sexta-feira, 30 de março de 2018

quinta-feira, 29 de março de 2018

Flame on, mothafuckas!!!!!




I'M. SO. FUCKING. HAPPY!!!
TRÊS FUCKING ANOS!!! Três anos desde que alguém decidiu que, se não dava pra capitalizar em cima do Quarteto do cinema, melhor só não deixar mais ninguém mexer. 
Okay, alguém poderia dizer que Secret Wars foi a melhor elegia que a Marvel poderia ter dado à primeira família, fato. Jonathan Hickman escreveu não apenas a melhor megassaga da editora mas tb a história definitiva do grupo que foi o pontapé inicial dessa porra toda. 
Isso posto, saber que o grupo voltou e nas mãos de alguém como Dan Slott (com arte de Sara Pichelli, artista de quem sou fã por sua passagem pelo gibi do Miles/Homem Aranha) é apenas #toosweet. Slott é um puta fanboy do grupo e, se replicar o que vimos no gibi do Surfista, vai ser capaz de "surfar" (no pun intended) entre as nuances que separam os Fantastic Four de serem só um super grupo.  Pq antes de qualquer coisa, eles são, e eu sou completamente apaixonado por esse termo, "imaginautas". Tipo o próprio surfista, ou os desafiadores do desconhecido, grupo que serviu de inspiração pra Lee e Kirby criarem a hq. Ou, indo além, Doctor Who. Exploradores que sabem que, citando Calvin - mas elevando a escala - , "é um multiverso mágico!!!"
So, let's go exploring!!


Já tem entrevista com o time criativo do gibi aqui, pra quem lê em inglês.

quarta-feira, 28 de março de 2018

"Its pure magic"


Não acho que vá surpreender ninguém que já lê este blog há algum tempo, mas.....vcs não conseguem imaginar a importância que Dawson's Creek teve na minha formação. A começar por meu vocabulário: pra quem nunca viu, a série optou por não seguir o caminho óbvio de botar seus adolescentes falando gírias, mas sim um léxico cheio de polissílabos, algo que me marcou tanto que eu trouxe isso pra minha vida em definitivo. Pra quem me conhece pessoalmente e sempre achou que eu "falo difícil", "falo igual velho" ou outros termos que já ouvi à exaustão, podem culpar o seriado protagonizado por Dawson Leery e Josephine Potter. Além disso, os roteiros sofisticados - pelo menos inicialmente, até mais ou menos lá pela altura da season 5 - afetaram em muito a forma como eu vim a apreciar arte entre lá e cá (sim, tb podem culpar a série por parte do meu, por falta de um termo melhor, "pedantismo"). E a trama....bom, conta a história de Dawson - um jovem cinéfilo mega fã de Steven Spielberg e que sonha em se tornar ele tb um diretor de cinema - e seus amigos Joey e Pacey, numa cidadezinha interiorana dos EUA. Do alto dos meus 18 aninhos, ainda uma meia década distante de finalmente me livrar da cidade interiorana em que eu, tb, tal qual o protagonista, me via ansiando sair, tb querendo me especializar naquilo que gostava - na época, já tinha um blog, minha forma torta tb de "contar histórias" e lançar minha voz pro mundo. Aí, cai no meu colo essa série e sua forma estranha - pra época, DC era algo extremamente único - de contar as desventuras de seus personagens. O resto é história: o triângulo amoroso entre Joey, Pacey e Dawson. As citações cinematográficas (com direito até a Pacey fazendo uma piada com "the mighty ducks", outra série formadora de caráter pro pequeno Daniel), a viagem de barco que mudou toda a dinâmica do seriado, aquele soco do Pacey, as chegadas, as mortes, a faculdade, Gretchen - acho que um dos primeiros crushes que eu tive por um personagem ficcional na vida. Eu NUNCA vou esquecer daquela foto e de como ela definiu pra sempre, minha crença de que fotos de gente melancólica são as mais bonitas. Quem viu a série sabe do que eu tô falando. Etc., etc., etc.... 
A série de Kevin Williamson - sim, o mesmo que criou a franquia de terror "Pânico" - durou 6 anos e com o tempo, acabou perdendo parte do que fazia dela algo mágico. Mas sempre vai ter um lugar especial nas minhas memórias. 
Dawson costumava dizer que todas as respostas pra todos os problemas do universo, poderiam ser encontradas num filme do Spielberg.
Não sou fã do diretor, e quando uso essa frase, substituo seu nome pelo de DEUS.
Mas confesso que abri um sorriso vendo a imagem acima, que me lembrou da época em que eu tentava encontrar as respostas pros grandes dilemas universais nos roteiros de uma série adolescente meio hipster.  :-)




