elegia vem com ares trágicos, aqui, ela se apresenta como um BANG. Uma ultima homenagem aos "bons e velhos dias". Uma ultima dança.....


- uma pequena curiosidade, pra quem curte ocultismo, misticismo e capirotagens do gênero: não me escapou o fato de que, falando de magicka o tempo todo, temos um grupo liderado por um homem que adotou o termo Mercury como nome. Mercurio, pra quem não sabe, era um dos metais mais importantes pra Alquimia, considerado o semem dos deuses por sua característica mutante, podendo ser moldado em qualquer coisa e, segundo as tradições alquímicas, transformado em vários outros elementos. Mercurial, inclusive, é um adjetivo usado pra definir pessoas ou coisas em constante mudança. Na mitologia, figuras mercuriais famosas são, obviamente, o próprio Mercurio da mitologia grega, Loki na nórdica e, trazendo pra nossa realidade, o Saci. Vcs sabem, tricksters, figuras em constante transformação, shapeshifters, causadores de caos, geralmente sem um alinhamento definido, acima de conceitos como bem e mal. Mercurial, portanto, é um termo que cabe como uma luva pra David Bowie e suas personas em constante mutação. Mais simbolismo? 


A capa dosingle, sem arte, apenas as letras brancas num fundo preto, como as trevas que antecedem a luz (ou o silêncio que precede a explosão). Apesar dos dois mil anos de cristianismo vendendo as trevas como algo ruim, jogadores de Dark Souls sabem disso muito bem, a escuridão também é um canvas em que qualquer coisa pode ser criada. Mercurial, portanto. Coincidência ou um encontro destinado pelos deuses? Deixo que vcs decidam. :-)

Fontes: The making of "under pressure"
Under Pressure

Bowie is alive

a frase que intitula esse post veio de ninguém menos que Will Butler, líder de uma de minhas bandas favoritas, o Arcade Fire. O cantor, junto com uma banda de jazz local, a Preservation Hall Jazz Band, encabeçou uma homenagem linda que juntou muita gente (alguns dizem, pelo menos umas 4000 pessoas) pelas ruas de New Orleans.








Uma foto publicada por ZE OTAVIO (@zehotavio) em


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


The stardust prince......




O Comics Alliance reuniu algumas ilustrações feitas em homenagem à vida e obra de DEUS e eu botei aí embaixo algumas das minhas favoritas. Quem quiser ver as demais, é só clicar aqui.

Roger Langridge

Fab Ciraolo

Barbara Fisinger

Tito Merello
Dave McCaig

Christian Ward

Adonnasty
Zac Gorman

Poster belíssimo de autoria de Rory Philips
http://swordfishtrombones.tumblr.com/post/137431556944/ive-now-decided-that-my-death-should-be-very

As parcerias Bowieanas....

Com David Gilmour....



Com o Nine Inch Nails



Com o Tv on the radio



Com o Massive Attack



Com o Arcade Fire...



Com o Arcade Fire (again)


Não concordo com tudo escrito aí (definitivamente existem vários covers maravilhosos de canções Bowieanas, apesar de concordar com o autor do texto de que a versão de "the man who sold the world" do Nirvana vem carregada de uma magia toda especial) mas o texto de Evan Sawdey do "Pop matters" sobre a morte de DEUS é bem bom e vale a recomendação (até pq não fecha os olhos pros momentos mais tensos da carreira do artista).

E já que assumi esse lance de estar filtrando grandes textos sobre a morte de Bowie, preciso deixar aqui o link pro post daquele que é, provavelmente, meu blog favorito sobre cultura pop, o irlandês "The m0vie blog" de Darren Mooney. Nesse texto, Darren segue um caminho diferente da maioria dos posts que eu já linkei aqui, menos um estudo da importância universal do artista e mais um diário pessoal sobre como ele foio individualmente afetado pela obra Bowieana (e é fascinante notar como estas histórias, por mais pessoais que sejam, sempre tem elementos que se repetem, o que confere um caráter universal foda a todas elas). 

Magick....


Ok, let's get dark...

“Apuleius said when describing his initiation (vide ante): “At midnight I saw the sun shining with a splendid light.” The midnight sun was also part of the mystery of alchemy. It symbolized the spirit in man shining through the darkness of his human organisms. It also referred to the spiritual sun in the solar system, which the mystic could see as well at midnight as at high noon, the material earth being powerless to obstruct the rays of this Divine orb. The mysterious lights which illuminated the temples of the Egyptian Mysteries during the nocturnal hours were said by some to be reflections of the spiritual sun gathered by the magical powers of the priests. The weird light seen ten miles below the surface of the earth by I-AM-THE-MAN in that remarkable Masonic allegory Etidorhpa (Aphrodite spelt backward) may well refer to the mysterious midnight sun of the ancient rites.”
– Manly P. Hall, The Secret Teachings of All Ages

