segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


I SAID, BY ORDER OF THE PEAKY FUCKING BLINDERS!!!!!!



Everything is fine

Só lembrando que um dos melhores programas da tv americana iniciou nova temporada ontem.


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

and now, for something completely different....

and now, for something completely weird....

"Bem aventurados os fornicadores..."


...."que possamos nos dobrar para sermos suas putas"



Behold a new Christ
Behold the same old horde
Gather at the altering
New beginning, new word
And the word was death
And the word was without light
The new beatitude:
"Good luck, you're on your own"

Blessed are the fornicates
May we bend down to be their whores
Blessed are the rich
May we labour, deliver them more
Blessed are the envious
Bless the slothful, the wrathful, the vain
Blessed are the gluttonous
May they feast us to famine and war

What of the pious, the pure of heart, the peaceful?
What of the meek, the mourning, and the merciful?
All doomed
All doomed

Behold a new Christ
Behold the same old horde
Gather at the altering
New beginning, new word
And the word was death
And the word was without light
The new beatitude:
"Good luck..."

What of the pious, the pure of heart, the peaceful?
What of the meek, the mourning, and the merciful?
What of the righteous?
What of the charitable?
What of the truthful, the dutiful, the decent?

Doomed are the poor
Doomed are the peaceful
Doomed are the meek
Doomed are the merciful
For the word is now death
And the word is now without light
The new beatitude:
"Fuck the doomed, you're on your own"



sábado, 10 de fevereiro de 2018



Priest


Se eu falar do Hulk e pedir um escritor icônico que passou por seu gibi, facilmente ouvirei massas e mais massas berrando o nome de Peter David.
Se eu falar do Thor, maioria vai citar Walter Simonson. 
Flash? Mark Waid.
Se, no entanto, eu pedir o nome do mais icônico dos autores a passar pelo título do Pantera Negra, eu diria confortavelmente que maioria iria gaguejar. Os mais preguiçosos berrariam Lee e Kirby. Talvez, um ou outro citasse Ta-Nehisi Coates. Mas por alguma razão, os anais da história das hqs não renderam a mesma série de loas e reconhecimentos ao autor da, em minha moderamente humilde opinião, fase definitiva do Black Panther: o diversas, e diversas, e DIVERSAS vezes citado neste blog, Christopher Priest. Mas, com o filme estreando aí, batendo 100% no RT e quebrando barreiras, a história começou a fazer justiça ao roteirista e agora achamos alguns textos legais sobre o homem. 
Todo esse preambulo pra deixar aqui uma entrevista longa e bem legal feita pela Vulture com Priest, onde ele conta um pouco de sua inusitada história de vida (em um determinado momento, basta dizer, ele abandonou os gibizinhos pra investir numa carreira de Pastor evangélico). Por sorte, Deus perdeu um assecla e a industria pôde receber seu filho pródigo de volta. Atualmente, o autor, depois de uma interessantíssima fase no gibi do Deathstroke, assina a principal hq da editora, a revista da Liga da Justiça. 
So, sem mais delongas, Christopher Priest

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018




We can be heroes.....




Vi iniciativas dessas pipocando em vários países e confesso, fiquei um pouco frustrado em não ver nada nas mesmas proporções acontecendo em solo brasileiro. Bom, resolvido. Esse pessoal do RJ tocou o projeto adiante e agora cabe a gente fazer a nossa parte. Bora? (e se souberem de outras iniciativas parecidas em solo BR, dêem um toque, okay?)

Wakanda Forever!!!! - O Pantera Negra de Kendrick Lamar


E hoje, saiu o álbum com a trilha sonora de Black Panther, de Kendrick Lamar. Três faixas já tinham sido previamente lançadas (até postei aqui essa semana, lembram?), mas agora, temos o disquinho em toda sua gloria e, já tendo escutado a bagaça umas 4 vezes, posso dizer: negocio é poderoso. :-) Fevereiro mal começou e já temos um dos discos do ano. 











quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018


and now, for something completely different....






Relicário - Black Panther #5 a #8



Continuando nossa jornada pelas aventuras do monarca de Wakanda: 
Da ultima vez que fiz um texto sobre, os personagens não estavam num lugar particularmente tranquilo. T'challa e Ross estavam literalmente, no Inferno, sendo torturados por Mefisto, o equivalente do demônio no universo Marvel. A edição #5, além de concluir a trama, serve pra estabelecer certos elementos "larger than life" na mitologia do Pantera Negra, em que o demônio descobre que ele pode ter dado um salto maior que a perna ao tentar conseguir a alma do protagonista.
Ao final da edição, surpreendendo a absolutamente ninguém, Mefisto é derrotado e o exército de Achebe perde o apoio sobrenatural com o qual contava (mas ainda continuam sendo uma força a ser temida e com todo o potencial de desestabilizar a política Wakandiana).
A edição seis é pura e simplesmente porrada. E é tão awesome quanto parece.