domingo, 25 de março de 2018

Passenger fever....


Descobri ,só hoje mais cedo, que isso existe. Apaixonado, simples assim.

sábado, 24 de março de 2018

Chill out saturdays


Dose dupla proceis, crianças. Começamos com vaporwave e já emendamos com um clássico não apenas brasileiro, mas multiversal e um dos meus discos favoritos da vida. Já falei de Arthur esses dias, com uma listinha de músicas que sampleavam o lendário disco de 72 e agora deixo o álbum inteiro nas mãos e ouvidos dos senhores. Espero que gostem :-)

Chill out saturdays



sexta-feira, 23 de março de 2018

Dedicado a ele....


Não é uma Monster Mash. Só um gracejozinho humilde, que fiz num momento de tédio ócio criativo, em homenagem à um dos meus artistas favoritos.


"Too much perfection is a mistake" - A saga de El Topo continua....


Tem aqueles textos que eu já tenho prontos na minha cabeça, mas que por algum motivo, que vai desde preguiça até trabalho, eu acabo postergando pra botar aqui. Um deles é sobre a trilogia Matrix.
Outro, sobre Phonogram e WicDev
E outro, é falando só sobre El Topo, filme de 1970 da lenda Alejandro Jodowsky (que escreveu, dirigiu, atuou como protagonista e, como se não bastasse, ainda foi responsável pela trilha sonora do negócio). Até livro sobre (escrito pelo homem em pessoa) já li pra poder falar com propriedade. E aí, como se o universo adorasse dar aquele empurrãozinho pra mover as engrenagens cósmicas (ou isso ou essa é apenas outra ocorrência da minha apofenia, tentando encontrar padrões multiversais em eventos aleatórios) hoje vem a notícia de que a Archaia, um selo editorial da Boom! Comics, vai lançar uma graphic novel continuando as aventuras do protagonista do clássico cult, com roteiros de Jodorowski em pessoa e arte de Jose Ladronn. O gibi intitulado "the sons of El Topo: Cain" já indicam que veremos um dos filhos do atirador provavelmente seguindo o mesmo caminho existencialista/surreal do seu pai.
Pra quem não viu o filme, ele é sobre..... well... como eu explico isso.... 
"El Topo" é um faroeste existencialista/filosófico/psicodélico, narrando as aventuras de um pistoleiro e seu filho, atravessando um deserto e desafiando os campões do lisérgico mundo em que vive, em busca....da verdade...

Qual verdade? Bom.... aí vcs vão ter que ver o longa. 
A graphic novel chega às lojas físicas e virtuais em Dezembro desse ano. 


quinta-feira, 22 de março de 2018

Hora de morfar!!!


Desculpa, multiverso, mas nem sempre eu consigo, como tento parecer aqui, ser o cara abraçando todo tipo de fandom, sempre na caça de um novo universo a ser explorado.
Por exemplo: eu sou e sempre fui aquele tipo de fã de tokusatsu purista que ABOMINA Power Rangers, acha o negócio uma heresia escrota e aliena todo um publico de experimentar não apenas a trama de super heróis, mas de ver um cotidiano semelhante mas completamente distinto do seu, por meio das séries japonesas originais. 
Okay?? Isso posto, FUCKING HELL, this looks awesome!!!!