O texto acima define o conceito alquímico do sol da meia noite (uma estrela negra...) e sua importância para os estudiosos de textos místicos e ocultismo em geral e abre esse texto interessantíssimo analisando as conexões entre a obra de DEUS e o sobrenatural. Normalmente, sendo o cético que sou, eu ignoraria esse tipo de coisa, não fosse o aspecto fascinante das ciências ocultas como alegoria e o fato de que o mundo dos espíritos, estudos alquímicos e semelhantes sempre teve uma importância gigantesca na mitologia Bowieana, tanto pro bem (afinal, o que é Ziggy Stardust senão uma persona construída baseada no salvador que desce dos céus para trazer iluminação pra humanidade?) quanto pro mal (na década de 70, no auge do seu vício em cocaína, Bowie mergulhou fundo no estudo de ocultismo, fruto de uma paranóia nada saudável sobre precisar de proteção mística contra demônios de toda sorte).
O texto analisa alguns momentos chave da obra Bowieana atrás de seus momentos de intersecção com o sagrado/profano e termina com uma conclusão sagaz pra pergunta: "foi Bowie um canal pra forças maiores que ele mesmo ou apenas um artista mega talentoso?", citando uma das letras compostas pelo próprio: 

“I’m closer to the Golden Dawn
Immersed in Crowley’s uniform
I’m not a prophet or a stoneage man
Just a mortal with potential of a superman”

Pra quem quiser ler o texto na íntegra, é só clicar aqui


Direto do wikipedia

"Uma estrela negra é um objeto gravitacional composto de matéria. É uma alternativa teórica ao conceito de buraco negro da relatividade geral. A construção teórica foi desenvolvida através do uso da teoria da gravitação semiclássica. Uma estrutura similar deveria existir também pelo sistema Einstein-Maxwell-Dirac o qual é o limite (super)clássico da eletrodinâmica quântica.
Uma estrela negra não necessita ter um horizonte de eventos, e pode ou não ser uma fase transicional entre uma estrela em colapso e uma singularidade.

(...) O interior previsto de uma estrela negra será composto por este estranho estado de espaço-tempo, cada um com comprimento de profundidade na posição interior aparecer o mesmo como uma estrela negra de massa equivalente e raio com a sobreposição removida."

Mais bizarro ainda? Black star, ou estrelas negras, são também uma forma de se referir a um tipo específico de cicatriz que surge no tratamento contra o câncer (coisa que eu descobri depois que os meninos do Overloadr comentaram na edição mais recente de um de seus podcasts, o Bilheteria)

Como várias pessoas já disseram: a msg era clara, a gente que não conseguiu ver até ser tarde demais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

"....o mais próximo de um super-herói que já tivemos..."


"You can be something the naysayers will call ridiculous — and you can be beloved for it. Your strangeness can change the world. It's wonderful to be different. Until people can shoot lasers from their eyes, David Bowie will have been the closest thing to a real-life superhero we ever got."

Mais um texto celebrando David Bowie, agora focado na importância deste como ícone nerd/geek. De Madman à Sandman, Pokémon à série britânica Life on Mars (e sua sequencia, Ashes to ashes), de Doctor Who à Young Avengers. Seja via cinema, quadrinhos, TV e/ou, claro, música, o fandom nerd deve loas eternos ao Homem. :-)

Pra quem quiser o ler o texto na íntegra, é só clicar aqui

"...Dance, magic dance...".


Eu sou um hipster tênis verde do caralho, eu sei disso, vcs sabem disso, mas não há como negar: por mais que eu adore aquela versão mega obscura ou aquele outro lado B semi-desconhecido, gravado no fundo de uma garagem durante uma rápida passagem de Bowie pela Tailândia (não duvidem, isso pode existir), o fato é que eu, como todos vcs, adoro Labirinto.




Ele cantou, “Esperança, é algo barato.”


"Eu não preciso de esperança para saber que ele encontrou seu caminho para o lugar que equivale à sua beleza intocável, genial e “camaleônica”. A estrela negra no espaço, pertencente somente A ELE."

Falando de textos lindos e homenagens póstumas, um dos meus artistas favoritos, o brilhante (e absurdamente subestimado) Marilyn Manson postou uma carta aberta linda sobre sua relação com a obra Bowieana e o efeito dela nele. Deixo aqui link pra uma versão já traduzida pro português lá no "tenho mais discos que amigos". 
"Our Starman came to meet us, blew our minds. But then he had to leave, because that’s what messiahs do. In some ways, he’s been preparing us for this from the start, which makes it all the more poignant. I only hope that when we dance, when we ponder, when we love, we’re doing him proud.

Gimme your hands… ’cause you’re wonderful."

Parte de um texto belíssimo de Emily Asher-Perrin sobre como sua jornada pessoal de auto descoberta teve trilha sonora composta por vcs-podem-imaginar-quem. Pra ler o resto, é só clicar aqui


"put on your red shoes and dance the blues....."

Os covers Bowieanos.....











E, obviamente, uma das versões mais bonitas de uma canção de Bowie já feita (e a preferida de muitos de vcs .... :-) )

e só pra constar, essa não foi a unica vez em que o vocalista do Stone Temple Pilots coverizou uma das canções de DEUS.

A música mais bonita do mundo, por Scott Weiland



eu não sabia que isso existia até alguns minutos atrás e eu estou literalmente tremendo agora e me esforçando fodamente pra não lacrimejar em pleno trabalho.



Jesus, que versão linda......

Lou Reed e David Bowie


old but gold...

...uma pausa pro café....


e dupla hoje pq o sono tá atacando com força.....



A música mais bonita do mundo....

Meu cover favorito de minha música favorita de Deus (portanto, minha música favorita. Ponto).


"Can you hear me, major Tom?"



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016