Confesso que estou tão acostumado a ver Kraven, o caçador, como um personagem ridículo que esqueço que ele é um dos melhores artistas marciais do universo 616. O gibi é um imenso pega pra capar entre Kravinoff e T'challa. O nº seguinte segue no mesmo ritmo, com um ultimo acerto de contas entre o soberano de Wakanda e Ramos (o traficante que "recebeu" o herói e sua comitiva em sua primeira noite nos EUA, lembram?) antes do segundo round contra o Caçador. 
E é aí que as coisas complicam.



É bem legal notar como, tal qual Paul Cornell sem sua passagem pelo Action Comics, Christopher Priest decidiu estabelecer a personalidade daquele personagem - o qual, nesse momento, o fandom sabe bem pouca coisa, sejamos honestos - através do contraste com os grandes medalhões do universo Marvel. As primeiras edições serviram pra reintroduzir o personagem e todo seu rol de coadjuvantes e salientar que, antes de ser um super herói, T'challa é um chefe de estado. E mais que isso, de uma das maiores nações do planeta. Em segundo lugar, ao jogar o Vingador em solo americano, o segundo elemento destacado é que....ele é um homem negro. Um homem negro, líder de uma nação auto suficiente, tendo que se ver num local de profundas desigualdades sociais e raciais. Sempre sob o impaciente olhar de alguém que sabe que aqueles problemas só existem pq existem pessoas que se beneficiam com a continuidade desse status quo.

A oitava edição vem como a melhor até agora.  Convidado para uma festa de gala, o Pantera se vê como o unico negro em uma sala lotada de homens velhos, brancos e ricos. Insatisfeito, um senador - tb afro descendente e que tem um passado com o protagonista - decide tornar publica a presença do rei africano em solo americano. O resultado é..... algo: 



Um momento particularmente poderoso, tocando na questão da representatividade anos antes de questões do tipo ganharem a força que tem hoje quando falando sobre cultura pop. 
Uma tentativa de atentado contra o Black Panther e temos Priest levantando questões sobre a aliança entre o protagonista e o super time da Marvel que conferem ainda mais densidade ao personagem.
Sobre a arte, tipo.... Mark Texeira é foda. Simples assim e desculpem o palavreado mas é nesse nível. O domínio que o artista tem nas expressões e cenas de ação.... a vida do seu sucessor no título vai ser complicada, tendo que manter o nível e a barra lá em cima. (por sorte, o primeiro a receber a missão, Mike Manley, desenhista da edição 9, tem um estilo tão diferente do de Texeira - enquanto o primeiro domina certo expressionismo realista, o segundo vai mais pra área do cartunesco - que a comparação entre ambos soa absurda). As expressões e cores, ângulos, somado ao estilo "tarantinesco" de "edição" do gibi, com o tempo todo entrecortado e aquele elemento que poucos desenhistas tem, de poder saltar de uma cena dramática pra uma de humor rasgado em instantes, fundamental pra um gibi como esse.
Mas apesar dos momentos de respiro engraçado, o tom segue tenso.
O Pantera termina a edição 8 tendo alienado completamente seus colegas de super equipe. A consequência disso pra sua missão em solo americano e, em maior escala, em sua guerra contra Achebe, só vamos saber no futuro. Mas o gibi segue uma das leituras mais divertidas tipo, ever, naquela que é "A" fase definitiva do personagem.

Inclusive, já tendo esse material sido republicado lá fora recentemente, em 4 tpbs grandões, tipo.... Quando isso vem pra cá, Panini Brasil? 

E já que falei no Pantera Negra....



primeiramente, RTJ, muthafucka... 
Segundamente, e nos mantendo no tema, 3 faixas da OST do filme - feita por ninguém menos que o megafodão Kendrick Lamar, o segundo melhor rapper do multiverso conhecido na moderadamente humilde opinião deste blog e apenas pq RTJ!!!!! - estrelado pelo soberano de Wakanda já ganharam o mundo
São elas "the king is dead", "all the stars" e "pray for me", que eu deixo aqui embaixo: 



Igualmente legal é saber que o Emicida também compôs uma faixa inspirada no personagem da Marvel.



E ainda sobre o filme: vcs viram que 50 reviews (e contando) no Rotten Tomatoes e o negócio não sai dos 100%?  E não tamos falando de review do público não. Vcs sabem que fandom é tudo um bando de bitchzinhas prontas pra bater palma pra qualquer merda com selo "nerd" em cima. Estamos falando da parte que conta do RT, que são os reviews dos críticos. E se vc for atrás dos reviews dos críticos mais conceituados do sites, vc vai ver que todos os 15 publicados até o momento são só elogios e hipérboles positivas sobre o longa. 