O vídeo vem pra promover o primeiro mega evento nas hqs dos discípulos de Zordon publicadas pela BOOM! Comics, que até agora eu não lia pq, hey, leu o primeiro parágrafo? eu sou um purista escroto.

Mas...... as coisas mudam... :-) E afinal, tb não sou dos maiores fãs de he-man, mas os gibis que a DC publicou já renderam até post tecendo loas e mais elogios aqui no blog, então.... 

quarta-feira, 21 de março de 2018

Cobra Kai




Eu fui de 0 á 100 muito rápido com essa idéia: uma série continuando a história de Daniel Larusso e Johnny Lawrence, 34 anos depois dos eventos ao final do primeiro longa. Inicialmente, achei que a idéia era patética e ia ser só mais punhetação nostálgica.



Mas aí eu vi o trailer. E tá tudo no lugar, sabe? 

Como Community nos lembrou maravilhosamente em seu "Queer studies & advanced waxing", Karate Kid é uma história sobre Kesuke Miyagi: 

“an immigrant who fought against his own people in World War II while his wife lost a child in an internment camp. Noriyuki Morita was nominated for an Academy Award for his performance. Ralph Macchio? Showed up!"

E esse trailer parece muito ser sobre dois homens que tocaram a grandeza quando crianças e que tão tentando botar o gênio de volta na lampada e recapturar algo que se perdeu com o tempo, com a ajuda de um bando de moleques igualmente sem rumo. 
Eu tô MUITO interessado nisso. E vcs? 

terça-feira, 20 de março de 2018


Todo mundo que aprecia cultura pop meio que já sabe, mas vamos só confirmar: nerd meio que é uma raça escrota, né? O que eu chamo de "nerd" aqui é aquela parcela que ao invés de usar cultura pop como meio de auto aperfeiçoamento como, sei lá, ser humano, prefere vestir o fandom de sua preferencia como uma redoma pra separar a humanidade entre "iniciados" e "civis". O que deveria nos conectar como pessoas (e eu sei do paradoxo de um misantropo quase ao nível do eremitismo falar em conexão e cultura pop como meio de criar laços. Vejam o que vcs, fucking nerds, me forçam a fazer) na verdade é MAIS um elemento pra nos separar em grupinhos extremamente refratários ao que a maioria não vê como "normal" (o que nos leva inevitavelmente ao racismo, homofobia e misoginia típico dos nerds). 
Em virtude dos eventos recentes ocorridos aqui no Brasil, mó galera começou a pedir certo posicionamento político de seus sites de entretenimento e artistas favoritos e é legal ver que alguns decidiram se posicionar, mesmo considerando o quanto os fandoms em geral são refratários à ver arte como uma manifestação política. 
Os meninos do Terra Zero (melhor site sobre quadrinhos do país, simples assim) fazem uma reflexão sobre a incapacidade desse.....fandom.... de perceber nuances (nem tão sutis) das obras que dizem amar, falando um tiquinho sobre o paradoxo que é um bando de gente que cresceu lendo x-men, Invisíveis e V de Vingança e agora sai batendo palma pra falsos mitos que tão "contra tudo isso que tá aí".
Pra quem lê inglês, recomendo esse outro textinho aqui, que vai um pouco mais fundo e levanta como a idéia do "nerd" já vem corrompida desde sua gênese, lá nos meados dos anos 80. Provavelmente já recomendei em outras redes sociais e, talvez, até aqui. Mas como já faz um ano desde sua publicação e sempre tem alguém que não leu ou não viu na época, posto ele de novo, já que seu conteúdo continua extremamente relevante. 

segunda-feira, 19 de março de 2018



Ugly delicious


Netflix mais erra que acerta em suas produções originais. Mas quando acerta....
E normalmente, seu ponto forte são esses documentários sobre comida. "Cooked" é bem legal.
"Chef's table" é maravilhoso.
E "Ugly Delicious".... bom, só vi o primeiro ep. até agora mas foram 40 minutos que deixaram meu cérebro hiper ativo. Apresentado por David Chang, que os fãs de documentários sobre gastronomia/culinária/cozinha/comidinhas vão reconhecer da primeira temporada de "The mind of a chef" (tb no Netflix) o season opener usa como tema uma das comidas mais famosas do mundo, a boa e velha pizza, pra discutir sobre história da gastronomia, legitimidade, autenticidade e, de certa forma, história da arte. A estrutura é bem legal (apesar de abusar um pouquinho dos cortes, meio que pra passar aquela idéia de "linguagem jovem e dinâmica"), apresentando o conceito, e a partir disso, as reinterpretações que o prato sofreu com o tempo, grandes migrações, miscigenação cultural e coisas do tipo. Pra quem curte história das grandes manifestações artísticas da humanidade, é fascinante ver a timeline da gastronomia se desenvolvendo como a história da arte em geral, nas artes visuais, artes plásticas, etc.: surge um movimento com seus paradigmas, daí vem a geração seguinte pronta para não só questiona-los, mas nega-los inteiramente, e aí os subgrupos dentro dessas duas linhas, reinterpretando ambas, se apropriando mais de um ou do outro para conferir, por sua vez, identidade própria e se tornar uma terceira coisa, parecida, mas diferente, das duas correntes que serviram-lhe de fonte.
De novo, fascinante. Como já dito, season 01 tá lá no Netflix. E como eu sempre digo quando recomendo essas paradinhas envolvendo comida: não vejam de barriga vazia. :-)
é quase um circulo vicioso, né?
Posto para caralho a partir da segunda metade do mês, entre posts longos, curtos, gifs, videozinhos e aqueles artigos gigantes que eu boto no mundo, de tempos em tempos. 
Aí, o que acontece? Fico esgotado e levo pelo menos 15 dias para voltar a pensar no blog.
Nisso, bate insegurança "rapaz, será que a fonte secou?", "vou perder os poucos leitores que tenho", "porra, será que eu me divirto mais se não tiver que escrever sobre cultura pop?", "pow, hora de profissionalizar essa porra"
Aí tu olha pro calendário e vê que tá chegando no dia 20, pensa "porra, postei quase nada nesse mês" e aí a represa desaba e vc tem 500 idéias pra textos, ao mesmo tempo.
Aí tu escreve como se tua alma imortal dependesse disso. Faz uns 45 - 80 posts. Fica orgulhosão.
"AGORA VAI"

e aí, fico esgotado e levo pelo menos 15 dias para voltar a pensar no blog.
anyway, we're back... :-)

quarta-feira, 7 de março de 2018

Inclusive, ainda na vibe de wicdev, fiz um quiz desses de internet pra saber que Deus eu sou (pq afinal das contas, pq não?) e posso dizer que o resultado foi algo..... surpreendente...


Não exatamente cool como os deuses nórdicos ou assustador como as divindades astecas, mas.....todo estoque de chocolate do mundo, mothafucka. 



quinta-feira, 1 de março de 2018

"Tá lá, mais um corpo estendido no chão.... "

Tava ouvindo Emicida e Gabriel, o Pensador, vindo pro trabalho hoje mais cedo, não só pq adoro os dois mas pq to tentando conhecer mais do hip hop nacional. Ouvindo a clássica "tô feliz (matei o presidente)", faixa do seu cd de estréia de 1993, em que narrava o divertido dia em que mandou Fernandinho, nosso ex-presidente caçador de marajás, pra vala. Enquanto ouvia, me peguei pensando no quanto a gente precisava de um hino parecido pros dias atuais, em que, mais uma vez, a gente se vê com um presidente que é, basicamente, um alvo ambulante.
Enfim, foi aí descobri (thanx Spotify!!!) que o rapper foi BEM mais rápido que eu e já mandou na lata, esse single no ano passado, que até já ganhou videoclipe. 