Se manter com essa média nas primeiras 10 avaliações, vá lá. Mas cacete, meia centena de opiniões e todas dando nota máxima pro negócio? Tem algo de especial aí. :-)



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018





Capote in Kansas



Tal qual Truman, eu tb estou "apavorado com a idéia de me ver diante de uma folha em branco" e igualmente preocupado em "fazer justiça" a história que se apresenta diante de mim. Mas, comecemos com o começo, que pede certo contexto: nosso ponto de origem é.....esse blog.
Eu dei origem ao Groselha pq eu tava cansado de certo estilo de texto que eu normalmente achava em "sites nerds". Aliás, certos estilos: ou a "hard news", fria e impessoal, ou o tipo de texto que parece escrito por um fanboy adolescente de 15 anos de idade. Vejam bem: este blog tem quase uma década de existência. Pode não parecer mas 2007 está há duas eras geológicas no que tange à internet. Justiça seja feita: meu "círculo de relações virtual", se podemos chamar assim, é que era bem limitado, mas..
Bom, surge o blog e, depois de idas e vindas, hiatos e momentos em que ele quase morreu de vez, decidi "brincar sério". Pra isso, eu teria que ter mais do que apenas banca. Então, fui estudar quem fazia isso em nível profissional. Corta a cena e eu estou saindo da livraria cultura com livros e mais livros que constam em qualquer listinha de "livros que vc precisa ler para desenvolver suas habilidades". Gay Talese, Fabio Massari, Alex Ross (o estudioso da música, não o desenhista), Lester Bangs, material gringo sobre jornalismo de games (tenho a impressão de que essa área é uma com os melhores escritores hoje em dia, talvez exatamente pela dificuldade que é transmitir em palavras uma experiencia tão unica e pessoal quanto a de jogos eletrônicos. E também pela quantidade de dinheiro envolvido nessa industria, mas divago..). E aí, inevitavelmente... Truman Capote



Deixemos claro: À sangue frio não é de forma nenhuma uma leitura fácil. E é possível sentir o quanto o autor deixou de si (e perdeu de si) a cada linha."In cold blood", inicialmente publicado em 66, narra os assassinatos da família Cutler, habitantes da pequena cidadezinha de Holcomb, no Kansas. Após ler um artigo sobre o crime publicado no NY Times, Capote decidiu que seu próximo livro seria uma obra de não ficção descrevendo os detalhes do massacre. O resto é história.
O livro é uma das pedras fundamentais do que conhecemos como "jornalismo literário", em que fatos são descritos com certa preocupação formal com a prosa e onde, normalmente (mas não obrigatoriamente), o escritor é um personagem ativo (outro nome fundamental dessa escola literária é Hunter Thompson). O custo pessoal pro autor no processo de elaboração do tomo foi tal que, inevitavelmente, o processo de confecção da obra acabou virando objeto de fascínio tal qual o livro em si. 
Corta a cena e avançamos alguns anos. Em 2005, é lançado o aclamado "Capote", filme protagonizado por Philip Seymour Hoffman e dirigido por Bennet Miller. No ano seguinte, novo longa contando a mesma história, "Infamous", com Toby Jones personificando o escritor e direção de Douglas McGrath.
E numa dessas coincidências cósmicas, ao mesmo tempo, o roteirista Ande Parks, após concluir Union Station, trabalho anterior que o colocou sob os holofotes na industria, decidiu tomar pra si a missão de também recontar os dias de Truman pelo Kansas, suas andanças por Holcomb e sua relação com todos os envolvidos naquela comunidade, incluindo os investigadores responsáveis pelo caso e, obviamente, os dois homens responsáveis pelo crime (Richard Hickock e Perry Smith). 



Cada versão da saga pessoal do escritor no processo de concepção de sua obra prima tem sua devida cota de liberdades. No texto que fecha a graphic novel, Parks justifica algumas escolhas que poderiam vir a incomodar um fã mais purista do livro. As duas mais ousadas: Eliminar da trama Harper Lee, também escritora e amiga pessoal de Capote. Lee, na vida real, foi também responsável pelas entrevistas e conversas com alguns locais, parte importante do processo de pesquisa e investigação do autor. Mas aqui, pra obra funcionar, ela é tirada de cena antes do que de fato ocorreu.
A segunda liberdade é a presença de Nancy, filha mais velha dos Cutler e uma das vítimas do crime, como uma espécie de "confidente imaterial" do protagonista. Entendo se alguns leitores tiverem problemas com a decisão mas achei que funciona maravilhosamente aqui, conferindo drama e densidade à trama, tornando a jornada do autor ainda mais dolorosa. Truman vendia o livro como "imaculadamente factual", mas varias vozes viriam, com o tempo a discordar, dizendo que muita coisa ali realmente aconteceu como descrito mas que houveram também certos momentos de licença poética de forma a embelezar a prosa. E sendo este o caso, é até apropriado que cada olhar sob a intensamente pessoal aventura de Capote acrescente também sua cota de liberdades criativas, desde que de forma a conferir novas texturas e camadas ao doloroso processo de fazer artístico que envolveu a gênese do livro original.