"Todo mundo bateu palma quando o corpo caiu
Eu acabava de matar o presidente do Brasil

A criminalidade toma conta da minha mente
Achei que não teria que fazê-lo novamente
Mas tenho pesadelos recorrentes, o Te*** na minha frente
E eu cantando: Tô feliz, matei o presidente!
Fantasmas do passado, dos meus tempos de assassino
Quando eu matei o outro eu era apenas um menino
Agora, palestrante, autor de livro infantil
Não fica bem matar o presidente do Brasil

Mas a vontade é grande, tá difícil segurar
Já sei: Vamo pra DP, vou me entregar
Chama o delegado, por favor
Sou Gabriel O Pensador
O homem que eles amam odiar
Cantei FDP, Pega Ladrão, Nunca Serão
E agora Chega! Até Quando a gente vai ter que apanhar?
Porrada da esquerda e da direita
Derrubaram algumas peças, mas a mesa tá difícil de virar
Anota o meu depoimento e me prende aqui dentro
Que eu não quero ir pra Brasília dar um tiro no **chel

Aí, que maravilha! Mata mesmo esse vampiro
Mas um tiro é muito pouco, Gabriel!
Mata e canta assim

Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente

Matei o presidente, matei o presidente

Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente

Fiquei até surpreso quando correu a notícia
E a polícia ofereceu apoio pra minha missão
Ninguém vai te prender, policial também é povo
Já matou um presidente, irmão, vai lá e faz de novo
Que é isso?! Eu sou da paz, detesto arma de fogo
Deve ter outro jeito de o Brasil virar o jogo

Que nada, Pensador! Vai lá e não deixa ninguém vivo
Se é contra arma de fogo, vai no estilo dos nativos
Invade a Câmara e pega os sacanas distraídos
Com veneno na zarabatana, bem no pé do ouvido
Em nome da Amazônia desmatada
Leva um arco e muitas flechas, e finca uma no coração de cada
Cambada de demônio; demorou a mandar pro inferno!
Já tão todos de terno e pro enterro vai facilitar
Envia pro capeta com as maletas de dinheiro
Sujo de sangue de tantos brasileiros e vamos cantar

Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente

Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente

Áudio e vídeo divulgados
Crime escancarado
Mas nem é julgado
Já tinha comprado vários deputados
Fora o foro privilegiado
Então mata o desgraçado!

Na comemoração tem a decapitação
Cabeça vira bola e a pelada vai rolar (chuta!)
Corta a cabeça dele sem perdão
Que essa cabeça rolando vale mais do que o Neymar!
(É Pensador, é Pensador, é Gabriel O Pensador
É Pensador, é Pensador, é Gabriel O Pensador)
Fácil, um tiro só, bem no olho do safado
E não me arrependo nem um pouco do que eu fiz
Tomei uma providência que me fez muito feliz

Hoje eu tô feliz, hoje eu tô feliz
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Hoje eu tô feliz, matei o presidente
Matei o presidente, matei o presidente

Matei o presidente
(Matei o presidente, matei o presidente, matei o presidente)

Eu não matei nem vou matar literalmente um presidente
Mas se todos os corruptos morressem de repente
Ia ser tudo diferente, ia sobrar tanto dinheiro
Que andaríamos nas ruas sem temer o tempo inteiro
Seu pai não ia ser assaltado, seu filho não ia virar ladrão
Sua mãe não ia morrer na fila do hospital
E seu primo não ia se matar no Natal
Seu professor não ia lecionar sem esperança
Você não ia querer fazer uma mudança de país
Sua filha ia poder brincar com outras crianças
E ninguém teria que matar ninguém pra ser feliz

Hoje, estar feliz é uma ilusão
E é o povo desunido que se mata por partido
Sem razão e sem noção
Chamando políticos ridículos de mito
E às vezes nem acredito num futuro mais bonito
Quando o grito é sufocado pelo crime organizado instituído
Que censura, tortura e fatura em cima da desgraça
Mas, no fundo, ainda creio no poder da massa
Nossa voz tomando as praças, encurtando as diferenças
Recompondo essa bagaça, quero é recompensa
O Pensador é contra violência
Mas aqui a gente peca por excesso de paciência
Com o rouba, mas faz dos verdadeiros marginais
São chamados de Doutor e Vossa Excelência"