A arte em preto e branco, é absolutamente linda. Econômica mas extremamente expressiva. Truman era conhecido pela personalidade "maior que a vida" e Chris Samnee consegue transmitir essa grandiloquência através de olhares e pequenos gestos, sem cair na caricatura. A passagem de tempo, sempre uma coisa complicada de se representar em qualquer obra com intenções de descrever um grande período cronológico, é transmitida através de pequenos detalhes. Uma ruga nova aqui. Uma nova linha de expressão acolá.  Certa calvície se apresentando entre uma cena e outra. Sempre muito sutil mas muito eficiente.
A escolha pelo preto e branco foi bastante feliz, não apenas pra conferir o caráter noir à HQ, mas também pq o jogo de claro e escuro conferem intensidade quando o gibi precisa ser intenso e ao mesmo tempo, serenidade quando esta é pedida pela trama. E além disso, a arte representa perfeitamente bem o quão solitário é o período em que Capote se permitiu imerso no cotidiano daquela comunidade traumatizada. 
Se eu tivesse que escolher uma palavra que, não apenas define essa hq e o livro que a inspira, mas que paira feito um fantasma sobre a obra, essa palavra seria "respeito". Por mais do que qualquer outro motivo, mesmo que não inicialmente, respeito foi o que manteve Capote buscando a conclusão de "À sangue frio". Respeito à vida dos Cutler e pela sua história. Respeito por aquela comunidade fragmentada. Respeito por Perry Smith, conferindo à devida gravidade a seu crime mas sem vilaniza-lo ao ponto da caricatura (a cena imediatamente após o veredicto, provavelmente um dos climaxes da hq, demonstra isso de forma indiscutível). Da mesma forma, é o profundo respeito de Parks e Samnee pelo livro de Truman que os motivou à fazer essa graphic novel, a se envolver nessa história de tragédias e tragédias (basta dizer que o livro foi o ponto alto da carreira de Capote, que não conseguiu publicar nada, posteriormente, que se igualasse ao trágico memorial da família Cutler). É sobre fazer justiça à História e às histórias ali narradas e a todas as perdas ali testemunhadas. E como diria Capote, o personagem, na frase que fecha a trama, é uma pequena oferenda para celebrar a vida dos amigos perdidos. 


*A graphic novel já ganhou versão em português, que atualmente se encontra esgotada, mas que vcs acham em sebos e sites como o estante virtual. As cópias que encontrei tavam com preço decente (nenhuma mais cara do que 40 reais), então, vão lá, crianças. A original, publicada pela Oni Press, vcs encontram fácil no Comixology. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018



Bask in their glory!!!!!

Indiscutível, Omega vs Okada tiveram a melhor luta do ano. Okada vs Shibata chega perto. Tem as preferencias pessoais de cada um a serem levadas em consideração também, inevitável.
Mas essa  Keith Lee vs Tomohiro Ishii, luta ocorrida no ultimo Global wars reunindo NJPW e RPW (rolou dia 9 de Novembro do ano passado e vcs acham legalmente na network da NJPW e por meios oficiosos, num dailymotion da vida).....essa luta mexe num ponto muito específico do meu cérebro. É tipo Wolverine vs Hulk, tipo Lesnar vs Punk. Vc tem o gigante de titânio, o objeto irremovível. E diante dele, vc tem alguém que é pura vontade, fúria, instinto e a incapacidade crônica de entender quando ficar no chão. Um bloco de concreto que corre e bate e senta "lariatos" como ninguém mais nessa indústria. Vou fazer minha lista de melhores do ano, continuando a tradição deste blog, nascida há dois anos e podem esperar que o primeiro combate entre Lee e Ishii vai constar no meu top 5, fácil. 
Mas não precisam acreditar apenas em minhas palavras e em meus belíssimos olhos castanho escuros... 



Convencidos? Bom, então acho que os senhores vão entender pq eu estou com um sorriso de orelha a orelha desde que tomei conhecimento da existência disto: 


Vcs tem consciência de que nos próximos meses vamos ter, AJ vs Nakamura II, Cody vs Omega e agora, fucking Ishii vs Lee II? (e que todos esses combates rolam num intervalo de mais ou menos um mês?)
Que época pra ser fã de pro wrestling. :-)